ATIVIDADE SEXUAL NO CASAMENTO - UM OLHAR TEOLÓGICO

Se perguntarmos aos casais se a atividade sexual no casamento é importante, tenho minhas dúvidas que alguém se atreverá em dizer que não é.

Mas se perguntarmos no mais intimo dos casais se eles estão satisfeitos sexualmente com o parceiro, tenho a certeza que a maioria dirá que não.

As pesquisas recente apontam para alto indices de insatisfação sexual entre os casais, e por isto a tendência dos parceiros buscarem outras formas de satisfação sexual, ou em relações extra- conjugais ou em fugas por fantasias, como acontece com a visita à sites pornográficos.

Em meios religiosos pouco ouvimos as pessoas falarem sobre a vida sexual no casamento. Dependendo do grupo religioso parece até que os casais se quer realizam atividade sexual. Mas também em meios não religiosos torna-se difícil saber se é diferente, pois é muito difícil identificar que são os parceiros.

SÃO PAULO, na primeira carta aos Coríntios, da uma aula sobre a vida sexual aos que casam: “Não é a mulher que dispões de seu corpo, mas o seu marido. Do mesmo modo, não é o marido que dispõe de seu corpo, mas a sua mulher. Não vos recuseis um ao outro, a não ser de comum acordo e por algum tempo, para vos entregardes à oração. Voltai depois à convivência normal, para que Satanás não vos tente, por vossa falta de domínio próprio.” (1Cr 7,4-5).

Ao contrário do que muitos atacam as orientações de São Paulo, dizendo que sua moral é repressora, ele nos orienta em uma teologia que acentua o encontro sexual dos casais e inclusive reforça a idéia de que se o casal não se possui um ao outro corporeamete, estará colocando em risco a fidelidade conjugal. Nos orienta que o nosso corpo pertence ao parceiro, o conjugue, que deve possui-lo de todo e sempre.

É muito comum ser interrogado na condição de Psicólogo sobre a relação sexual oral. Como se os casais quisessem uma cartilha de conduta. Mas São Paulo dá-nos uma bela pista, de que todo seu corpo pertence ao seu parceiro. Assim, as carícias orais sendo preâmbulos afetivos que conduza ao prazer sexual, circunspecto à intimidade do casal em comum acordo e cumplicidade, levará o casal ao fortalecimento do vínculo. A cartilha deve ser construida pelo próprio casal. Não será um Psicólogo quem dirá o que deve ou não ser feito pelo casal.

Imaginem na época de São Paulo, ele falar desta temática com tamanha abertura. Como ele estaria falando hoje aos casais, se estivesse entre nós? Alguns pregadores se revestiram da autoridade de São Paulo e conseguiram atingir uma abertura maravilhosa para falarem da sexualidade conjugal, como foi a experiência de Pe. Léo, que falava do cotidiano conjugal com muita transparência.

Aquilo que Deus deu gratuitamente aos casais, que é o corpo erógeno (que pontua prazer), deve ser muito bem vivenciado, transformando o encontro dos corpos em um desejo constante no casamento. Um lazer que só fortalece o casal

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One Response to “ATIVIDADE SEXUAL NO CASAMENTO - UM OLHAR TEOLÓGICO”

  1. elaine queiroz disse:

    Realmente, se não estivermos vigilantes parece que mil coisas se levantam e vão se colocando entre o casal, geerando uma separação, uma divisão,uma frieza que é claro estende-se também pra atividade sexual.
    A Palavra de Deus é maravilhosa, surpreendente! Já li tantas vezes o livro de Coríntios, mas não me lembrava desse versículo! É interessante como Deus vai se revelando, se dando a conhecer aos poucos!
    Gostei muito de ler esse artigo! Veio em ótima hora!
    Grande abraço,na paz do Coração de Jesus!
    Elaine

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