cancaonova.com: Qual a diferença entre homossexualismo e homossexualidade?

Padre Joãozinho: É fundamental essa distinção, porque a homossexualidade é uma característica pessoal, da qual nós ainda não conhecemos bem todas as causas. Nem a psicologia nem a medicina a conhecem. Há muitos pesquisadores sérios que tentam entender se essa causa é comportamental ou de algum fator genético, inato, mas não existe nenhuma indicação científica quanto a isso. Homossexualidade é um sentir.

O homossexualismo, no entanto, é a prática da homossexualidade, ou seja, é ter atos genitais com pessoas do mesmo sexo. A homossexualidade envolve o afeto; o homossexualismo envolve a sexualidade.

A Igreja Católica reconhece a possibilidade de um homossexual ser santo sem deixar de ser homossexual, mesmo porque só pode haver pecado quando há uma opção, quando há liberdade. Muitos homossexuais sentem atração por pessoas do mesmo sexo, mas não consentem nessa atração, por isso não pecam. Agora, o homossexualismo envolve não só o sentimento, mas também o consentimento. E além deste, há a prática de atos homossexuais. Então, a Igreja Católica reconhece a possibilidade de ser santo mesmo na condição homossexual. Mas ela não aceita a prática de atos genitais homossexuais, que seria o homossexualismo.

cancaonova.com: A homossexualidade é orientação ou desorientação sexual?

Padre Joãozinho: Num primeiro momento, a definição de homossexualidade foi muito controvertida na psicologia, falava-se até em desvio, neurose, doença, distúrbio e psicopatologia. Freud é um daqueles que definiram a homossexualidade dessa maneira.

No momento do “acordar da genitalidade”, o menino procura uma menina, ele quer ter uma namoradinha; a menina quer ter seu namoradinho, e até que [no futuro] formam uma família, casam-se e têm filhos. Isso seria o curso natural da diferenciação sexual, mas, segundo Freud, por diversos fatores, alguns acabam fixando-se na fase narcisista, não se diferenciam, e começam a sentir atração por pessoas do mesmo sexo.

Com relação à orientação, ela é uma palavra ambígua, que significa tudo e quase nada. Eu prefiro dizer que homossexualidade é um limite. Eu defino o homossexual não como aquele que sofre atração sexual por uma pessoa do mesmo sexo, mas que é incapaz de manter uma relação genital satisfatória com pessoas do sexo oposto. Essa definição contrária, inversa, vai se mostrar interessante para trabalhar a homossexualidade do ponto de vista terapêutico. Portanto, para mim, não é opção, orientação, nem distúrbio; nada. É um limite que precisa ser superado.

cancaonova.com: Há pessoas que se assumem como homossexuais, mas, na verdade, não o são?

Padre Joãozinho: Sim, há uma pseudo-homossexualidade. Eu denunciei isso no Portal Canção Nova, no artigo “A bênção da masculinidade”, chamando isso de “cultura gay”. Essa não é uma expressão minha, é uma expressão norte-americana.

Saiu um documento da Congregação para a Educação Católica, de 31 de agosto de 2005, que já foi aprovado pelo Papa Bento XVI, chamado “Critérios de discernimento com relação às pessoas com tendências sexuais em vista de sua admissão ao seminário e às ordens sacras”. Nele se colocam alguns critérios para aceitar, no seminário, alguém que tenha tendências homossexuais. Vou explicar alguns critérios:

– Tendências homossexuais profundamente enraizadas não são permitidas;
– O padre é esposo da Igreja e esta é esposa de Cristo, portanto, uma heterossexualidade teológica é fundamental para a ordenação sacerdotal;
– Capacidade de correta relação com homens e mulheres;
– Aqueles que defendem uma cultura gay também não podem ser assumidos pela Igreja nem admitidos no seminário;
– Aqueles que apresentam uma tendência transitória, que já foi superada há mais de 3 anos antes da ordenação, podem ser admitidos. É o caso de alguém que foi abusado sexualmente na infância ou submetido a algum tipo de clausura. É muito comum esse tipo de homossexualidade em seminários, em que o menino é um pseudo-homossexual, porque, como só há meninos naquele seminário, ele acaba projetando a imagem feminina num colega, tendo atos homossexuais que são transitórios.

Conheci, como formador, seminaristas que passaram por esse tipo de drama e depois acabaram saindo do seminário, casaram-se, tiveram filhos, apesar de terem tido atos homossexuais [antes]. Atendi muitos casos de pessoas que tiveram traumas de infância porque foram abusadas sexualmente e achavam que eram homossexuais. Esse trauma provoca uma homossexualidade que pode ser tranqüilamente tratada com terapias e superada.

Outros critérios importantes é que não basta ser padre, pois a ordenação não é um direito da pessoa, mas um chamado de Deus, e que é preciso discernir a idoneidade do candidato.

O documento diz também que aqueles que escondem a sua condição de homossexuais estão caindo num erro grave. Pode ser que, durante o tempo de formação, eles se controlem e ninguém descubra, mas ao se tornarem padres assumam a sua homossexualidade. Então, a Igreja adverte que isso é um erro grave.

cancaonova.com: A quem interessam esses enganos?

Padre Joãozinho: Hoje, a pseudo-homossexualidade é provocada, em grande parte, pela moda. Do meu ponto de vista, a homossexualidade feminina é a maior refém de uma cultura lésbica. Nos colégios, é impressionante como isso é divulgado, inclusive em livros aprovados pelo governo e em programas de televisão em que meninas se beijam na boca e têm afetos de conotação sexual clara, explícita. Na verdade, essa minoria sexual, que já nem sei se ainda é minoria, acaba aparecendo na mídia, inclusive nas novelas.

Muitos dos que estão com o microfone nas mãos são homossexuais e acabam passando uma imagem romantizada, bonita e até ideal disso. A coisa está se invertendo a tal modo que algumas meninas têm até de simular uma certa homossexualidade na roupa, no jeito, na postura e até ter uma ‘namoradinha’ para ser aceita socialmente. Isso é inversão total dos valores.

cancaonova.com: O que os pais devem fazer para que seus filhos não venham a viver a homossexualidade?

Padre Joãozinho: A primeira coisa que um pai precisa fazer é dialogar com seu filho e, uma vez que o filho se mostra homossexual, a rejeição dos pais aumenta a tendência homossexual. Os homossexuais que conseguem superar essa condição e acabam se casando e tornando-se pais de família e desempenham este papel de maneira satisfatória, são aqueles que foram aceitos e amados por seus pais.

Não adianta o pai rejeitar, punir, falar um monte de coisa. Na verdade, o diálogo e a transparência são o melhor a fazer. É muito comum que os pais descubram que o filho é homossexual quando a coisa já está bastante adiantada.

Também na questão da internet, os pais deveriam tomar uma atitude radical de tirar o computador dos quartos de seus filhos e colocá-lo na sala. Os computadores, em casa, deveriam ser mais públicos, porque grandes problemas de pseudo-homossexualidade estão relacionados a chats, MSNs, nos quais aquela menina, que nem é homossexual, simula uma homossexualidade. O rapaz também, dentro do quarto dele, muda de sexo todos os dias.

cancaonova.com: Como alguém que vive a homossexualidade pode voltar a ter uma vida normal?

Padre Joãozinho: Eu conheço homossexuais que vivem este drama como um espinho na carne, que vivem a sua santidade, na castidade, com muito sofrimento.

Um homossexual tem de pensar muito antes de assumir um casamento, porque pode fazer o outro sofrer muito.

Muitos homossexuais vivem um celibato voluntário, eles não estão interessados em casar. Isso, às vezes, é uma imposição da sociedade, de que os homossexuais formem um tipo de casal homossexual. É uma imposição cultural que tem como referência o matrimônio. Mas o homossexual tem de procurar um outro caminho de felicidade para viver a sua santidade e que também não seja, necessariamente, o sacerdócio.

Também não podemos vincular a homossexualidade à pedofilia. Há pesquisas no mundo que mostram que os pedófilos não são, necessariamente, homossexuais. Nos Estados Unidos, grande parte dos pedófilos, que já foram acusados, são heterossexuais.

cancaonova.com: Como é possível viver a santidade na homossexualidade?

Padre Joãozinho: Primeiro, é preciso não se deixar contagiar por essa cultura gay. Não assumir a sua homossexualidade como uma coisa boa. Este documento da Congregação para a Doutrina da Fé fala que um dos critérios para a santidade homossexual é assumir essa realidade não a aceitando como parte dele. O homossexual está homossexual, ele não é homossexual, no coração de Deus ele é heterossexual. Ele tem uma condição, um limite humano que nós não sabemos tratar ainda direito. É como alguém que nasce sem uma perna, ele não vai poder correr, mas pode fazer um monte de outras coisas. A homossexualidade é um limite a mais, mesmo que ele não queira e não consiga superar isso, existem muitos homossexuais no céu.

O fato de uma pessoa ser homossexual, não faz dela um pecado, ela não é um pecado. Inclusive, alguns comportamentos externos como o tom da voz, a delicadeza no agir, alguns trejeitos, são um peso ainda maior, embora nem todos os tenham, mas os que os têm, não conseguem se superar sem serem pessoas extremamente tristes e artificiais.

Nós temos de aceitar um homossexual na santidade até com esses trejeitos. O coração da Igreja está aberto a eles que, como tantas outras pessoas, têm limites e sofrem.

cancaonova.com: Tramita no Congresso um projeto de lei (PLC 122/2006) sobre “crimes de homofobia”. Um grupo deve ter lei específica para ser respeitado ou deve receber amparo da lei como todos os cidadãos?

Padre Joãozinho: Estou querendo entrar com outro projeto de lei no Congresso para punir “crimes de heterofobias”. Fala-se de feminismo como se fosse uma coisa bonita, mas se eu falar de machismo, aí eu sou punido. Fala-se de negritude, mas se eu falar de branquitude, eu vou ser punido, vou ser chamado de preconceituoso, racista.

Temos que tomar muito cuidado com o autoritarismo das minorias, porque para se defenderem, eles costumam “carregar nas cores”. Uma legislação como essa, de homofobia, representa a força organizada dos homossexuais. Basta ver as passeatas, nem todos lá são homossexuais, mas as famílias acham aquilo exótico, bonito e levam seus filhos para ver aquele pessoal. Eles são divertidos, são pessoas alegres. Acho muito estranho que alguns artistas, que nem são homossexuais, estejam nessas campanhas por esse tipo de lei que censura, sendo que eles, do outro lado, são uns contra-censura, mas querem censurar.

98 Comentários

  1. ahh Padre.. como é dificil ter essas tendencias..
    não escolhi.. não pude decidir.. Deus não me deu o direito de eu escolher..sentir ou nao esses desejos..que cruz.. como dói.. sentir o pecado dentro de vc.. na sua carne..pedindo.. como dói ser Católico e sentir essas tendencias.. como dói nao poder contar absolutamente isso pra ninguém.. ter que viver escondido.. sou ainda jovem.. e posso me esconder da familia..dos amigos.. mas e quando crescer mais..ficar adulto.. como vai ser? todo mundo casando.. e eu..?? penso nas piores coisas.. mas nao quero passar pela humilhação de ser rejeitado.. de ser desprezado..por sentir coisas das quais eu nao escolhi.. o que faço?? me ajude.. mutantebrasileiro@yahoo.com.br

  2. Olá Pe Joãozinho!

    Obrigada pela entrevista, muito esclarecedora. A gente carece de comentários tão claros sobre assuntos tão polêmicos. É lindo saber que nosso Deus nos vê hetero e que a homossexualidade é um obstáculo a ser vencido.Mas é certo que só conseguirão vencer os que se deixarem conduzir pelo Espirito.
    Amém, e obrigada!

    Um abraço em Cristo!

  3. Joâo F. Borges

    10-09-2007.
    Padre Joãozinho,
    A sua abordagem sobre o homossexualismo e a homosexualidade foi muito verdadeira e de profunda sensatez.
    Na realidade, a mídia, a título de combater o preconceito, quer impor a aceitação de qualquer coisa como certa, quando as evidências mostram o contrário.
    A verdade prevalecerá. Vamos orar pelos nossos irmãos que sofrem dessas dificuldades para superá-las e alcançarem a santidade.
    Sou feliz por ser católico, desde o ventre de minha mãe e para sempre.
    Um abraço fraterno.

  4. Parabens padre pela belissima mensagem. è uma pena que nem todos od jovens querem ouvir.Nao desista de pregar essa mensagem a favor da vida. Deus te abençoe.

  5. Luiz Gustavo

    Caro jovem – temos o mesmo problema, eu por´´em já chegeui aonde vc tem receio de chegar. Tenho 40 anos e nao me casei – procurei viver uam vida reta e trabalho na area da saude. Sou tb da igreja porem catolica anglicana. Não pratico o sexo pois mesmo tendo atração por alguns homens de fato hoje é muito mais facil porque nao estou mais no furror dos hormonios, mas mesmo quando jovens fui muito restrito. Claro que ja experimentei porem é tão bom estar só nesse aspecto.
    Va firme na tua caminhada. Vc vai encontrar um amigo que pode te ajudar retamente.

  6. Padre tenho um amigo que tem alguns trigeitos,mas ele não é gay ao contrário ele ficou a pouco com uma amiga minha.O que acontesse nesses casos.

  7. Ana Júlia

    O Pe. Joãozinho está sendo uma benção ao falar sobre esse assunto tão abertamente, nos ajudando a educar os nossos filhos e como reagir diante de várias situações que fazem parte de nossa realidade. Estou aprendendo muito, tenho acompanhado todos os seus artigos.
    Paz e Bem!

  8. A sua benção padre,
    Tenho “sugado” o que posso dos artigos que tao sabiamento o senhor tem nos apresentado, esse esta perfeito, uma forma carinhosa e muito bem explicada de um assunto tão constrangedor, pessoas que passam por essa situação precisam ser amadas e não contrangidas.
    Deus o abenÇoe!

  9. olha Padre concordo totalmente quanto a internete, a tv ,é tanta interferencia na vida dos nossos jovens ,
    sou mãe ,sou catolica , tenho um filho 20 anos faz faculdade , nossa Padre como é dificil ,estou sempre policiando as atitudes dele é dificil , quando lá fora “,tudo está na moda”,é sexo desenfreando ,é drogas ,ah meu Deus é tantas coisa , Padre estou bastante triste com este nosso mundo não sei onde vamos parar com tudo isso ,nossos jovens estão se destruindo e ninguem faz nada ,ajuda-nos .

  10. Gostei muito deste esclarecimento. Foi muito importante fazer a distinção entre os dois, gostei muito da definição de homessessual como sendo o limite. Espero poder ler mais relatos assim.
    Que Deus continue abençoando o senhor.

  11. Padre é bom ler isso, quero dizer tambem sofro com esse problema, tenho 23 anos, e nunca me aceitei assim, quando descobri isso em mim, foi um sofrimento muito grande, chorei muito.
    Nunca tive relações com ninguem, mas confesso que ja tive vontade,esse mundo so prega o contrario, estamos remando contra a correnteza, as vezes tenho vontade de chorar mas nem consigo mais. Pra mim é muito dificil, é duro ser catolico e ter esses sentimentos, é duro nao ter um rumo pra vida, é duro viver perdido, conheço tantas pessoas pela internet que tambem sofrem do mesmo mal,e muitos catolicos,são todos jovens como eu, uns ja se entregaram, outros ainda lutam.. vejo que preciso caminhar na santidade, me confessando depois de cada queda, recebendo a Eucaristia, e sendo perseverante na oração do Terço, mas como isso tambem é dificil, manter na graça e se confessar sempre. Que Deus tenha miserircordia de nos!

  12. a A PAZ DE JESUS A VC PADRE…OLHA A BIBLIA DIZ EM GENESIS Q DEUS FEZ HOMEM E MULHER…( nao fez homosexuais)..em 1 CORINTIOS 6;10 DIZ *OS EFEMINADOS NAO HEWRDARAO O REINO DE DEUS8..POR ISSO ELE PRECISAM DE UMA LIBERTÇAO EXPULSANDO ESSE MAL Q AGEM NA VIDA DELES..(MARCOS 16;17)..E ELES SE TORNARAO NOVA CRIATURAS..( ja vi muitos se libertarem) BASTA QUERER…
    obrigado pela atençao padre..FIQUE COM DEUS .

  13. Padre…Excelente comentário…
    QUE TODOS OS PADRES, MINISTROS DA EUCARISTIA POSSA VER ESTE ARTIGO, PORQUE INFELIZMENTE OS MINISTROS DA EUCARISTIA FALA LÁ NA FRENTE (PRESBITÉRIO) DE UM MODO DIFERENTE QUE O SENHOR DIZ, E ISTO NOS MACHUCA MUITO, COLOCA FORMA ERRADA DE REVOLTA CONTRA O HOMOSEXUAL, SOU DA CAPELA, SOU MULHER, SOU DO CORAL, NOS TEMOS 2 VESES MISSAS E 2 CULTO, E O MINISTRO ACABA COLOCANDO A FORMA ERRADA DE VER ESTE JOVEM, ISTO LEVA A REVOLTAR CONTRA ALGUNS, MAS COMO FAÇO PARTE DESTA IGREJA TENTO CONVIVER AMANDO MAS E AQUELES QUE PASSAM DE VEZ EM QUANDO NA IGREJA E NÃO TEM UMA CAMINHADA COMO FICA???
    VIVO UMA VIDA PECADORA, SOFRO COM TUDO ISTO MAS ESTAREI AQUI PRA VER SEMPRE TEUS ARQUIVOS, QUERO MUDAR…MAS ISTO VEM DESDE CRIANÇA….HOJE COMECEI A ERRAR NO ENTANTO ESTAVA EM GRAÇA E DEPOIS CAI….
    OBRIGADA POR NÓS AJUDAR!!!

  14. Querido padre,
    Admiro muito o seu trabalho em prol do Reino de Deus. Mas, fico triste com posicoes desse tipo em relacao a esse tema, pondo mais neuroses e complicacoes na cabeca de tantos jovens catolicos que ja sofrem por nao aceitarem a sua sexualidade e nao se amarem.
    Vcs vivem a por mais jugos nos outros, e sabendo q nos meio eclesiasticos e grande a porcentagem dos q nao so sao homossexuais, mas praticam.
    Entendo o papel da Igreja na defesa dos valores da Familia, mas, o senhor deveria pensar o tanto q sofre aqueles q procuram conciliar a sua Fe e a sua sexualidade. O proprio Jesus nunca tocou nesse tema, mas, pessoas como o senhor, vive a querer um moralismo baseado apenas em trechos biblicos desaculturadamente, como os trechos absurdos q Paulo escreveu e q deve ser lido no contexto socio-cultural de sua epoca.
    Um grande abraco

  15. ANA CRISTINA

    gostei muito desde comentário , este assunto é realmente difícil , mas suas palavras foram esclarecedoras e fortes (construtivas) , eu tenho duas filhas pequenas e sou casada a 11 anos e vivemos felizes graças a deus , mas gostei de saber como devemos tratar e respeitar as pessoas que tem esta tendência.

    deus te abençoe !!!!!

  16. pe. joaozinho alguem que tem tendencias pode se casar com mulher e constituir familia, tendo o mesmo esse sonho, ou acha melhor optar por uma vida religiosa? se sim para o matrimonio, com se consegue preservar o casamento?o que se tem pra fazer pra ser feliz nesse casamento?

  17. pe foi muito bom ler seu artigo acredito que o caminhoseja esse mesmo, amar o que é diferente ajuda lo a ser aquilo que Deus quer, sem ferir a dignidade de quem seta sendo ajudado, espero ver mais padres como o sr que dizem averdade swem machucar o coração do amigo e sem ficar passando a mão na cabeça, parabens pelo artigo.

  18. Para mim, é possível resumir em apenas uma palavra as declarações do Padre Joãozinho sobre o tema “homossexualidade”: BRILHANTE. Eis a verdadeira sabedoria: não a que é instigada pelos homens, mas a que é inspirada por Deus, através do Espírito Santo!

  19. Olá Pe Joazinho!
    Ser homossexual é conhecer a Deus não é fácil, a gente vive se martirizando, dói demais saber que aquilo que naturalmente voce é, não agrada ao coração de Deus. Vivo uma dúvida cruel em buscar uma ordenação religiosa, até por que em um encontro da renovação carismática aqui da minha cidade, foi proclamado um chamado sacerdotal de Deus para mim,em me casar ou então assumir minha homossexualidade, vivo todos os dias com uma dor muito intensa e sem perspectivas de futuro. Tudo isso é muito ruim, mas……
    Abraços

  20. Pe. Joãozinho
    a paz
    entrevista muito interessante
    porém
    a mim custa-me a acreditar que uma pessoa que se entregue verdadeiramente ao Espírito Santo não supere a tendência da homossexualidade. Todos nós temos nossas tendências, se tal não fosse, ou seríamos Deus, ou o nosso orgulho já estaria lá nas alturas. eu acho que o homossexualismo é uma delas, embora seja delicado o caso pois se trata da nossa sexualidade.
    Mas eu não consigo conceber a expressão: santidade homossexual. Se alguém é santo de verdade, ele o é porque vive incessantemente no Espirito Santo dizendo-lhe incessantemente SIM! Se pois Deus que é Santo, não nos ve homossexuais, como pois poderemos utilizar a expressão santidade homossexual… ou que existem muitos homossexuais no céu… isso seria o mesmo que falar sobre uma pessoa que tem tendência para a ira, como St Agostinho, e depois dizer que existem muitos irados no céu!!
    o que me diz?
    E quanto aos trejeitos, bem… eu acho isso o de menos, pior aqueles que se escondem,… mas nada como o ESPÍRITO SANTO QUE VEM EM AUXÍLIO DA NOSSA FRAQUEZA SEJA ELA QUAL FOR…
    faz-me confusão padre. Eu quero acreditar que se uma pessoa luta com todas as suas forças para viver no Espírito Santo e se entrega com todo o fervor essa situação a Ele, ela fica bem
    esclareça-me por favor.

    E eu acho, que muitas dessas pessoas, foram pegas muita das vezes pelo pecado de outras pessoas, fundamentalmente pecados na família, e começaram a formar uma personalidade e auto-imagem homossexual. Uma auto-consciencia distorcida.
    Mais,
    acho que, no caso dos homens, são muitas vezes dotados de uma grande sensibilidade e docilidade, que o pecado do mundo acaba pervertendo o seu sentido que deveria ser a todo o momento Jesus Cristo.

    Eu nao me sinto homossexual, sou heterossexual, mas digo aos meus irmãos que sofrem com o facto de se sentirem homossexuais, o que Pe. Léo dizia, CANALIZEM TODOS OS VOSSOS DESEJOS PARA DEUS.
    Deixem se abstrair dessas coisas… no Espírito Santo…. eu acredito que assim, e no nome de Jesus, com nossos pedidos tudo isso passa….
    não é mesmo padre?

    Quanto mais direccionarem o vosso pensamento para Jesus, menos pensarão nisso.
    pois “Já não sou eu que vivo mas é Cristo que vive em mim.”
    “Já não são meus traumas sexuais que vivem mas é Cristo que vive em mim.”

    Jesus, Ele! Ele é o nosso Amado. Seja para homem ou para mulher, quer coisa mais curadora e linda do que essa?
    Ele é o Esposo da tua alma, quer sejas homem ou mulher.

    Mas Ele conta fundamentalmente com o teu sim a todo o momento.

    Deus abençoe a todos e ao Padre.
    (pe. responda-me pf. mto obrigada)

  21. Isaac - SP

    Pe. Joãozinho

    Gostei muito de suas palavras, trabalho com jovens em minha paróquia e foi muito esclarecedor distinguir a tendencia do ato consumado. Gosto muito do que dizia São Francisco: É preciso odiar ao pecado mas amar ao pecador. E o que dizia Santo Agostinho sobre a tentação, de que o importante não é que os passaros sobrevoem sobre a mente mas que não se deixe fazer ninhos sobre ela.
    Assim como somos tentados à pecar contra a castidade com uma mulher fora do casamento os que tem tendências homessexuais podem ser tentados à pecar contra a castidade com um homem. O importante é viver a castidade porque isto agrada a Deus e deixar que Ele cure toda tendência que brota do pecado original seja de uma maneira ou

  22. Caríssimo Irmão em Cristo, Pe. Joãozinho,
    -É preciso que a Igreja ponha a MÃO NAS FERIDAS abertas da sociedade. Com coragem e amor. Não é tão necessário ter respostas prontas, quanto é urgente abrir-se no acolhimento e no diálogo. Ouvir a todos que queiram participar da MESA…(da Eucaristia).
    Muitas são as FERIDAS ABERTAS além desta: a fome, a desigualdade, a mentira na mídia corrompida, a falta de compromisso dos Cristãos,que poderiam mudar tudo…
    Acolhamo-nos com firmeza. O Espírito nos conduzirá !

  23. Pe. Joãozinho,

    Você sabe como abordar este assunto de uma forma clara e prudente. Você sabe como é difícil, dentro das circunstâncais que vivi, educar dois filhos adolescentes. Seu artigo me esclareceu muito e me mostrou que o modo como abordei o assunto com os meninos foi o mais correto. Eu não deixo de rezar pelas pessoas que têm esta tendência ou que, por algum motivo externo, acabou assumindo relacionamentos complicados. Não se pode discriminar o ser humano, mas isto não significa aceitar tudo como sendo normal…
    Grande abraço e reze pelo outro João.

    Simone.

  24. Mario Fernandes

    Já tinha ouvido o padre Joãozinho fala sobre o assunto em outros momentos, já sabia que ele fala como ninguém e sem medo sobre um assunto tão comum e difícil de lhe dar.
    Eu também sofro muito com a homossexualidade, minha vida tem sido como a vida de alguns irmãos que relataram acima, o sofrimento não é diferente. As pessoas que não vivem isso não tem a noção do que é viver com esse “limite”.
    Parabenizo o padre e peço à igreja que olhe mais por nós, homossexuais, crie pastoral, encontros, sei lá… pedimos socorro, queremos ser santos…

  25. igor tenório

    pe.sou homossexual faz algum tempo,hoje eu tenho 17 anos mas nunca tive se quer uma relação com algum garoto,sinto por não poder usufruir do amor de alguém,como queria poder amar alguém e ser amado,é uma pena que eu sou um dos jovens amaldiçoados pelo mundo,alguém que só pensa em não ferir sua família e amigos,vivo pelos outros por que se fosse por mim eu ja tinha me entregado nisso que chamamos de homossexualidade,mas há Algo que não me deixa cair,há Algo que sempre ta me levandando,é DEUS é por ELE que vivo essa santidade,pena que sou triste em não poder ser como meus amigos e como meu pai,não tenho uma base por que não tenho como em pensar no meu futuro,pois pensar no meu futuro é sofrer…

  26. MANOEL LIMA

    MANOEL LIMA PE! GOSTEI MUITO DA FORMA COMO O SENHOR ABORDOU ESTE ASSUNTO, QUE E TÃO COMPLICADO, EU TENHO A TENDENCIA HOMOSSEXUAL DESDE PEQUENO,HOJE EU TENHO 30 ANOS,JA PROVEI DE TUDO NA VIDA,MAS SOFRE POR CAUSA DE SER HOMOSSEXUAL E UMA DOR MUITO GRANDE, SO QUEM VIVI ISSO MESMO, PARA SABER DO QUE ESTOU FALANDO,NÃO DESEJO ISSO PARA NINGUEM MESMO,SOFRO DESDE CRIANÇA POR CAUSA DISSO, MAS QUE POSSO FAZER? SOU CATÓLICO COM MUITO GOSTO, JA FREQUENTEI A RENOVAÇAO MUITO TEMPO MAS MESMO ASSIM NÃO CONSEGUI MUDAR POR MI PROPRIO SEM A AJUDA DE ALGUEM,TODAS AS VEZES QUE PROCUREI UM PADRE PARA FALA DO ASSUNTO FUI RENEGADO,NUNCA TIVERAM TEMPO PARA MI ESCUTAR,NÃO ESTOU JULGANDO A IGREJA NEM NINGUEM, MAS ACHO QUE UMA PESSOA QUE SI DIZ SER RELIJIOSO OU RELIJIOSA, E UM FILHO DE DEUS QUE E PECADOR COMO TODOS CHEGAM PARA PEDIR UM APOIO E É REJEITADO ASSIM NÃO TEM COMO,ESSAS PESSOAS TEM QUE NOS AJUDA E NÃO NOS RENEGAR,COMO NÓS PODEMOS SER SANTOS SE CHEGAMOS NA IGREJA E SOMOS TRATADO ASSIM? EU FIQUEI MUITO REVOLTADO POR CAUSA DISSO,[COMO VÃO RESGATA ALMA PARA DEUS ASSIM,ESTOU AFASTADO DA IGREJA A UM BOM TEMPO POR CAUSA DISSO MESMO]APENAS FUI REJEITADO MUITAS VEZES!! NÃO MORRO NO BRASIL JA VAI FAZER TRES ANOS,TIVI QUE SAIR PARA NAÕ MORRE DE FOME ALEM DO MAS, VIVO HOJE EM LISBOA PORTUGAL,NÃO ME LEVE A MAL ISSO E APENAS UM ASSUNTO ENTRE OUTROS DO QUAL NAO QUERO MAS FALAR ENTREGO NAS MAOS DE DEUS TUDO ELE FARAR, E APENAS UM DESABAFO, E ME RESPONDA POR FAVOR! OBRIGADO

  27. É uma pena que hoje em dia ainda vemos a Igreja se colocando dessa forma tão desprovida de embasamento psicológico, social e antropológico.

    Não quero aqui colocar meu contra-argumento, isso levaria horas e seria polêmico. Mas acho que precisamos enxergar além das regras e doutrinas colocadas pelo magistério. Queria muito que o próprio Cristo tivesse dito algo sobre isso nos evangelhos…

    Curioso como a Igreja, apesar de ser contra o divórcio, acolhe aqueles que optam por viver nessa condição contrária a vontade da Igreja. Afinal, é a forma com a qual eles são felizes. Uma pena que o mesmo não se aplique a homossexualidade. Imagina se os divorciados fossem recomendados a voltarem aos seus maridos e esposas originais, onde eram infelizes, só porque uma vez fizeram uma escolha errada.

    Ser homossexual não é questão de escolha, infelizmente. Não é um limite a superar, como disse o padre. eÉ uma condição. Deus me fez assim, e ele me permitiu amar alguém do mesmo sexo. Eu disse AMAR, como se amaria uma esposa.

    Será mesmo que isso é coisa do capeta? Será que amor e amizade se confundem? Onde está escrito na Biblia contra a homossexualidade? Nao seria no mesmo livro onde fala que quem trabalha no sabado deve ser punido? Ou que se você plantar dois tipos de semente num mesmo solo, merece ser apedrejado?

    Cumpramos todos os preceitos!

  28. Querido padre,gostaria de agradecer pelo esclarecimento sobre este assunto tão delicado e algum tempo começou a fazer parte da minha vida,já q tive um contato maior com esse problema, pois percebir q meu filho de apenas doze anos está sofrendo com esta tendência. Ele não me confessou isto só q eu descobrir no computador dele q por sinal está no quarto dele, q eestava entrando em site homossexuais, inclusive de sexo só de homens.Algumas pessoas da família já tinham tentado me alertar sobre a sexualidade dele porém eu como mãe não via nada de errado com ele até o momento. Porém quando me vi frente a frente com o problema meu mundo desabou, estou sofrendo muito, mas tenho muita fé no meu Senhor e Salvador Jesus Cristo, sei q Ele vai me socorrer e me ensinar de alguma forma a ajudar meu menino, assim como a providencia divina através destas palavras, que me ensinam e orientam. Gostei muito também do comentário da Maria, ele caiu como uma luva, diz tudo o que meu coração de Mãe sente,confio no poder do Espirito Santo e entrego meu filho aos cuidados da Virgem Maria e talvés tenha tenha sido por isto q também uma Maria tenha falado tão claro ao meu coração de Mãe.
    Padre sei q o senhor tem muito conhecimento e poderia me instruir na melhor forma de lidar com esta situação pois meu filho está entrando na adolescência e ainda não tem uma personalidade formada, como poderia ajuda-lo, já te adianto q ele é muito inteligente e tem capacidade intelectual bem acima da idade dele. Se tiver como o sr. abordar este assunto eu o agradeço dede já.

  29. Boa noite Pe. estou passando por um momento em minha vida em que jamais fosse acontecer na minha vida, hoje fiquei sabendo que minha irmã é homosexual, Pe. eu não sei o que fazer! não me passa nada na minha cabeça de bom, somente nas consequências, na aceitação de meus pais! Pe. estou disposto a fazer de tudo para que seje somente um pesadelo! para que eu possa acordar! e ver q isso não passou de um pesadelo!….

  30. Lovado Seja Nosso Senhor!

    E inaceptavel para mim quando as pessoas usam o nome de Deus para justificar seus pontos de vista.

    Penso se o pensamento de Deus for similar ao pensamento do homem , Ele nao seria Deus e sim humano.

    Penso que a misericordia de Deus deve ser mais propagada diante de tantos julgamentos feitos por nos humanos que somos pecadores e nos achamos no direito de julgar em nome de Deus.

    ISto me doi muito por ver um sacerdote diretor de uma faculdade de Teologia fazer certas comparacoes, como a luta da populacao negra contra o racismo.Sou teologo, e trabalho na causa dos exluidos,e a minha consagracao a Deus foi feita pela vida e nao por leis, recordemos do evagelho do XXII Domingo.

    Rogo a Deus bencaos para que os coracoes manso e humildes possam estar aberto ao diferente , para viver o amor que e marca registrada de Deus

  31. Daniel Rodrigues

    Padre.

    Seu artigo, como o da maioria dos religiosos, é de um profunda ignorância em relação à homossexualidade. Qual é seu embasamento teórico para fazer essa diferenciação absurda entre homossexualidade e homossexualismo? Freaud há muito já foi superado nesse campo e não é mais pertinente hoje usar seus estudos. Atualmente nenhum estudo no campo das ciências humanas vê a homossexualidade como patololgia, neurose ou qualquer coisa não natural. Mas é claro, para condenar homossexuais e os relacionamentos homoeróticos/afetivos vocês recorrerão à quaisquer pseudo-estudos seja lá quão arcaicos eles sejam. Para atingir seus objetivos vocês iriam, nos dias de hoje, afirmar que a terra é chata e é o centro do universo. Seus comentários acerca do racismo, feminismo e homofobia são totalmente impertinentes. Estude melhor a constituição e as leis específicas que punem o racismo e machismo antes de proferir discursos infundados. Estude também a proposta de lei que pune a homofobia. Você podem perfeitamente tentar aprovar uma lei que puna heterofobia, contanto que essa lei não signifique subjugar qaisquer não heterossexuais. A lei contra homofobia não causa nenhum prejuízo para heterossexuais, apenas para os heterossexuais desrespeitosos e discriminadores. Você também pode falar em machismo e branquismo, contanto que isso não signifique qualquer demérito às mulheres e negros.

    Não tente distorcer os discursos pró-respeitabilidade para que pareçam discursos autoritários. Você pode ser chamado a provar o que fala.

    Finalizando, digo que os homossexuais, que em geral são respeitadores, sejam eles praticantes ou celibatários, estão muito mais próximos de Deus do que falsos profetas discriminadores como vocês.

  32. Murilo ( Não é meu nome verdadeiro )

    Padre, não sei para onde correr, a vontade que tenho é de estar morto, uma tortura sem precedentes, uma humilhação que corrói a alma, somente quem passa por isso entende o que estou falando, não escolhi essa condição, o sonho de se casar e ter filhos, impossível para nós dessa condição homossexual, pois estaríamos verdadeiramente pecando contra Cristo, por enganar outra pessoa, conheço padres que mantém relacionamentos homossexuais, e até bancam seus namorados, eu não tenho relacionamento nenhum com ninguém, mas também afirmo que não vivo, estou deixando a vida passar e pedindo para que ela passe de forma rápida, me odeio por ser assim, não tenho amor por mim, e por nada que esteja relacionado a minha pessoa, tenho nojo de mim, e se eu pudésse me mataria agora mesmo, mas como acredito que o suicídio não tem salvação, quero esperar Deus me chamar. O seu comentário padre pode ser bonito, mas fere e muito quem é homossexual, vocês enxergam essas pessoas como os demônios do mundo e isso não é justo, estão nos julgando e isso sim é um pecado mortal, não queríamos ser assim pelo menos eu não queria. E o que é bom para a igreja? – que nos tornemos serem enclausurados, monstros, não consigo compreender tanto ódio contra os homossexuais, perdão padre mas não escolhemos isso.

  33. Não vi, mais tenho certeza absoluta, que no grupo de Jesus, composto por ele e seus apóstolos, ninguém, nenhum deles, sequer possuiam trejeitos, quanto mais tendências homossexuais.

    A homossexualidade, é para quem não é cristão. Veja o exemplo de São Sebastião. No momento em que conheceu Jesus Cristo, abandonou o vício e renunciou a essa prática demoníaca.

    Com a força do Espírito Santo de Deus, e com a nossa vontade, toda tendência pecaminosa é extirpada, o resto é balela.

    Duvido eu fazer uma coisa que não queira. Principalmente se Deus estiver no comando da minha vontade.

  34. Maria Alice Cardoso Moreira

    A paz que vêm do Senhor para todos. Pe. Joâozinho aqui está uma mãe, tia e madrinha que carrega uma cruz de três homossexuais que praticam a homossexualidade. ( Um filho, um sobrinho e um afilhado).É como fala o Pe.Fábio de Melo é uma dor que não tem nome. A minha vida é diante de Deus pedindo e implorando a conversão destes filhos de Deus. Amo profundamente esses irmãos, porém, não dou cunho a prática da homossexualidade. Eles são cabeça dura, não aceitam uma conversa franca, não respeitam os limites de uma vida em Deus, não buscam a palavra, em fim só pela mãos do Senhor eu acredito em uma mudança de comportamento destes nossos irmãos. O mundo está muito imundo, oferecendo tudo de ruim em maior quntidade, nós pais ficamos praticamente impossibilitados de ajudá-los, pois qulquer palavra contra o homossexualismo é motivo para uma discursão em família. A Palavra pede para não darmos cunho e acentarmos ao lado dos escarnecedores, vamos jogar fora o pecado e amparar o pecador. Tudo foi criado, mas… nem tudo é permitido. Sou muito forte pois tenho o nosso Deus constantemente por perto, porém sou uma MÃE, TIA, MADRINHA que tem uma dor que não tem nome.Medeiros Neto Ba. Tenho 56 anos. Sou sócia fiel da CN. um beijoo no teu coração Pe. Joãozinho, eu te amo e Jesus muito mais.Tia Alice.

  35. como ja foi dito aqui, tambem faço das minhas palavras, vivo sem perspectiva do futuro, sem esperanças, queria alguem pra poder amar, pra poder viver do meu lado, mas isso nao sera possivel, é triste é dolorido, ver todos felizes com suas esposas e nós nessa situação sem poder ter um amor. E saber que seremos assim pro resto das nossas vidas! isso é muito cruel.. me solidarizo com todos os homossexuais, todos que sofrem com essa tendencia, pois eu sei bem o que é isso, tambem sou jovem, mas tenho medo de pensar no futuro, ele me assusta.
    A vinda do Senhor esta proxima, talvez isso seja a unica coisa que me consola no momento, e nada mais, saber que não adianta se gastar nesse mundo em meios aos prazeres, toda vez que penso na vinda Gloriosa do Senhor é um impulso que me move a lutar pela santidade, obrigado ao Pe Jonas que sempre nos exorta sobre a segunda vinda de Cristo, obrigado ao Miguel Martini pelo maravilhoso livro que escreveu.
    O que me doi é pensar que um dia essa lei poderá ser aprovada, o que será de muitos homossexuais? muitos nao vão aguentar, muitos ja nao estao aguentando, eu temo em não aguentar, pois ainda preciso crescer muito pra ser fiel, pois ainda nao sou, há outro espinho na nossa carne, a masturbação, isso tambem faz muitos sofrerem, é uma tremenda luta nao consigo vencer, isso é muito dolorido..
    Agora penso…
    Ja que nao posso ser padre, nao posso me casar, entao o que será de mim? diga-me, alguem me responda, sera que é possivel ser feliz assim? nao creio..

  36. Padre, tenho 44 anos, desde criança sofro com homossexualismo, ja fui muito taxado, criticado, humilhado, ja derramei muitas lagrimas, tenho vontade de sair dessa vida, mas como????? ja procurei ajuda em todo Brasil, qdo se procura um psicologo, ate mesmo padre, aconselha assumir a homossexualidade, porra se for pra assumir nao preciso de ajuda.. quero ajuda pra sair dessa vida.. arrumei recente uma namorada da rcc.. eu sou da rcc a 9 anos… gostaria de saber se deveria tentar o casamento com esta mulher… tenho relacionamento quase normal com mulheres, mas sinto mais prazer na homossexualidade…
    me responda por favor…

  37. TEMOS NO BRASIL:

    -TEM COTA PARA “NEGROS” EM VESTIBULAR;

    -O DESFAVORECIDO SOCIALMENTE,O POBRE
    É O “NEGRO”;

    -RACISMO É QUANDO É CONTRA O “NEGRO”;

    E UMA CRIANÇA QUE MORA EM PORTO ALEGRE/RG,
    BRANCA,OLHOS AZUIS,PAIS BRANCOS,QUE MORA NA
    FAVELA…

    TERÁ CHANCES DE ENTRAR EM FACULDADE?
    TERÁ OPORTUNIDADE NA SOCIEDADE POR SER BRANCA?

    QUAL SEU FUTURO???????????

  38. Caro Bruno
    Sabe porque os casais se divorciam?
    Porque não rezam
    Sabe porque há católicos que se arrastam a vida inteira vendo-se e sentindo-se homossexuais?

    Orai sem cessar, está na Bíblia.

    TUDO PODE SER MUDADO PELO PODER DA ORAÇÃO.

  39. uma irmã desesperada mas com esperanças

    Pe. Gostei muito de suas palavras é um assunto realmente complicado, precisava muito de uma explicação desse tipo.
    Tenho um irmão com tendencias homossexuais, ele foi abusado sexualmente quando criaça e hoje ele sofre com isso o mais complicado é q ele é surdo porisso se torna muito mais difícil falar sobre issso, o mundo joga na cara deles que isso é normal e que eles tem q aceitar e se entregar, enquanto a familia sofre para lutar contra o mundo e os falsos amigos que os encentivam a pratica do homossexualismo, mas algo mim impede de desistir pois quando mim sinto fraca e querendo desistir de resar po ele o senhor Jesus mim mostra de alguma forma que eu não posso desistir e que tambem depende de mim a sua libertação.
    Tambem concordo com o comentário da Maria acredito que em Deus tudo é possível e que se uma pessoa não se libertasse do homosexualismo atravéis de Deus, Deus não seria o Deus o impossível. Acredito que ele tudo pode!!!
    Rezo o terço todos os dias por ele não consigo dormir se não o rezo pois acredito que através dele ele será liberto!!!!
    MUITO OBRIGADO POR SUAS PALAVRAS.
    AMÉM!!!!!!!

  40. Alguem que sofre

    Padre, foi muito esclarecedora essa sua entrevista. Sodro com esse problema, mas não me aceito. Até já caí em pecado, mas quando estou praticando este pecado…tudo desaba sobre mim, penso na vida infeliz que posso ter se continuar nessa vida, penso que não terei amigos verdadeiros que irão aceitar essa condição…Então decidi por vez, que não vou mais praticar tal ato…Não sou assumido e nem quero, não porque a sociedade vai ser preconceituosa comigo, mas pq não acredito que exista felicidade ao lado de uma pessoa do mesmo sexo. O que sinto é só atração sexual, nunca me apaixonei e nem amei ninguem do mesmo sexo que eu. (pura verdade). Vejo várias pessoas dizendo por aí que se apaixonam loucamente e conseguem até amar!!!! Eu não acredito nisto. Penso em ter uma namorada, mas nunca consegui encontrar ninguem que se apaixonasse ou me amasse, talvez eu tenha procurado no lugar errado, por isso, resolvi me dedicar mais a igreja, estou até participando de um grupo de oração da RCC, peço todos os dia a Deus que ele me tire essa tendência, esse pensamentos impuros. Eu quero viver na santidade, mas sofro ao ver que nunca vou conseguir ter uma família (uma esposa) ou posso ter? Padre, fico muito triste ao ver que várias pessoas procuram a igreja para como uma capa para esse problema, vejo notícias de padres pedófilos e que praticam atos homossexuais, será que eles realmente foram preparados para serem padres, ou querem apenas seguir a igreja para não ser crucificado pela sociedade, que logo exige de todos nós que tenhamos uma família. Eu não quero entrar para igreja para seguir os passos desses padres, nem acho que sou digno de seguir o sacerdócio (apesar de ter sido muito incentivado pela minha família, quando ainda adolescente), quero viver em comunhão com Deus e quero ser amado por alguém do sexo oposto, quero saber qual é o “sabor” de sair pela praça, ir a uma igreja com uma namorada e futuramente com uma esposa..como deve ser gratificante!!! Quero que Deus me ajude, peço a ele todos os dias para pôr alguém na minha vida, alguém que esteja voltado para ele. Irmãos, não acredite, quando vcs ouvirem falar que homossexual é feliz, pois essa felicidade só se resume ao prazer da carne, digo isso por experiência própria. Continuem na caminhada, nós iremos um dia vencer essa guerra!

    Seu irmão de fé,

    do Pará

    Padre, caso queira responder a esse meu comentário, mande e-mail para iludidopgm@yahoo.com.br

  41. Ola pe!
    Sou estudante de psicologia em reta final…e o sr. foi muito feliz pela forma que colocou a diferença entre homossexualismo e homossexualidade. Sou muito catolica também…adoro canção nova e sempre leio suas entrevistas quando posso! Um grande abraço!!!

  42. João Carlos

    Padre Joãozinho,,
    Parabéns pela suas palavras. Na minha opinião foi uma das explicações mais esclarecedoras que pude ler!!
    O que mais me admirou foi a forma tranquila com que pontualiza o assunto.
    Deixou claro, pra mim, como a igreja se manifesta em relação ao assunto!!!
    Um grande Abraço

  43. Alessandro H. Teixeira

    Prezados irmãos em Cristo,

    Desejo parabenizar ao Pe. Joãozinho pelas suas palavras, que refletem muito bem o pensamento da Igreja.

    Precisamos, de fato, lutarmos para impedir a expansão dessa pseudo “cultura gay” que vem violentando os nossos jovens e, por que não dizer, a todos nós.

    Tenho dito que acusar e/ou tratar com indiferença é agir com falta de amor. Na linha inversa, calar-se e conviver com essas manifestações é ser omisso. Descobrir o ponto de equilíbrio entre o anúncio da verdade e a maneira caridosa de levá-la ao irmão é o grande desafio dos cristãos, fruto da ação do Espírito Santo nas nossas vidas…

    Alguns sustentam que as interferências nessa “opção” são atos preconceituosos, mas não sabem o que venha a ser um ato derivado de um conceito. Agir contra algo que não se conhece, sem embasamento algum, é de fato preconceito. Agora, agir em desfavor de uma corrente qualquer, por discordar frontalmente dela, defendendo um conceito que se tem sobre dada matéria é convicção.

    Devemos sempre amarmos o pecador, sem com isso amarmos e concordarmos com o pecado que nele habita. Quem vive essa dura realidade não deve passar por essa provação sozinho, pelo contrário, deve buscar aconselhamento de alguém que tenha condições de o edificar na fé.

    Importante deixar clara a discordância com o pecado, mas sempre mostrar a saída para ele, o único caminho que os pode salvar: Jesus!

  44. Iran Magalhaães DF

    Padre primeiramente gostaria de lhe saudar com a paz de Cristo.
    Tenho 29 anos sou cristão convicto amo ao meu Deus.
    Padre o senhor no inicio da entrevista me pareceu racional porem do meio da entrevista ao final o senhor faz algumas afirmações que julgo no minimo equivocadas no que diz respeito a homossexualidade.

    Quando o senhor diz que a Igreja Católica criou regras para seus seminaristas e que o proprio Bento XVI aceitou me veio alguns questionamentos.

    O QUE SERA HOMOSSEXUALIDADE PROFUNDAMENTE ENRAIZADA?
    Quando o senhor afirma isso, abre precedente para imaginarmos que a homossexualidade é apenas momentos, o que não é verdade.
    Não existe difenrença na homossexualidade se o ser humano é homossexual ele jamais poderar mudar isso.
    Uma coisa é ele se abster da relação homoafetiva outra coisa é sair por air afirmando que deixou de ser homossexual.não existe tendencia transitoria.

    Infelizmente algumas pessoa confudem homossexualismo com a questão de relação sexual.
    Se existe seminaristas que tiveram ralações sexuais com pessoas do mesmo sexo e depois abandonaram o seminario para se casarem,não prova em nada que ele tenha passado por um momento trasitorio da homossexualidade.
    Conheço garotos que tiveram relações sexuais com com outros garotos e não são homossexuais, estão casados e felizes com suas esposas.

    Tambem é inaceitavel a ideia de que um homossexual não consiga satisfazer sexualmente a pessoa do sexo oposto e por isso se tornam homossexual, o desempenho sexual não tem relacão com a orientação sexual do individuo.

    Quando a Igreja Católica aceita um seminarista que tenha praticado a relação sexual com pessoa do mesmo sexo, e estipula que caso tenha acontecido há mais de 03 anos agora não correm o risco de o individuo voltar a praticar o homossexualismo é puro engano.
    A Igreja estar recebendo em seus quadros homossexuais ainda que esses digam que estão praticando celibato.
    No intimo deles existe algo maior que os dogmas da Santa Igreja,
    Não é o tempo que determina a sexualidade do ser humano.

    Outro equivoco é afirmar que a homossexualidade é causada devido a traumas de infancia,maneira em que a pessoa foi criado.que se o menino foi criado em uma casa onde predomina o sexo feminino ele sera homossexual.
    Tudo isso não passa de mito.
    Até porque se o habitate influenciasse alguma coisa não existiriam homossexuais principalmente no Brasil.
    Desde o nosso nascimento somos influenciados pelo meio em que vivemos

    Meninos vestemn azul
    Meninas vestem rosa
    Meninos brincam de carrinhos
    Meninas brincam de bonecas etc…….

    Porem nada disso empede que a pessoa seja homossexual
    Eu prefiro acreditar que o ser humano nasce homossexual,heterossexual ou bissexual.

    Quanto a sua ideia de criar uma lei de Heterofobia eu prefiro imaginar que isso seja uma brincadeira por parte do senhor.

    Que a paz de Cristo esteja convosco.

  45. Graça Melo

    Sou Catequista, portanto gosto muito de ser esclarecida, fica bem mais fácil para passar informações a criançada. São muito os desafios que enfrentamos, mas o Senhor vai nos ajudando e indo a nossa frente, de forma que fica bem mais fácil, como foi esta entrevista, aonde você explica a Luz do Evangelho tudo que precisamos saber. Vocês Padres são umas verdadeiras bênçãos nas nossas vidas. Que o Senhor o ilumine sempre e dê muita saúde, pois precisamos de sacerdotes como você e tantos outros que como você levam esclarecimeto a todos nós. Obrigada Deus, obrigada a você Padre. Que o Senhor o abençõe sempre. Com carinho e sua bênção da Graça Melo (Fortaleza-Ce)

  46. PADRE….
    CONCORDO COM TUAS PALAVRAS, SE ALGUNS FERIU, DEICHA PRA LÁ O IMPORTANTE É QUE PARA NÓS QUE VIVEMOS ESTA VIDA, PODE SE TORNAR DIFERENTE, A CRUZ SERIA O NOSSO CAMINHO A CHEGAR A ESTA SANTIDADE, ENTENDI PERFEITAMENTE E TÃO CLARO COMO NUNCA….ALGUNS QUEREM TIRAR DE NÓS COMO SE FOSSE UMA CIRUGIA A FACA E O SENHOR ESTA TIRANDO DE UMA FORMA SANTA….PARABÉNS…..

  47. ÓTIMA EXPLICAÇÃO…
    pARABÉNS!!!!

  48. Padre…continue não desanime conosco, tu vai ajudar a levar nos até Deus…

  49. Padre, é muito lindo ver um pai, corrigir seus filhos de uma maneira são delicada com palavras e exemplos de sabedoria, quando muitos só sabem julgar, dizer que é pecado, que é vergonhoso.
    Poucos sabem usar argumentos tão sábios e valiosos.
    Padre, admiro muito o senhor e também tenho procurado aprender muito com o Professor Felipe Aquino, um bom homem de Deus, assim entendo que vocês realmente amam ao próximo, quando assumem essa missão evangelizadora. Deixei minha opinião a respeito de viver a homossexualidade na santidade.
    Realmente não tenho nenhum preconceito a homossexualidade, mas precisamos de evangelizadores, com grande esclarecimentos doutrinários, para livrar a humanidade do peso do pecado.

  50. pessoas extremamente tristes e artificiais.

  51. Oi, padre!!!
    O senhor explicou de maneira clara, é que nos dias de hoje o diabo tenta camuflar essas coisas…Mas graças a Deus somos capazes de enxergar para podermos esclarecer essas dúvidas que as pessoas tem.
    Muitas delas, quando fazem essas perguntas é para se verem livres do pecado, porque algo as perturbam. (meu pensamento)Muitos acham normal, mas no fundo eles querem se ver livres, mas não sabem. Sabe porque? porque estao fracos espiritualmente. Precisam rezar, comungar, isso fortalece. E como entenderem se a sociedade impôs um monte de coisas? Vemos, ouvimos e lemos…Muitos eu já ouvi dizer, que rezar já era e muitas outras coisas que não cabe agora tecer comentários porque estamos falando de outro assunto. Nós da Igreja católica precisamos começar do zero, e ainda dá tempo. É isso que Jesus espera de nós.

    Um abraço! Glaucia(catequista)

  52. um jovem cristao

    …é padre!! é doloroso ser o que as pessoas nao querem, ser aquilo que ninguem sonhou pra vc, ser aquilo que vc nao pediu pra ser, ser rejeitado, ser…ser…ser… ou estar homossexual….Nao sei padre! O que sei é q sinto atração, amor, prazer por pessoas do mesmo sexo, onde luto e reluto todos os dias combatendo esta “coisa” que ninguem sabe explicar na verdade o que realmente significa. Cade a verdade que nao aparece? Cade, padre? Nao aguento mais sofrer por causa disso, muito menos chorar com medo de partilhar isso com as pessoas ate pra ver se consigo encontrar respostas, mas o acesso é muito restrito, limitado sem muitos acertos. Tenho 21 anos e descobrir minha homossexualidade cedo, ou melhor desde criança sempre fui diferente dos outros meninos mas há 3 anos atras q realmente eu descobrir quem eu era. mas sempre na minha… Porem o meu “jeithinho” entrega-me logo! Graças a Deus que Jesus me encontrou pois nao saberia onde estaria neste exato momento, talvez nem desabafando aki com vcs. A Unica pessoa que me fez enchergar a verdade foi Jesus, foi diante dele que assumir quem sou. Sem medo, sem precisar escandalizar, gritar que sou ou escrever na testa ” sou gay”. NAO. NAO PRECISO DISSO NAO! o que quero é somente saber a verdade que é tao omissa e tao presente em nosso meio, tao real que todos querem abafar como numa panela de pressao, onde um dia se estourará. O que fazer padre? tEnho medo, tenho uma mãe que se um dia ela sonhar que sou homossexual ela morre, nao tem abertura, nao tem dialogo! e ai! Na igreja tb tudo é superficial so diz q tem q combater, combater, combater como se fossemos monstros, vazios, marionetes, sem sentimentos! Ja me apaixonei, mas tive q abafar, nao posso sonhar, nao posso amar, nao posso nem contar isso pra alguem!!
    Doe muito padre, doe muito!
    Louvo a Deus por uma alma que nao teve medo de colocar a sua opiniao no ar! as claras e ve no que deu!
    a maior polemica! porque??
    por causa do preconceito! veja quantos comentarios?
    devido ao mal esclarecimento e a falta de acolhimento que elas nao encontram!!
    Obrigado por ser um coração que se preocupa com a nação, com os problemas que a nação enfrenta e ser um com Cristo fazendo a unidade entre os povos!!
    Um abraço e que Deus lhe abençoe!!
    Um jovem

  53. oi,padre joazinho
    é muito lindo seu tabalho…paz de JESUS!
    sabe padre JESUS PEDIU para sermos SIMPLES…
    a nossa psicologia não acredita em diabo…
    oESPOSO DE TODA A ALMA É JESUS!!!e nosso corpo é templo do ESPÍRITO SANTO!!! OU SEJA NÃO É MEU…como
    diz SÃO PAULO…
    tanto o homem quanto a mullher tem um corpo físico que é sensível ao TOQUE e ao CARINHO…
    NOSSO CORPO É DO SENHOR ,E É PARA A SUA GLÓRIA!!!
    NOSSOS CORPOS ESTÃO CASADOS COM DEUS..
    VIVEMOS UMA SOCIEDADE QUE ESTÁ COMETENDO A IDOLÁTRIA
    DE CULTUAR O CORPO FÍSICO …
    ISSO JÁ OCORREU ANTES NA GRÉCIA ANTIGA…
    NOSSOS GRANDES FILOSOFOS MUITOS ERAM HOMOSSEXUAIS…
    CONCORDO QUE O NARCISISMO OU A IDOLATRIA DO CORPO FÍSICO QUE HOJE O MUNDO VIVE NOS FAZ A TODOS VÍTIMAS
    PORQUE SOMOS OBRIGADOS A SÓ VER O CORPO SEJA ESSE DE HOMEM OU DE MULHER SE ESTÃO POLITICAMENTE CORRETOS…
    EM OUTRAS PALAVRAS PERFEITOS…PARA O PADRÃO DA SOCIEDADE MODERNA E IDÓLATRA ,POIS NOSSA SOCIEDADE ESTÁ ADORANDO O CORPO FÍSICO…COM VÁRIAS DOENÇAS DE
    BULIMIA ,ANEROXIA …O HOMOSSEXUALISMO ´DA NOSSA CULTURA VEM PORQUE ESTAMOS CULTUANDO O CORPO FÍSICO…
    AGORA NOSSA ÁRVORE GENEALÓGICA DEVE SER CONSIDERADA
    QUANDO ANALISAMOS O INDIVIDUO E NÃO UMA CULTURA…
    UMA TENDÊNCIA HOMOSSEXUAL PODE SER HERANÇA DE NOSSA ARVORE GENEALOGICA…ALGO QUE NÃO COMEÇOU EM NÓS…
    ESSE ESPINHO NA CARNE… SEJA HOMEM OU MULHER É ADULTÉRIO!!!…POIS TODOS ESTAMOS CASADOS EM NOSSOS CORPOS COM DEUS…E NÃO HÁ PRAZER,NEM GOZO MAIOR DO QUE ESTE… JESUS DISSE SE SEUS OLHOS TE FAZEM PECAR ARRANQUE-O FORA…NOS DIAS ATUAIS ESTAMOS TODOS SENDO BOMBARDEADOS PELO ESTÍMULO VISUAL … em especial a pornografia disfarçada em arte…mas o senhor JESUS
    VEM EM NOSSO SOCORRO !!! PARA A CURA DA PORNOGRAFIA
    VISUAL ESTÁ A ADORAÇÃO DA SAGRADA FACE!!! DEVEMOS
    OLHAR PARA A ESTAMPA DA SAGRADA FACE ,PORQUE SE SO DE OLHAR PECAMOS ,SO DE OLHAR TAMBÉM REZAMOS…
    O IMPORTANTE É TER FÉ QUE NÃO ATINGIMOS O GOZO ,O PRAZER QUE PROCURAMOS FORA DO CASAMENTO !!!…
    MAS DENTRO DO CASAMENTO DOS NOSSOS CORPOS COM DEUS!!!…

  54. GAY CARISMATICO

    OLÁ, ERA SEMINARISTA, MINISTRO DE CURA E LIBERTAÇÃO, INTERCESSOR, PREGADOR, CATEQUISTA EMUITAS COISAS NA IGREJA, SOU GAY, COMUNGO, CREIO NA MISERICORDIA DE DEUS, NO SEU AMOR POR MIM,NA MESMA BÍBLIA Q PUNE O HOMOSSEXUALISMO DIZ Q ONDE ESTA O AMOR ESTA DEUS, EU AMO MEU NOIVO COM UM AMOR VERDADEIRO E MUITO SINCERO, NOS AMAMOS MUITO, SE HÁ AMOR, DEUS ESTA COM AGENTE CREIO ASSIM, E O FATO DE MIM PRATICAR MINHA SEXUALIDADE NUNCA INFLUENCIOU NOS MEU DONS, SEMPRE MUITO EFICAZES E FORTES EM MIM… AI SEI LÁ… MAS VOU ME CASAR COM ELE, E CONHEÇO UM PADRE EM ITUVERAVA QUE DA BENÇÃOS PRA CASAIS HOMOSSEXUAIS QUE SE CASAM.EU SAI DO SEMINARIO VIRGEM, MAS FOI LÁ QUE ME INCENTIVARAM A PRATICAR MINHA SEXUALIDADE…

    BJS….PAZ DE DEUS!!!

  55. Deus é AMOR!

    Olá a todos, li todo o texto/entrevista com o Pe. Joãozinho e CN, quase todos os comentários, e fico muito triste com isso tudo.

    Pois se Deus é amor, e se eu amo, será que vou para o inferno?

    O que acontece com a Igreja, que não se renova?

    Jesus veio pra que tudo que aconteceu antes dele fosse esquecido, pois ele é o caminho, a verdade e a vida.

    E Paulo… se for olhar pela Bíblia e pela história, era uma pessoa, com medo de pessoas, que tudo era pecado, e todos iriam para o inferno. Será?

    Eu vou a missa, eu rezo, eu comungo, eu ajudo, eu canto, e não vejo nada de mais nisso. Já sofri muito me achando a pior das pessoas, mas hoje sou feliz, tenho Deus que me ama, tenho uma pessoa que me ama, que vou viver pra sempre com ela, e não tenho medo do que a Igreja (pessoas da Igreja) falam. Pois eu confio no meu Deus, e Ele não colocaria essa pessoa na minha vida por acaso.

    Sei que muitos podem está pensando: Isso é uma provação ou “limite” que você não conseguiu superar.

    Mas eu tenho certeza que não é: Quanto eu rezei para Deus me mostrar o caminho, quantas vezes chorando na frente do Santíssimo pedi pra que se não fosse da vontade d’Ele, que Ele acabasse com tudo, e adivinha o que Ele fez, colocou um padre na minha vida, que ne fez entender o que se passava comigo, me deu subsídio, fez eu me aceitar e há acreditar que Deus não é um cara ruim, que eu não iria para o inferno e só iria se não cuidasse das pessoas, se machucasse elas, se fosse uma pessoa má.

    A “Igreja” deveria se preocupar mais com a recuperação das pessoas que estão nas drogas, pessoas que comentem crimes, pessoas que matam, do que ficar pegando no pé de pessoas que não estão fazendo coisas erradas e sim amando. A Igreja teria mais seguidores, menas pessoas com raiva d’Ela e seria mais humana.

    Eu por enquanto tenho a sorte de encontrar pessoas boas em meu caminho, e sei que é tudo obra de Deus, e sei também que mais pra frente posso encontrar pessoas que irão me machucar, que irão me querer fora da Igreja e de seus trabalhos. Ai sim eu vou me questionar: “Será que isso é obra de Deus?”

    Pesem!

    T+

  56. Reverendíssimo padre Joãozinho que a paz de Cristo e o amor de Maria Santíssima estejam contigo!

    Primeiramente queria parabenizá-lo pela clareza, honestidade e principalmente caridade nas palavras desta entrevista.

    Realmente essa cultura pró gay e esse relativismo que tomam conta de nossa sociedade levarão muitas almas ao tomrmento do inferno, infelizmente. Carregar a cruz e seguir a Cristo é difícil, e como tenho contastado nas inúmeras postagens que tentam defender o idefensável e justificar o erro.

    Minha admiração por V. Revª só fez aumentar!

    Que Deus o abençoe

  57. Rosana Montagner

    Querido Padre Joaozinho, queridos de Deus.

    Venho aqui testemunhar o que tem acontecido na minha vida.

    Meu marido foi abusado sexualmente quando criança e após 10 anos de casado me traiu com um outro homem.
    eu descobri e deste então estamos em uma luta…

    Não acredito que a intenção do Padre Joaozinho foi julgar alguém ou atacar pedra, ele explicou o fato pela visão de Igreja e da Igreja que sabemos que temos um Deus que nos ama, que nos perdoa e nos fortalece. Para aqueles que tem essa tendencia e tem vontade de se casar, orem orem orem incessantemente, jejuem, rezem o terço
    porque nos temos um Deus do impossivel, um Deus que conhece o nosso coração, mas queridos precisamos lutar contra as fraquezas da carne.
    Nos procuramos ajuda de um padre e com a misericordia de Deus nele so vi amor, acolhimento, se por acaso voces procuraram alguem que não os ajudou, procurem outro e outro não desistam creiam no Deus do impossivel.
    A nossa luta (minha e do meu marido) não tem sido facil porque imaginem voces para mim mulher que foi traida e o perdão não é algo que a gente compra na padaria, temos que pedir aforça de Deus a sabedoria de Deus o Espirito Santo para que nos ajude a saber perdoar, que nos ajude dias após dia a aceitar aquilo que Deus quer realmente para nós.
    Temos que esperar em Deus mesmo que a vontade dele seja sofrimento para nós.
    Deus não ama o pecado, mas ele ama o pecador. e muito serio isso. A sagrada Biblia nos diz que por isso o homem deixará seus pais e se unirá a uma mulher e eles se tornarão uma só carne.
    Isso é muito sério, se nos cremos em um Deus do impossivel um Deus que realiza milagres porque nos entregarmos a uma vontade da carne, sem antes nos entregarmos a ele.
    A luta não é facil, mas Jesus ja venceu ela por nos, confiemos, esperemos, entreguemos nossa sexualidade aos pes de Jesus que derramou o sangue por todos nos.

    Queridos precisamos dobrar os joelhos e suplicar a misericordia de Deus.
    Tambem para os casais que se divorciaram, a igreja acolhe.
    E antes de partirem para o divorcio, procurem a igreja
    encontro de casais, acampamento de casais, gente o inimigo de Deus veio para roubar matar e destruir.
    Deus abençõe a todos voces.

  58. CAríssimos irmãos,

    Sou católico praticante e busco viver intensamente a vida em oração… tenho 26anos e desde dos 8 anos sou envolvidos aos trabalhos da igreja e na paroquia onde participo sou uma pessoa de referencia e sou homossexual… e quero falar uma coisa que foi dita por varios sarcedotes que confessei…”Não podemos julgar ou condenar e muito menos excluir alguém… Porque quem não tiver pecado atire a primeira pedra, Jesus condena o pecado, mas, ama o pecador…” Então quero dar um feedback para as minhas duas irmãs em Cristo a sra. Flor e a Edilene: “Não vi, mais tenho certeza absoluta, que no grupo de Jesus, composto por ele e seus apóstolos, ninguém, nenhum deles, sequer possuiam trejeitos, quanto mais tendências homossexuais.

    A homossexualidade, é para quem não é cristão. Veja o exemplo de São Sebastião. No momento em que conheceu Jesus Cristo, abandonou o vício e renunciou a essa prática demoníaca.

    Com a força do Espírito Santo de Deus, e com a nossa vontade, toda tendência pecaminosa é extirpada, o resto é balela.

    Duvido eu fazer uma coisa que não queira. Principalmente se Deus estiver no comando da minha vontade.” Isso que vces falaram é lindo, mas, quero ver se fossem vces… hahahaha eu queria ver e falo isso não pra ser opositor ou gerar polemica, mas porque estou cansado de ver dentro da igreja pessoas que se dizem da RCC, apostolados e ministerios que Jesus mudou suas vidas, será? pra uma vida de egoísmo, fofoca, julgamentos injustos, pra isso? Não… Pois, quero falar para as minhas irmas Flor e Edilene Que Des ama todos os homossexuais da mesma forma que a vces duas e ainda digo mais que vces são até mais pecadoras que muitos homossexuais! Sabe porque? Porque nunca vi um homossexual condenando alguém ou deixando de ajudar um irmão… por experiencia própria… Um filho que é homossexual é muito mais cuidadoso e terno com seus pais que muitos heteros que conheço e não falo isso pra criar uma mudança de cultura: os homossexual são perfeitos! mas, só queria lembrar as minhas duas caras irmas que o pecado não vem de fora para dentro e sim de dentro pra fora… e a boca fala o que o coração está cheio… Então inves de estar fazendo julgamento que vc não sabe a dimensão que é … Vá rezar e ajudar esse nossos irmãos que precisam de oração porque de teoria o mundo está cheio… Precisamos de cristãos verdadeiros que estejam realmente disposto a amar e a ajudar aos que precisam de sua misericórida! E enquanto aos meus caros irmãos que assim como eu são homossexuais… só digo uma coisa… Deus fala a cada um de forma diferente… e ao invés de pedir conselho de pessoas que não tenho conhecimento e tato para isso… Procure verdadeiramente em seu coração o que Deus quer lhe falar. Pois, como todo respeito aos meus irmãos religiosos e consagrados, só Deus tem a resposta! E encerro falando apenas uma coisa que eu tenho a absoluta certa, por mais que digam ao contrário: Deus ama vces com todo o amor , que um Deus pode ama! e se quiser trocar experiencia, do que eu faço para não viver uma sexualidade desregrada é só manda um e-mail, que terei um carinho de responder e ainda penso em criar um estudo aprofudado sobre pra que realmente tenha dentro da igreja um movimento que ajude a acolher e orientar esses irmãos que estão sozinhos …
    Um gde abraço fraterno a todos!
    E Deus nos abençõe!
    jpa_queiroz@hotmail.com

  59. jovem evangelico

    padre sou um jovem de 20 anos e sou evangelico meu maior sonho que me casar-se com um mulher mas eu sou bissexual ja tentei conversar com pastores eles só deizem a respeitu de demonios e libertação eu não entendo se issu nasceu de dentro de mim ou se foi com o passar do tempo.. padre eu queria muito mesmo eu pesso todos os dias para papai di céu me dizer realmnet se istu é um pecado ja que muiota gente mesmo é assim gostaria que se possivel o senhor me esclarece essas duvidas…

  60. Oi Padre!
    Amei a entrevista
    Esclareceu-me algumas dúvidas.
    Sou catequista e sentir isso de alguns catequizando, mas não sabia com responde-lo.
    Deus abençoe
    Ah padre gostaria de um e-mail seu p tira outras dúvidas.
    naninhablf@hotmail.com

  61. Padre,
    Gostei muito de tudo o que o senhor escreveu.
    Entendo com o que li, que não atacou nem colocou opiniões preconceituosas. Apenas opiniões que há muito tempo eu queria ler…a opinião da Igreja, de forma mais explicada.

    Quanto aos que falam que se as pessoas com essas tendências se deixassem conduzir pelo Esp Santo não fariam ou teriam mais o problema digo que não é assim tão simples, embora não seja impossível, mas peço que não julguem o que não vivem! e nunca digam a alguém que se essa pessoa nao superou é porque nao deixou o Espírito SAnto agir!!! Isso só aumenta a frustração, a tristeza e o problema!

    Eu fui casto até meus 27 anos de idade, hoje tenho 30.
    Fiz faculdade, trabalho, levo uma vida normal, mas ninguém sabe do que passo!!

    Desde pequeno sentia atração por pessoas do mesmo sexo, e desde que me conheço por gente todos os dias pedia a Deus que me livrasse disso tudo.
    Nunca encontrei abertura para compartilhar isso com álguém, nem mesmo dentro da Igreja, onde muitas vezes eu ouvia alguns dos comentários mais maldosos em relação a isso….ou então comentários camuflados…que diziam que os homossexuais deveriam ser aceitos com amor, misericórdia etc….mas depois na prática isso não era vivenciado e tinham preconceito!

    Então meus irmãos em Cristo,
    NAO JULGUEM !!!! a pessoa ao seu lado pode ter esse problema e vc não saber…não aumente o peso da cruz que essa pessoa carrega. Você não tem esse direito.

    Quem julga o próximo não tem tempo para amá-lo!! essa frase é de um santo ou santa cujo nome não me lembro.

    E eu que não sou santo ainda digo mais:
    Não sejam falsos! Não tratem esse problemas como algo tão simples. E vocÊs pais que descobriram que seus filhos têm esse problema !! Pelo amor de Deus!!! Acolham seus filhos com amor!! E tente ajudá-los!!
    Não os condenem ainda mais.
    Falo isso por mim, porque nunca contei a meus pais porque sabia que eles entrariam em pânico e jamais aceitariam.
    Não precisamos que vcs sintam dó !! de nós que temos esse problema.

    Precisamos de sinceridade!! e de pessoas equilibradas ao nosso lado.

    Precisamos de orientações e esclarecimentos que nos ajudem a viver e superar esse problema à luz da Igreja!

    Todos os dias eu questionava a Deus:
    _ por quê o Senhor permitiu que eu tenha esse problema???
    Eu dizia a Ele que preferia morrer do q cair nesse pecado…porque não queria ir para o inferno.
    Dizia que não tive opção….que tenho esse problema desde pequeno !!
    Enfim, não tive muitas respostas…
    Mas hoje ao ler que podemos ser santos…fiquei aliviado.
    Gostaria muito que a Igreja destacasse um santo que tivesse passado por tudo isso e tivesse superado! Acho que daria forças a muitos de nós que buscamos a santidade.
    Enfim, acho que estou escrevendo muito…rs
    Peço orações a todos.
    ultimamente estou afastado…mas quero voltar aos braços de Deus…e nunca mais sair de lá.
    Um abraço.

    Aliás já pensei muitas coisas …se escrevesse viraria um livro.

    Já passei por fazes de auto condenação (isso nao me levou a nada além de tristeza).
    Faze de aceitação dessa condição (se pudesse voltaria atrás…isso me levou a momentos de falsa alegria e contentamento no início, mas depois um enorme vazio e uma enorme sensação de estar afastado de Deus…o que me faz sofrer imensamente!)

  62. A sua bençao Pe. , gostei de sua entrevista e confesso li alguns comentarios e me deixaram triste.Ha quatro anos descobri meu filho envolvido no homossexualismo, tinha tambem um computador no quarto, mas… sempre desde pequeno eu sentia algo, embora ele nao tivesse o jeito efeminado.Enfim depois de muita caminha, (anida tenho e preciso crescer mais) e de muitos puxoes e orelha de Nosso Misericodioso Pai, me rendo e estou disposta a fazer a vontade dele, se algum dia houver oportunidade relatarei para o Senhor tudo o q me aconteceu nestes quatro anos e como ELE tem me falado.Na minha caminhada quem me sustetou foi Ele e Maria, nao encontrei ajuda nem na igreja, nem na comunidade, nem no governo enfim o Senhor vai entender o q estou falando.Sei q chegou a hora , quero começar uma trabalho neste campo, de orientaçao(pois como a droga tem seus indicios, a homossexuallidade tambem, so q este ,o governo nao alerta contra os riscos , as conseguencias, escola e nem mesmo a nossa igreja.)Deus ja me disse desde o começo que e hora começar este trabalho , sou de Brasilia(taguatinga), e senti muito esta carencia.Quero iniciar um grupo que possa dar apoio , orientaçao , acolhida tanto aos pais , quanto as pessoas que passam por esta tribulaçao.A unica coisa que tenho em maos é meu desejo que familias nao passem por esto q estou passando, Tenho a arma mais Forte que é Deus me conduzindo e gostaria muito de poder contar com a sua ajuda e orientaçao , a cada dia que passa o numero esta aumentando, e as conseguias em uma familia sao tristes.Nao sei de onde vem, porque vem, mas sei q nao vem de Deus, pois ele nos criou a sua imagem e semelhança, nos criou perfeitos, muito embora ele nos ama da maneira que estamos e nos quer de volta pra ele.Po favor me responda.Que Deus o abençoe, e lhe o dom da forataleza.A paz de Cristo e o amor de Maria.

  63. bom padre eu quero ser entrevistado ok
    um abraço
    gabriel_jesus.org@hotmail.com

  64. Olá, gostaria de dizer que gostei dos esclarecimentos e dizer que com certeza não é fácil colocar tudo dito em prática, do mesmo jeito que os héteros tem um desejo de encontrarem alguém para ser feliz, nós homossexuais também temos. Só quem tem a vocação a castidade pode conseguir. E sobre um comentário acima, a homossexualidade não é uma doença, nem “coisa” alguma, assim como a heterossexualidade, não devemos tratar como doença, não há “indícios” de que ocorrerá ou não, assim como se perguntarmos a um hétero o por que dele se aproximar de pessoas de sexo oposto, ele não vai saber o por quê, somente o é e pronto, assim como nós.
    Espero que meus amigos se aceitem como são e que Deus continue abençoando o senhor Pe Joãozinho.

  65. Ah, se fosse opção…

    Fica claro que não existe uma opção das sexualidades!

    É mais que óbvio que ninguém “opta” por ser discriminado, por não poder expressar seu carinho em público, por ser tratado como “anormal” ou até mesmo“doente”, quem em sã consciência iria escolher “A opção” em que a todo o momento sofre-se um desrespeito total praticado por pessoas homofóbicas, que insistem em praticar atos discriminatórios, pronúncias de baixo calão, chacotas, deboches e brincadeiras de mau gosto pretensiosas, agressivas, e é claro de estar em uma situação que ninguém está ao seu lado, religião, política e em muitas vezes nem as próprias famílias.

    A homofobia caracteriza o medo e o resultante desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem. Estudos da psicologia também dizem que para muitas pessoas a homofobia é fruto do medo de elas próprias serem homossexuais ou de que os outros pensem que o são. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual.

    Associação Americana de Psicologia, a orientação sexual se estabelece antes mesmo que o indivíduo tenha contato com o sexo:
    “Para a maioria das pessoas, a orientação sexual emerge no início da adolescência, antes mesmo de qualquer experiência sexual. Algumas pessoas relatam terem tentado, durante muitos anos, mudar a sua orientação sexual de homossexual para heterossexual, sem sucesso. Por estas razões, os psicólogos não consideram que, para a maioria das pessoas, a orientação sexual seja uma escolha consciente, que possa ser voluntariamente mudada. Por isso, não se deve falar em “opção ou escolha sexual” mas em “orientação sexual”
    De maneira simples, dizer que alguém “optou” pela sua sexualidade, entrelinhas, afirma que a pessoa pode “optar” por “voltar” a ser heterossexual.

    Assim também como a heterossexualidade e bissexualidade a homossexualidade nunca foi, nem poderia ser, uma opção sexual e sim uma orientação sexual, um desejo por pessoas do mesmo sexo, assim como uma pessoa gosta de leite e outra não, de manga e outra não, assim também a sexualidade, por isso que alguns gostam do sexo oposto e outros do mesmo sexo sendo que, o termo correto é, se relacionam afetivamente e sexualmente o que não significa que homossexuais não gostem de heterossexuais ou heterossexuais de homossexuais, pois isso reforça o preconceito e na verdade as pessoas devem não somente gostar, mais sim respeitar e amar o próximo a final isso é mandamento divino.

    Agora você já sabe: não é “opção”, menino, é “orientação”! Ajude-me a desmistificar esse erro grave, que tende a homofobia.
    Afinal, não foi oferecido a ninguém um “cardápio de opção sexual” no começo de nossas vidas…

  66. Desculpe o desabafo, mas infelizmente, me sinto um cristão incompleto, por saber que a igreja que nasci, fui criado, aprendi a amar, respeitar estudar e admirar, simplesmente quer fechar os olhos para nós, como se fossemos bichos, e como se tivéssemos essa escolha de ser ou não ser.
    Bem padre, não posso mais me confessar, pois só se confessa algo que se arrepende, e não tem como eu me arrepender de ser quem sou, pois Deus me fez assim…
    E ao contrário do que o senhor falou, minha mãe está do meu lado, meu pai finge que não sabe, e eu vou vivendo.
    Antes assim, do que eu fingir ser que não sou, e como inúmeros casais, casam-se para a sociedade, para agradar os outros, e por trás dos olhos públicos cometem o adultério, e como ninguém vê, ainda são mais respeitados do que nós, que simplesmente, somos o que Deus criou.

  67. Dedico parte do meu tempo evangelizando através da internet, é voltado a pessoas que buscam voluntariamente abandonar a prática homossexual. Deixo este material para leitura e avaliação para que possa ser divulgado nesta página. Abraços, Saulo.

    HOMOSSEXUALIDADE: UM ENGANO EM MINHA VIDA

    (Hebreus 4:12,13) “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que uma espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. E não há criatura alguma encoberta diante dEle; antes, todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar.” (Hebreus 4:12,13)

    “Quem sabe, o único referencial de pai que você tem, é de um pai ausente, de um pai, muitas vezes, tão áspero, tão rígido, tão duro com você. Quem sabe, um pai que até mesmo te tocou como não devia, te bateu como não devia. Um pai, que não tinha nada para poder te dar, além de amarguras, rancores, que ele mesmo recebeu. Quem sabe, você como eu, teve o privilégio de ter um bom pai, graças a Deus por isso. Mas, nem mesmo o melhor dos pais, nem mesmo o melhor dos homens, por mais que se esforçasse poderia, suprir a carência e o vazio do meu coração, do seu coração, do nosso coração. Como é bom conhecermos o Deus pai, adore-o, adore o pai que você tem, que nunca te deixa só, que nunca te abandona, que nunca te desampara, que nunca vai embora, que nunca te agride, mas toca, e sara as feridas da alma, que está sempre presente, que supre as suas necessidades, um pai que compreende, um pai que te entende, que não te acusa, mas que diz: meu filho, te amo. Quantos podem dizer: o meu pai é assim, é bom, fiel, forte, o meu pai me ama, supre as minhas necessidades, me diz quem realmente sou, eu sou seu filho amado, não tenho falta de nada, porque o meu pai, cuida de mim, Ele sabe tudo que eu preciso, e tudo que você precisa. Quantas vezes o filho cresce, e esquece, mas nós não queremos nos esquecer. Eu amo, meu pai.”

    Agradeço a Ana Paula Valadão por ceder este “Cântico Espontâneo”, parte integrante do CD Diante do Trono nº 5 – Nos Braços do Pai, e por acreditar neste trabalho evangelístico. Ao nosso Deus seja toda Honra, Glória e Louvor, pois foi por permissão dEle que este trabalho aconteceu.

    Introdução

    Todo ser humano precisa de Deus, até mesmo aquele que se diz ateu, que muitas vezes tenta provar através da ciência como o homem surgiu, proclamando para o mundo que Deus não tem nada a ver com isto. Como é maravilhoso e agradável saber que existe um Deus que fez todas as coisas, que deixou a sua Palavra para podermos hoje viver pela fé.

    Demorei em aceitar que Jesus veio em carne a este mundo, que veio buscar e salvar aquele que se havia perdido e morreu na cruz ressuscitando ao terceiro dia. Acreditava que isto fazia parte da história, dizia que a Bíblia foi feita por homens e por isso continha erros, acreditava no que me era conveniente, vivendo por minhas próprias vontades, desejos e decisões. Em um certo momento na minha vida a Palavra de Deus foi semeada em meu coração e passei a crer totalmente na vontade de Deus para minha vida, e não foi por força ou insistência humana, mas sim, pela ação do Espírito Santo de Deus que nos convence do pecado, da justiça e do juízo.

    Cristo tornou-se presente em minha vida através da Palavra de Deus. Aceitei Jesus como meu único Senhor e Salvador, o caminho certo que leva a Deus. Pude escolher entre continuar no engano em que vivia ou acertar minha vida através das verdades que se encontram na sua Palavra que nos torna livre, modela nosso caráter e nos coloca em um caminho reto. Irei compartilhar com você como eu vivia, mas também irei compartilhar do mais importante, de quem realmente sou e as conquistas que tenho alcançado, da certeza de onde vim e para onde irei.

    Nasci em Contagem, Estado de Minas Gerais. Não conheço você, mas Deus conhece e sabe exatamente o que está em seu coração neste momento, as dores físicas e emocionais que já passou ou tem passado, o desprezo que já recebeu, as dificuldades do seu dia, as alegrias, desejos e vontades, enfim, não há nada encoberto diante Dele, nem mesmo aquele segredo que só você sabe, que está escondido em seu coração, encoberto diante das pessoas.

    Durante minha infância recebi grande atenção, amor e carinho das mulheres da família. Fiquei sabendo que eu era muito chorão, e que várias vezes quando demonstrava que iria chorar, me davam de tudo para que eu nem iniciasse o choro. Com o tempo aprendi a manipular as pessoas “engolindo fôlego”, chorava tanto até que tentava engolir a própria língua ficando com a pele toda roxa. Todos me davam atenção, então isto passou a fazer parte dos momentos onde eu não era compreendido. Conseguia receber o que queria usando deste tipo de choro. Quando alguém me fazia mal eu começava a fazer papel de vítima, algumas vezes até mesmo inconscientemente, até que com este comportamento conseguisse algo. Aprendi que ninguém me faria mal se fizesse papel de criança indefesa, de vítima.

    Aos quatro anos de idade fiquei doente e fui internado em um hospital por vários dias, Hospital Santa Rita, em Contagem. Lembro-me de ser muito apegado à minha mãe. Meus olhos não saiam de perto dela. Não queria ficar no hospital, a não ser que minha mãe ficasse comigo, sempre. Levaram-me para um quarto que continha vários berços, recebi atenção das enfermeiras e da família. Dormi e quando acordei, olhei à minha volta e não vi ninguém que conhecia, e pior, não vi minha mãe. Comecei a chorar, a soluçar, queria minha mãe. As enfermeiras tentavam me fazer parar, e cada vez mais eu chorava. O cansaço aumentou e não agüentei, cai num sono profundo e quando acordei minha mãe já estava de volta. Como foi difícil este momento, tive a sensação de abandono. A figura materna era mais forte para mim do que a figura paterna. Não tenho na lembrança de ter chorado assim pela presença do meu pai.

    Quando alcancei a idade de ir para a escola, um desespero afligiu minha alma. Simplesmente chorava até que a professora ligasse para minha mãe ir me buscar. E isto se repetiu por várias vezes, eu não queria ficar ali com aquelas crianças num lugar que não era meu. Não ficava à vontade de estar ali, de pedir para a professora que eu precisava ir ao banheiro, tinha vergonha de tudo, trazia comigo timidez e insegurança. Este comportamento levou-me a ouvir muitas palavras destrutivas vindas dos outros alunos. Ouvia por diversas vezes me chamarem de chorão, de menininha. Estas palavras feriam demais meu coração, e me afastavam deles. Procurei não demonstrar que estava sendo ferido. Como gostaria de ser aceito por eles.

    Uma vez, estava de mãos dadas com meus pais, fomos até um posto de gasolina perto de casa. No caminho encontramos uma mulher que os conhecia, ela olhou para mim e disse: “que menina mais linda!”. Meus pais disseram: “Não é menina, é menino”. Como fiquei triste de ser comparado com uma menina mais uma vez. Por não gostar de futebol e corrida de fórmula 1 recebia cobranças da família e amigos. Gostava de estar com as meninas, identifiquei-me com elas, eram calmas e falavam comigo, nos entendíamos muito bem. Ao contrário dos homens, eu os via correndo atrás de uma bola, sem camisa, suados, gritando um com o outro e achava tudo isto uma perda de tempo. Sentia certa exclusão por não gostar do que eles gostavam. Como poderia sentir vontade de estar com eles se estavam sempre me jogando para longe do seu grupo com brincadeiras e comentários? Na escola tinha aula de educação física e sempre tinha que parar por causa da falta de ar. Fazer educação física era passar por vários constrangimentos, como ficar com dificuldades para respirar e receber as palavras dos meus colegas, de que eu era de vidro, não conseguia nem jogar bola que ficava doente. Para proteger-me das provocações dos meus colegas eu fazia com que a falta de ar ficasse sempre pior e assim, eles veriam que realmente era difícil para mim. Gostaria de ser como eles, “hominhos”, tinham gosto de jogar bola e fazer esporte. Não conseguia fazer parte do clube, pois até mesmo as conversas sobre meninas e sexo não me agradava. Falavam de como iriam fazer com uma menina, como eles estavam conhecendo seus corpos. Como se gabavam de contar estas histórias. Estas conversas serviam para me constranger, achava que sexo era pura maldade. Cresci achando o sexo algo muito vulgar. Não havia ligação do sexo com amor, era sempre ligado a maldade, para mim era algo pecaminoso e errado e que só era feito às escondidas.

    Certa vez meus primos me levaram para brincar em um parque que estava na cidade. Minha mãe e tias me vestiram e cuidaram de mim. Ao olhar no espelho não gostei do que vi. Não gostei da minha roupa. Meu cabelo me fazia parecer uma menina. Saímos de casa em direção ao parque. Até então tudo estava indo bem. Em um certo momento, fiquei longe dos meus primos, e me vi frente a um grupo de adolescentes que ficaram a minha volta e começaram a zombar da minha roupa e cabelo. As palavras eram duras, fui chamado de “veadinho”, menininha, “bichinha”. Como aqueles garotos podiam fazer aquilo, vieram do nada e me atacaram com palavras que feriram profundamente minha alma. Novamente ali estava eu, fora do grupo, excluído do clube dos meninos, queria ser aceito por eles, só isto. Assim que consegui sair do meio deles fui para casa, sozinho, carregando comigo todo aquele emaranhado de sentimentos ruins, nem avisei meus primos. Ao chegar em casa, recebi uma bronca por ter vindo embora sozinho. Meus primos ficaram zangados comigo. Não entenderam o porquê do meu comportamento. Guardei comigo o que houve naquele parque e sofri sozinho. Passei a conviver com estes sentimentos dentro de mim, uma mistura de mágoa, tristeza e solidão. Novamente senti a exclusão, o desprezo e a dificuldade de fazer parte do clube dos meninos. O que havia de tão mal nestas pessoas que não faziam nenhum esforço para me aceitar no meio deles? Várias vezes os meninos do bairro perto de casa se reuniam para fazer brincadeiras sexuais entre si, neste momento eu me sentia aceito por eles. Neste momento eles deixavam que eu participasse das brincadeiras, por um bom tempo aprendi a fazer as “sacanagens” que um fazia com o outro e a desejar aquilo. Enfim fui aceito.

    Minha mãe começou a trabalhar fora de casa, saía cedo e só voltava à noite. Uma empregada passou a fazer parte da rotina da casa durante todo o dia. No início da noite eu ficava sentado na frente do portão de casa esperando minha mãe chegar. Quando ela chegava uma felicidade surgia em meu coração. Toda vez que eu ia para casa de algum primo para dormir fora, eu chorava até que me trouxessem de volta. Podia passar o dia com eles, mas na hora de ir dormir eu queria ir para casa. Em um certo dia, uma de minhas tias e seus filhos estavam conosco em casa. Ela tinha uma menina e um menino da minha idade. Estávamos brincando no quintal e esta tia teve a idéia de me vestir com roupas de menina, até passou batom e maquiagem no meu rosto. No início achei legal, gostei de estar vestido de menina, mas logo vi as pessoas que passavam na rua olharem para aquela situação e rirem de mim. Corri para trás de um monte de pedras e me escondi. As pessoas riam e faziam piadas ao me verem vestido de menina. Acredito que esta tia me vestiu de menina porque percebeu que eu gostava do que as meninas gostavam. As brincadeiras de menina me chamavam atenção, tanto que eu brincava de boneca e de casinha com elas. A conversa delas agradava mais do que a conversa dos meninos, elas sabiam me receber e me aceitavam sem críticas e restrições. As meninas não zombavam de mim. As pessoas a minha volta percebiam este comportamento em mim, cada uma reagia de uma forma. Uns eram mais vorazes em seus comentários, me chamavam de “bichinha”, “veadinho”, menininha, outros não diziam nada, outros ficavam falando entre si. Toda família reconhecia que eu tinha um “jeitinho”, mas não tocavam no assunto.

    Aos nove anos de idade comecei a pensar em namorar e nutria um carinho por uma menina. Quando comentei com meus colegas, eles riam e diziam que eu não ia conseguir porque não gostava de meninas e era “efeminado”. Simplesmente me rotularam por verem em mim um comportamento mais tímido e introvertido. Com toda minha insegurança e timidez fui até o encontro desta menina que eu gostava. Quando cheguei perto dela fiquei mudo, com muita vergonha da situação não fiz nada. Criei uma expectativa não só em mim, mas nas pessoas que me levaram até ela. Ficavam me cobrando para que fizesse um movimento na direção dela. A vergonha tomou conta de mim e só consegui trocar algumas frases com ela. Percebi que seria complicado demais me relacionar com ela ou com qualquer menina que fosse por causa da vergonha e timidez. Passei a conviver com um sentimento de frustração e impotência. Fiquei convencido de que não conseguiria namorar uma garota. Conseguia sonhar com uma menina, imaginar namorando e passeando, mas quando o sonho ia se tornando real e vendo que não daria conta da situação, parava tudo. Ao contrário de mim meus colegas se davam muito bem com as meninas, tinham uma certeza do que eram e poderiam fazer com elas que eu não entendia. Tinham o domínio da situação, não tinham vergonha nem timidez. Estavam se dando bem em suas paqueras, namoros e intimidades. Tudo isto era muito difícil para mim.

    Devido às dificuldades financeiras de minha família, meu pai foi para o sul, cidade de Curitiba no Paraná. Conseguiu um trabalho em Pontal do Paraná. Sem ele conosco, nos mudamos para o apartamento de minha avó. Que época difícil para todos nós. Morar numa casa que não era nossa, conviver com pessoas que tinham seus compromissos, suas manias. Senti falta do meu pai. Escrevi diversas cartas para ele falando da saudade que sentia e de que gostaria de tê-lo por perto. Ele era um homem calado, de poucas palavras. Não demonstrava carinho físico nem verbal pelos filhos. Gostaria que meu pai fosse como os pais dos meus primos, que abraçavam, davam atenção e era próximo deles. Raramente eu via meus pais demonstrando carinho um pelo outro. Sabia que se gostavam mesmo não vendo na prática o amor que tinham entre si. Nem imaginava que eles faziam amor, acreditei na mentira que uma cegonha trazia os bebês e que o beijo poderia engravidar uma mulher. Não lembro de meu pai falando que me amava ou que gostava de mim. Uma vez, estava na sala de casa no colo dele. Brincava com o cabelo do seu peito e na TV passava uma novela chamada Pai Herói. Na abertura desta novela tocava uma música muito bonita falando do relacionamento entre pai e filho. Enquanto a música tocava, uma cena me chamou atenção. Um quebra cabeças era montado, e aos poucos surgia um caminho entre árvores e um menino caminhando junto à figura do que seria seu pai. Detalhe, a figura do pai não foi preenchida, estava em branco. Uma criança passeando de mãos dadas com o pai, seu pai herói, por outro lado o pai não estava lá, ele estava presente, mas ausente. O que deve ser mais cruel para a formação de uma criança, um pai presente ausente ou um pai que mora longe? Era assim que me sentia em relação ao meu pai, um vazio, uma necessidade de aceitação por parte dele, de receber carinho e ser amado. Mas, por mais perto que ele estivesse fisicamente de mim, sentia um abismo enorme entre nós. Eu queria um pai herói, que estivesse junto de mim, mas ele não era assim. Hoje sei que ele não poderia me dar o que não tinha aprendido e nem recebido dos pais dele.

    Aos 14 anos de idade recebi a notícia que teríamos que ir morar em Curitiba. Lá estávamos eu, minha mãe e irmã, dentro de um carro indo para a rodoviária de Belo Horizonte. Ainda dentro do carro, olhei para trás e vi minhas tias e avó sendo deixadas para trás. Ao chegar na cidade de Curitiba senti as dificuldades que estavam por começar, não só para minha família, mas principalmente para minha vida. Ficamos hospedados na casa de parentes. Havia uma pessoa conhecida que estava descobrindo sua sexualidade vendo fotos em revistas pornográficas. Uma vez ela pediu-me que devolvesse uma destas revistas para uma amiga, e no caminho abri e fiquei vendo as fotos. Fiquei surpreso ao ver o que aquelas mulheres faziam, era a tal da maldade que sempre ouvi dos meus colegas. Toda vez que ouvia meus colegas, tios, primos falarem de sexo, era de uma forma totalmente maliciosa e sem respeito nenhum com a figura da mulher. Pensei que só as mulheres impuras é que faziam sexo. Fiquei com a imagem daquelas fotos na minha mente e ao ver o corpo nu dos homens naquela revista lembrei-me das brincadeiras que fazia com meus primos e colegas do bairro. Associei as brincadeiras sexuais que aprendi com eles aos homens das fotos pornográficas. Percebi que desejava o corpo daqueles homens.

    Começou o ano letivo e fui matriculado em uma escola. Novamente, ao conviver com outros pré-adolescentes, percebi minha dificuldade de relacionamento. Logo as palavras que feriam minha masculinidade começaram a ser ditas pelos meus novos colegas. Minha timidez aumentava a dificuldade de relacionamento com as pessoas. Neste tempo queria namorar mesmo sabendo da minha dificuldade de relacionamento com as meninas, principalmente quando imaginava que elas faziam sexo daquela forma que vi nas revistas pornográficas. Sexo para mim não estava relacionado com amor e sim com maldade. Meus amigos já falavam de seus envolvimentos, suas intimidades com as garotas, suas experiências sexuais e eu nada. Com 18 anos arrumei uma namorada, gostei dela. Em pouco tempo de namoro ela começou a ter atitudes que me assustaram, teve iniciativas que fizeram com que temesse estar com ela. Ela já havia tido suas experiências sexuais e eu não. Certa noite, em uma danceteria, ela pediu-me que a tocasse de modo mais íntimo e recusei por estar no meio de pessoas. Ela insistiu, fiquei constrangido. Como eu não tomava nenhuma iniciativa ela disse ao meu ouvido: “às vezes acho que você não é homem”. Naquele momento, veio em minha mente todas as palavras de maldição que feriram minha masculinidade. As palavras da minha namorada me feriram profundamente. Minha atitude naquele momento foi deixá-la naquele lugar. Sai dali e não a vi por um bom tempo. O que havia se quebrado na infância e adolescência veio a se quebrar ainda mais. Decidi não ter relacionamento com mulheres, com ninguém, assim estaria seguro. Decidi ficar sozinho.

    Neste mesmo ano, meus pais viajaram e fiquei sozinho cuidando da casa. Alguém tocou a campainha. Ao abrir a porta qual minha surpresa ao ver aquela garota da danceteria, minha ex-namorada ali, na porta de casa. Deixei-a entrar e ficamos vendo TV e conversando. Aconteceu um beijo e logo ela tirava sua roupa e me levava para o quarto. Fiquei em pânico, meu corpo inteiro travou. Mas ela insistiu em manter relações não respeitando meu pânico. Fugi dali. Após um tempo levei-a para casa e achei que tudo estaria resolvido, não a veria mais. A ferida deste abuso sexual já estava instalada em minha alma. Simplesmente fingi que aquele constrangimento não aconteceu, não dei atenção aos sentimentos que passei ali. Não fazia idéia do abuso sexual que havia passado, do que isto causaria em minha vida a partir de então. Descartei toda hipótese de me relacionar com mulheres, iria ficar só pelo resto de minha vida. Senti frustração, insegurança, medo. Senti minha masculinidade ser destruída. Todas as palavras de maldição que recebi até então se materializaram na minha mente. Era como se aquela garota houvesse descoberto o meu segredo, o meu medo, que eu poderia ter problemas, que talvez não fosse homem, assim como ela havia dito para mim naquela danceteria. Após este acontecido, o rumo da minha vida começou a mudar, eu não fazia idéia do deserto, do engano que viria a passar.

    Neste mesmo ano consegui um trabalho em uma empresa. Nesta empresa conheci um rapaz que era assumidamente homossexual e às vezes se comportava como homem e às vezes como mulher. Ele não escondia de ninguém que gostava de homens e algo a mais conquistou minha confiança, fui aceito, não houve rejeição e exclusão, me vi aceito no meio ao qual ele estava inserido. Aquele rapaz que se dizia homossexual me aceitou no clube. Fizemos amizade e logo recebi um convite para participar de um churrasco em sua casa. Mesmo com muito medo do que poderia ver ali decidi ir. Chegando lá, presenciei uma cena que mudou realmente o rumo da minha vida. Ali havia homens namorando homens e mulheres namorando mulheres. Fiquei assustado e ao mesmo tempo aliviado por saber que aquilo era real, que existiam pessoas que gostavam de se relacionar com o mesmo sexo de forma aberta e sem receio do que os outros iriam falar delas. Conhecei uma garota que estava na mesma situação, foi ali para ver o que acontecia na vida daquelas pessoas tão diferentes em sua forma de amar. Fiz amizade com ela e ficamos juntos conversando sobre essa nossa descoberta. Ela nunca havia se relacionado com o mesmo sexo, estava noiva de um homem até pouco tempo, mas decidiu terminar o noivado porque acreditava estar amando uma mulher. Assim como eu, ela havia descoberto pessoas que se rotulavam de homossexuais e que de imediato nos aceitaram sem nenhum desprezo.

    Depois deste encontro, minha vida mudou. Meus caminhos se voltaram para a homossexualidade. Passei a ter amigos e amigas homossexuais e a participar de um grupo que me aceitava. Porque sofrer tanto com as palavras de maldição que recebia dos outros durante minha vida inteira se poderia fazer parte daquele meio homossexual, onde ninguém zoava de mingúem por gostar do mesmo sexo. Doce ilusão, doce engano, mal sabia que o pior estava por vir. Havia muita festa, muita risada, muita maquiagem, mas quando a cortina se fechava, o vazio e a insatisfação daquela vida apareciam por trás dos bastidores. Ah se eu soubesse o caminho pedregoso que iria ter que atravessar. Comecei a freqüentar bares e boates para homossexuais. Fiz novos amigos e identifiquei-me com a história de cada um. Todos passaram por situações parecidas com a minha. Com o passar dos anos eu entrava cada vez mais na prática da homossexualidade. Passei a acreditar que havia nascido homossexual quando direcionei meus desejos e vontades sexuais para a prática homossexual, aceitei então que não haveria mudança, sempre seria homossexual. Fiquei 12 anos nesta prática, sem contar os anos decorridos da infância até a adolescência, onde pensava que era diferente, que algo estava errado comigo. Pensei que havia descoberto a verdade, onde tudo que havia escutado de maldição se resolvia naquele mundo homossexual que descobri. O último relacionamento durou cinco anos. Não é necessário descrever aqui tudo o que fiz enquanto na homossexualidade, mas posso dizer que realmente acreditava que havia nascido assim. Não existia nenhuma possibilidade de mudança. Nestes 12 anos que passei na prática da homossexualidade, foram poucos os momentos em que me senti seguro. Pelo contrário, vivia na insegurança e na busca de amor e aceitação, que jamais encontraria nos rapazes com quem estive, eles não poderiam preencher o vazio do meu coração, homem nenhum poderia. De repente, tudo começou a mudar e seguir um novo caminho em minha vida. Aquele brilho da descoberta do meio homossexual começou a passar. Aquele vislumbre de poder “sair do armário” que me acometeu no início começou a perder sua força. Após anos de prática homossexual entendi que nada preenchia o vazio e a insatisfação daquela vida. Minha vida na homossexualidade girava em torno de bares, boates, paquera, insegurança, parecia que meu coração havia virado carne moída. Ninguém me levava a sério por muito tempo. A novidade de estar com alguém logo passava. Meus amigos viviam trocando de parceiros. Quanto engano. Na realidade eu buscava em outro homem aquilo que faltava em mim, precisava suprir uma carência que havia em minha alma que homem nenhum iria preencher, pois nem mesmo eles estavam satisfeitos consigo mesmo.

    Cansei de ver meus amigos passarem de mão em mão, trocando de parceiros como se troca de roupa. Pensei na hipótese de abandonar a prática homossexual. Como sair se estava preso naquela vida? Enfim foram 12 anos na prática de um erro que fazia parte da minha vida. A vida na homossexualidade até então era o que eu sabia fazer e até então era verdade para mim. Certo dia liguei para meu irmão menor e pedi que me ajudasse, precisava levar o que era meu para casa de minha mãe. Saí da casa daquele rapaz, com quem vivi por quase cinco anos, não suportei tanta incerteza, tanta mentira, infidelidade e insatisfação sexual. Meu irmão veio até a casa onde morava e lá estava eu com três sacos de lixo com tudo o que me pertencia dentro deles. Retornei para casa de minha mãe carregando comigo três sacos de lixo, financeiramente falido e numa tremenda dependência emocional, deixando para trás um “amigo” e tudo que até então achava que era verdade em minha vida.

    A dependência emocional que nutria pelo meu “amigo” estava me matando a cada dia. Olhei para minha vida e percebi que havia construído minha história numa areia movediça. Tudo afundou nesta areia, assim como os amigos, as festas, os relacionamentos, os amores, as paixões. Cai numa depressão profunda. Surgiram questionamentos em minha mente do tipo: quem sou eu? O que fiz até agora? Acreditei ter nascido homossexual e agora percebo que esta prática está me matando. Precisava mudar, mas como? Deixar a prática homossexual era uma hipótese que estava longe demais para alcançar, ainda mais com desejos e sentimentos por pessoas do mesmo sexo.

    Conseguia manter meu trabalho mesmo com a depressão. Programei em minha mente uma situação para que pudesse sobrevier à depressão e a dependência emocional que sentia pela vida na homossexualidade e por todos que lá ficaram. Era como se acionasse um botão imaginário em minha mente onde programava meu corpo para sair em direção ao trabalho, depois o desligava ao chegar em casa. Funcionou mesmo com angústia e tristeza tomando conta da minha alma. Minhas forças estavam se esgotando. Olhava para trás e não gostava do que via, o presente estava me torturando, olhava para frente e não visualizava nada. Dentro desta dor emocional ao qual estava enfiado, de tanto pranto, surgiu uma ajuda, uma mão que estava estendida para mim, pronta para me segurar até que recuperasse minhas forças e pudesse caminhar novamente. De repente recebi uma palavra de conforto e surgiu uma esperança. Uma porta de esperança onde não havia nada.

    Minha mãe, vendo toda minha angústia, fez-me um convite. Indicou que fizesse uma visita em uma igrejinha onde lá haveria uma missionária falando da Palavra de Deus. Não tinha nada a perder e aceitei o convite. A igreja era pequena, no Bairro Boa Vista. Lá estava eu sentado no meio dos ouvintes. A pastora anunciou a missionária que iria pregar naquela noite. Quando a missionária começou a falar do amor de Deus, meus olhos se encheram de lágrimas. Até então nunca havia ouvido alguém falar do grande amor de Deus pela minha vida, de um Deus que entregou seu Filho por amor de mim. Comi aquelas palavras, bebi de uma água (a Palavra de Deus) que poderia matar a minha sede. Ouvi que Deus me amava e poderia mudar a história da minha vida, que iria dar um novo significado para minha história e bastava eu crer no Filho de Deus, em Jesus. Comecei a buscar por este amor, por este Deus que ela falou tão bem. Um Deus que me prometia fidelidade, salvação e vida eterna através de Jesus. Jesus passou a ser parte da minha caminhada e através dEle encontrei resignificação da minha história.

    Ao retornar para casa olhei para mim e permiti Deus mudar minha história. Surgiu uma esperança onde até então não havia nada. Tentava imaginar como aquele Deus mudaria minha vida. Em poucos dias, um gerente que trabalhava no mesmo setor que eu, vendo que minha angústia estava me consumindo, fez-me um convite. Amavelmente convidou-me para visitar a casa dele e participar de uma reunião. Aceitei de imediato sem saber o que realmente aconteceria nesta reunião. Ao chegar lá, fui recebido por pessoas de uma igreja que me amaram muito, um amor sem cobranças e julgamentos, apenas me amaram. Estudamos a palavra de Deus e comecei a aprender mais sobre aquele Deus que a missionária falou que iria mudar minha história, que iria dar um novo sentido para minha vida. No meio da dor, angústia e desespero senti o amor de Deus me envolver. Entendi que não estava sozinho neste momento tão difícil.

    Em um destes encontros comentei da vida que levei na homossexualidade. Fui apresentado para um casal que ali estava. Um casal disposto a caminhar comigo. Toda semana eu estaria com eles para receber ajuda e orientação através das verdades que estão na Bíblia. Desesperadamente aceitei o desafio. Passei a fazer parte da rotina daquela família e a freqüentar uma igreja, pois precisava criar um novo círculo de amizades. Ficou combinado que toda segunda-feira eu estaria junto com o rapaz para estudar a Bíblia e fazer um discipulado. No primeiro encontro eu “vomitei” tudo o que estava preso em meu coração. Contei toda minha história e a dor emocional que ainda sentia. Ele ouviu pacientemente e falou que eu não era homossexual, disse que eu estava homossexual. Estas palavras entraram em meu coração e neste momento pensei que ele estava totalmente enganado, que não sabia o que estava falando. Eu sabia de tudo o que havia feito, da vida que levei na prática homossexual, dos desejos e vontades que tinha pelo mesmo sexo. E ele vem me dizer que eu não era homossexual. Imagina, tinha acabado de sair de um relacionamento homossexual de cinco anos e vem alguém me dizer que eu não era homossexual. Resolvi dar uma chance e continuei o discipulado. Começamos a sair e conversar não só sobre Bíblia, mas sobre relacionamento homem e mulher. Várias vezes íamos andar a cavalo em uma cidade próxima de Curitiba, chamada Campo Largo, comprei meu próprio cavalo. Foi muito terapêutico, pois lá eu ficava envolvido com outras atividades esquecendo da dependência emocional e da dor que sentia em meu coração.

    A luz da Palavra de Deus trouxe a verdade, caindo toda mentira e engano. O vazio que havia em meu coração foi preenchido pelo amor de Deus. Conforme ia aprendendo a viver com Jesus, as mentiras iam sendo descobertas. Posicionei-me com todas as armas oferecidas na sua Palavra para resistir às imposições do mundo. Eu e o rapaz que vivia comigo, tínhamos uma Bíblia aberta na cabeceira da cama de casal, aberta em algum Salmo que não falava do erro em que vivíamos. Só líamos o que nos era conveniente, era mais fácil. É mais fácil dizer que a Bíblia precisa ser revista do que buscar mudança de vida.
    Durante madrugadas estudei a Bíblia, procurei nela por algo que favorecesse a homossexualidade e não encontrei. Neste período clamava em oração por ajuda, chegava em casa na sexta-feira após o trabalho e só saía na segunda-feira para trabalhar. Lembrava-me das festas, do falso brilho, muita risada, gente bonita em suas roupas de marca, barriga cheia de comida e um espírito vazio, mas ao raiar do dia o falso brilho começava a se apagar e aí sim, vinha o vazio daquela vida. Não aceito mais isto em minha vida, hoje a luz que brilha em meu coração vem de Jesus e que a satisfação que tenho em viver vem dEle. Descobri que Deus me amava, mas não ao erro que cometia. Deus não condenaria esta prática em minha vida sem antes oferecer uma saída. A saída está na sua Palavra que é viva e eficaz e no amor de Jesus. Através do Espírito Santo fui convencido do erro em que vivia. Pois só o Espírito Santo pode nos convencer do erro, da justiça e do juízo. Compreendi e aceitei como verdade textos bíblicos que até então eu não aceitava como verdade. Achava que era somente para aquela época. Qual minha surpresa ao ver em minha vida as promessas de Deus serem cumpridas. Aquelas palavras de muito tempo atrás estavam causando efeito em minha vida hoje. A Palavra se mostrou em mim viva e eficaz.

    Pude então perceber que realmente havia uma inversão na minha forma de amar. Analisei toda minha vida e conclui que durante o passar dos anos eu estava sendo “construído” para levar uma vida na homossexualidade. Seria difícil uma criança viver as situações que passei e não entrar na homossexualidade. O que havia sido aprendido poderia ser desaprendido. Na verdade aprendi a ser homossexual, e tudo o que fiz na prática homossexual não alterou minha heterossexualidade. Precisava não só mudar radicalmente, mas manter-me nesta mudança. Então tomei a decisão, fiz uma escolha, mudar a história da minha vida, buscar um sentido real para minha história. Conforme superava minhas dificuldades passava a ajudar outras pessoas. Iniciei um trabalho voluntário em uma casa de apoio onde havia crianças, jovens e idosos na mais drástica situação de abandono. Convivi com pessoas que contavam com ajuda voluntária para sobreviverem, pessoas que não serviam mais para a sociedade, deixadas de lado em conseqüência de suas escolhas erradas tais como uso de drogas, prostituição, tráfico entre outras. Algumas pessoas vinham das ruas, sujas e maltrapilhas, outras de famílias completamente disfuncionais. Olhei para a realidade delas e entendi que em meio a minha dor, poderia doar algo de mim para ajudá-los.

    O tempo que passei nesta casa de apoio ajudou-me a crescer e amadurecer como pessoa. Sabia que poderia continuar com o trabalho voluntário, mas também aceitei que precisava de ajuda para tratar as minhas feridas na alma. Senti que faltava tratar algumas áreas em minha vida que estavam atrapalhando meu crescimento como cristão e como homem. Sentia solidão, passei a pensar em conhecer uma garota e poder fazer este trabalho voluntário junto com ela. Este passo, deixar uma mulher entrar em minha vida, exigiria muito de mim, teria que abrir mão de várias conquistas para alcançar este momento tão importante, pois não queria ficar só. Decidi não viver mais com homens logicamente teria que me relacionar com uma mulher. Só de pensar nas áreas de minha vida que teriam de ser tratadas eu já ficava em pânico. Não se trata da homossexualidade e sim das raízes que sustentavam a homossexualidade na minha vida. Algumas pessoas que praticam a homossexualidade são completamente contra alguém oferecer ajuda a uma vida que deseja sair desta prática sexual. Isto é uma in justiça, eu precisei e busquei por esta ajuda e fico feliz por ter conseguido. Toda pessoa que está insatisfeita com sua homossexualidade deve ter a liberdade de buscar apoio. Nada mais justo do que isto, quem deseja estar na homossexualidade que fique, procure ser feliz, mas os que estão insatisfeitos merecem receber o apoio devido. Deve haver respeito para os dois lados. Se eu não tivesse recebido ajuda para deixar a prática homossexual não estaria vivendo esta felicidade e satisfação que tenho hoje fora desta prática. Sou contra quem condena e dificulta a vida dos praticantes da homossexualidade, deve-se com toda certeza ter respeito com todos. Quando decidi sair da homossexualidade, as pessoas que me ajudaram em nenhum momento quiseram mudar minha sexualidade, pois elas sabiam que sempre fui heterossexual, e que tudo que fiz e achei ser na questão homossexual não alterou minha heterossexualidade. Então, quando vejo alguém querendo impedir que se ajudem pessoas que voluntariamente buscam apoio para deixar a prática homossexual, fico perplexo, pois esta pessoa não está sendo justa. Há tempos atrás acompanhei um debate entre praticantes da homossexualidade e políticos sobre a questão de proporcionar ajuda aos que buscam voluntariamente deixar a prática homossexual. Neste debate, um praticante da homossexualidade foi questionado se em algum momento buscou ajuda para deixar esta prática e ele respondeu que sim. Isto quer dizer que ele teve a oportunidade de escolher buscar ajuda, porém não deu certo, e vem agora impedir que outros façam o mesmo?

    Assim como eu, que era convicto da minha homossexualidade, um dia me encontrei muito insatisfeito e busquei ajuda para mudar, concordo que se ofereça apoio aos que buscam mudança de comportamento. Hoje posso viver a heterossexualidade de forma plena, imagina se houvesse algum impedimento?

    Todos os rapazes com quem estive mantinham no seu íntimo a vontade de um dia terem uma vida diferente. Eu podia bater o pé e negar com minhas atitudes e palavras, mas no coração eu desejava mudar. Deixar anos de prática homossexual exigiu de mim cura das feridas da alma, foi um processo gradativo e levou seis anos. Se tivessem prometido mudança instantânea e isto não ocorresse, eu poderia ir embora por não ver meus desejos e vontades transformados de um instante para outro e pior, poderia desacreditar do maravilhoso evangelho de Cristo. Mesmo no erro fui muito amado pelas pessoas que me evangelizaram. Aprendi que Jesus realmente veio ao mundo para buscar e salvar a todos que estão cativos do erro. Precisava buscar Deus de todo o meu coração, de toda minha alma e entendimento, pois não há transformação se não houver busca. Foi preciso abrir mão das situações que até então dominavam minha vida.

    Muitos “amigos” do meio antigo me ligavam, não para me ajudar, mas para piorar o estado em que me encontrava. Lembro-me de uma ligação que recebi logo que decidi me afastar daquele meio. A pessoa dizia: ”Como está você Saulo, neste carnaval com quantas pessoas você ficou? Respondi: nenhuma. E ela dizia: “não posso acreditar, pois eu fiquei com seis pessoas nestes dias de carnaval!””. Quanto vazio, hoje se puder falar com esta criatura novamente eu diria: “venha conhecer a verdade, a verdade que trás paz e descanso para sua alma, saia deste abismo e venha para a luz que é viver com Jesus. Somente em Jesus poderá encontrar descanso e conforto para sua alma”. Cansei de buscar consolo, amor e aceitação através da homossexualidade.

    Uma vez aceitei um desses convites, o risco de regredir foi altíssimo, fui a um lugar que já havia freqüentado, e pela primeira vez pude perceber como eu havia vivido. Aquele bar parecia um açougue, onde bastava olhar para o lado e tinha um pedaço de carne para se relacionar comigo. Pude perceber como eu buscava me identificar com alguém, como procurava no outro o que faltou receber do meu pai e da minha mãe. Não poderia alcançar resignificação de vida voltando ao que sempre fiz, praticar a homossexualidade. Continuei a caminhada e abracei Jesus com toda minha força. Nenhum erro está fora da redenção de Deus, nenhum. O amor de Jesus pode alcançar o mais profundo abismo. Passei a compreender a diferença entre tentação e pecado. Eu possuía o Espírito Santo que Deus me dera não para me impedir de ser tentado, mas para que me capacitasse a resistir e não ser vencido pelas tentações. Precisava de amadurecimento espiritual. Era preciso dedicação constante de minha parte. Neste momento eu precisava de amor e não de julgamentos.

    Durante muito tempo continuei recebendo ligações para sair nos bares e boates, relutei para não aceitar estes convites. De repente Deus providenciou uma mudança na minha vida. Que surpresa mais agradável. O louvor no final deste testemunho diz exatamente sobre esta libertação que recebi. Meus caminhos estavam sendo endireitados. Afastei-me de tudo e de todos do meio antigo, precisava buscar alimento para sobreviver e permanecer firme. Hoje posso enxergar e estar aqui falando do que Deus tem feito em minha vida, para honrar e glorificar este Deus que sirvo, onde pude receber e aceitar a verdade que está em sua Palavra que liberta e dá vida. Descobri que estava alimentado por uma mentira, que acreditara em uma mentira. Quando pude perceber o que realmente eu tinha vivido, confessei que era pecador, aceitando Jesus como meu único Senhor e Salvador, precisava desaprender o comportamento errado que havia aprendido e a Palavra de Deus começou a fazer sentido. Entendi que conheceria a verdade, e se iria conhecer a verdade o que eu vivia era mentira, era falso, ilusão. Esta verdade me libertou do cativeiro ao qual me encontrava. Os rótulos que havia recebido começavam a cair. Hoje sou livre e sirvo a um Deus que muda o caminho errado e incerto de quem Ele quiser, e Ele quer que todos se salvem. Aquele que perder a sua vida por amor a Jesus encontrá-la-á. Lembremo-nos que Ele é o nosso Senhor, devemos nos curvar diante dEle. Ele nos dá o livre arbítrio para escolher entre a vida e a morte.

    Hoje falo da dificuldade que vivi enquanto na homossexualidade. Falo mais da verdade que descobri através da palavra de Deus, verdade que me libertou e me tornou livre de todo engano que envolvia minha vida. Para você que se acha livre, que faz o que quer, cuidado, você está mais preso do que possa imaginar. A minha liberdade enquanto na homossexualidade acabou se tornando minha prisão.

    Algum tempo atrás um travesti famoso deu uma entrevista em um programa de televisão, onde o entrevistador perguntou: “Você já colocou seios, já delimitou seu corpo com formas femininas, deixou o cabelo crescer, mudou seu rosto, seus lábios, pergunto: porque não faz uma cirurgia para tirar seu pênis e colocar uma vagina?”. Resposta: “Porque não quero fazer o que muitos travestis tem feito, passam horas com psicanalistas, horas de mutilação através de uma cirurgia, depois vão para casa se recuperar, e batem a cabeça na parede, porque sabem que foram feitos homens e pensam como homens”. As leis que hoje existem em países liberais, que asseguram o relacionamento homossexual, cirurgias para troca de órgão genital, seguro de vida, poderiam aliviar o preconceito à minha volta, facilitar o meu dia-a-dia, mas não poderiam assegurar e me proteger do vazio que estava dentro de mim. Existe perfeição em Deus. Compreendi que a vida homossexual que eu levava estava fora do plano perfeito de Deus para mim. A vontade de Deus para mim é boa, perfeita e agradável.

    Durante os estudos de 2º grau tive um colega de sala que recebia muitas palavras de maldição vinda dos outros alunos, ele apresentava um jeito efeminado e por isto era rotulado de “veado”, “bicha”. Quando comecei a freqüentar as boates, vi uma mulher que me chamou a atenção, estava vestida de modo muito sensual, fui até ela para conhecê-la, ao me aproximar reconheci seu rosto. Qual minha surpresa ao ver que não era ela e sim ele, aquele rapaz do 2º grau que era efeminado. Havia colocado silicone no seu corpo para ganhar formas femininas. Esta porção da sociedade que disse para este rapaz se aceitar assim, é a mesma sociedade que o jogou em um caldeirão de água fervendo. Há poder na Palavra de Deus, poder que pôde transformar minha vida desde que aceitei a verdade. Busquei cura para as feridas da alma e transformação no meu viver.

    Comentei no decorrer deste texto que desejava conhecer uma garota, não queria viver só, mesmo sabendo que teria que tratar outras áreas da minha vida que até então não havia tratado. Relacionamento com pessoas do mesmo sexo eu não queria mais, então precisava aprender a me relacionar com o sexo oposto. Participei de um encontro onde homens e mulheres insatisfeitos com sua vida na homossexualidade buscavam ajuda. Lá conheci uma psicóloga que comentou comigo sobre a necessidade de tratar algumas questões que estavam me impedindo de ter mais qualidade de vida, de alcançar meus novos objetivos. Eu já estava fora da prática homossexual fazia cinco anos. Trazia comigo cicatrizes que precisavam ser realmente tratadas. Agradeci o conselho desta psicóloga e sabia que iria precisar mexer nestas questões mais cedo ou mais tarde. Esta psicóloga tinha conhecimento do que estava falando. Até hoje não tive a oportunidade de dizer a ela, mas uma frase que ela me disse causou grande impacto em mim. Perguntei se ela estava tendo muitos problemas por mudar a sexualidade de uma pessoa de homossexual para heterossexual. A resposta foi tremenda: “Jamais busquei mudar a sexualidade de ninguém, todos são heterossexuais, apenas auxilio pessoas em diferentes áreas de suas vidas que acabam fazendo com que elas deixem de estar homossexuais”.

    Antes de ir para este encontro havia terminado meu namoro, pois estas questões que a psicóloga comentou afetavam minha saúde emocional. Conheci minha ex-namorada em uma casa de apoio que passei a ajudar. Cheguei lá para oferecer ajuda voluntária e a conheci ao participar como ouvinte de uma palestra sobre abuso sexual. Gostei dela naquele momento, e sabia que uma nova fase em minha restauração na sexualidade estaria por começar. Vou compartilhar com você um pouco deste momento. Convidei esta garota para tomar um café, mas minha real intenção seria pedir para ela namorar comigo. Estava nervoso e minha voz tremia, e falei que desejava namora-la. Passamos a ter uma amizade especial, onde saíamos para nos conhecer, e logo iniciamos nosso namoro. Tive admiração por ela, o desejo de estar com ela era mais forte do que o medo que sentia pelo desconhecido. Estava quase em pânico, pois tinha medo de algumas situações, medo de ficar sozinho com ela e ser abusado novamente, medo de ouvir novamente palavras que pudessem ferir minha masculinidade. Hoje consigo dar risada desta situação. Foi difícil cada momento deste relacionamento. Quando nós saíamos para namorar eu já planejava todo o percurso, desde o início até o fim, assim teria a certeza que não ficaríamos sozinhos. Com o namoro nosso relacionamento foi se estreitando e percebi que estaria em perigo. Então, terminei o namoro. Mais uma vez me vi sozinho fugindo de uma garota por estar com medo. Era necessário aprender a me relacionar com o sexo oposto, passar a ter relacionamento profundo e não superficial.

    Passou o tempo e senti saudades dela, detectei que o amor que senti por ela era maior que todo o medo. Mas ela poderia estar me esperando ou não, eu estava correndo este risco. Em uma viagem que fizemos com nossos amigos voltamos a namorar. Pela segunda vez a pedi em namoro. A fase do namoro foi passando e decidi comprar as alianças para o noivado. Localizei a loja que iria comprar as alianças, enquanto caminhava em direção á loja fui surpreendido por um ataque de pânico, parecia que havia uma multidão a minha volta lançando palavras e olhares de reprovação por estar para adquirir as alianças do meu futuro casamento. Venci o medo e entrei na loja sem demonstrar minha insegurança, tremia por dentro e suava muito. Guardei as alianças por um mês até marcar um passeio com ela para fazer uma surpresa. Levei-a para um passeio ecológico e no meio do caminho parei o carro e com o coração saltando pela boca a pedi em casamento. Foi uma cena inesquecível para nós dois. Neste momento estávamos demonstrando um para o outro a aceitação e concordância mútua da nossa união. Conto este fato para que possam entender a dificuldade que havia em meu ser para alcançar o meu sonho de ter uma mulher ao meu lado. Teria que vencer o medo.

    Certa noite, ao voltarmos de uma formatura, senti medo de ficar sozinho com ela, mesmo estando noivo. Decidi compartilhar com minha noiva sobre este medo, pois não queria estar casado e de repente ter medo de estar com ela em casa. Decidimos que eu iria procurar ajuda profissional, de algum psicólogo, e isto seria antes do casamento. Levei esta questão do medo para uma psicóloga de minha confiança, e falei do meu medo de ser abusado sexualmente pela minha noiva, do medo que havia na minha mente de ver minha masculinidade ser destruída novamente. Mesmo sabendo que minha noiva jamais faria isto senti medo. Era como se entre eu e ela surgisse um monstro enorme chamado “Abuso Sexual” e “Palavras Destrutivas”. Interessante que neste momento a questão da homossexualidade nem foi levado em conta. A homossexualidade havia ficado para trás e o que ficou foram resquícios de experiências ruins da infância e adolescência. Conforme ia tratando certas áreas em minha alma, a homossexualidade ficava cada vez mais distante. A psicóloga fez um trabalho excepcional em cima de várias experiências traumáticas que vivi, utilizou uma técnica chamada EMDR. Detectamos que o medo era devido ao abuso sexual que passei há 20 anos atrás. As sensações do abuso sexual e das palavras que ouvi ficaram em minha mente e sempre que algum gatilho era acionado o medo surgia na minha frente. Este gatilho poderia ser simplesmente uma palavra que ouvia, como exemplo: Estava ao telefone conversando com minha namorada e ela disse para mim que iria fazer algo bem gostoso assim que nos encontrássemos. Estas palavras acionaram um gatilho onde pensei que ela iria fazer o mesmo que a namorada que tive á 20 anos atrás que causou o abuso. Neste momento eu queria terminar o namoro e ficar longe dela, fugir dela. O medo fazia com que eu parasse e não enxergasse mais nada na minha frente, a não ser o abuso sexual que poderia vir a sofrer. A psicóloga utilizou esta técnica chamada EMDR que desensibilizou o trauma causado pelo abuso sexual. Por incrível que pareça, não sobrou nenhum resquício do abuso que sofri. Foi como ela disse no início do tratamento, que eu iria estar sentado no banco do passageiro de um carro olhando a paisagem passar. Estive sendo acompanhado por ela durante seis meses, em um período recebi a ajuda do seu marido. Foi de grande importância estar sendo aconselhado por este homem. Com ele pude ouvir situações que acontecem no relacionamento existente entre homem e mulher, como ter uma boa convivência com o sexo oposto. Conversávamos sobre sexualidade, intimidade sexual, relacionamento e outros assuntos de grande relevância para quem estava prestes a se casar. Este caminhar foi até o casamento e sei que posso contar com ele sempre que precisar. Procurei aproveitar todas as oportunidades que surgiam em minha frente, vários casais estiveram comigo neste período de restauração. Deixo claro aqui que em nenhum momento ninguém tentou mudar minha sexualidade, houve sim um tratamento de várias áreas da minha vida que acabaram atingindo uma melhora gradativa em minha sexualidade, onde os desejos homossexuais foram gradativamente perdendo força. O medo foi lançado fora, descobri que o verdadeiro amor lança fora todo o medo.

    Casei-me em 2006, agradeço a Deus por ter usado de pessoas em minha caminhada de restauração para que pudesse me relacionar adequadamente com uma mulher. Não há necessidade alguma em fazer o que eu fazia, a vida que levo com minha esposa é gratificante em todos os sentidos. Tenho alcançado saúde emocional e através disto tenho me tornado um homem melhor, um cristão melhor. As feridas na alma que carreguei por cinco anos, dificultavam minha caminhada como cristão. Quando aceitei a Cristo em minha vida tive a convicção que estava salvo, mas também sabia que precisaria tratar as feridas que estavam na minha alma. Deus também nos oferece saúde emocional. Paz é o que sinto. Realmente a vontade de Deus para os que o amam é boa, perfeita e agradável. Casei-me porque não queria viver só, mas não é o casamento que irá dizer que uma pessoa deixou a homossexualidade.

    Eu quero o bem desta terra e você? Muitos me chamam de louco, por ir contra o padrão deste mundo. Mas Deus escolhe as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias. Escolhe os pequenos para confundir os grandes.

    Para você que deseja mudança de vida, que está cansado de tudo que tem feito, saiba que há esperança para você, enquanto houver vida, haverá esperança. Declare com sua boca que Jesus é o único Senhor e Salvador de sua vida, procure um povo de Deus para receber você, um povo que pregue Jesus como único Senhor e Salvador, passe a viver conforme a sua palavra porque, assim como Jesus me chamou pelo meu nome, Ele também te chama pelo seu nome.

    Saulo Navarro
    Saulonavarro@pop.com.br
    sauloanavarro@hotmail.com (messenger)

    “Onde você vai parar com esta solidão
    em seu rosto transparece a dor do coração
    como um prisioneiro triste disfarçando em livre
    caminhando em toda pressa sem ter onde ir
    tu choras assim que alguém te vê, isto é natural
    de alguém que desprezou a paz e veio o temporal
    tu dizes: não tem mais remédio pra curar meu tédio
    contudo há uma esperança tu podes ser livre
    livre, livre, livre, livre
    entrega tua vida a Cristo e serás livre,
    contigo faz uma aliança
    tu nasce tal como criança e serás livre, livre
    hoje sou livre, livre, livre, livre
    Aleluia
    entrega tua vida a Cristo e serás livre”.

    Letra e música: Pastor Camilo
    Gravado por: Irmãs Camilo
    Agradeço por terem cedido a utilização do louvor “Livre” para este trabalho evangelístico.
    Ao nosso Deus seja toda Honra, Glória e Louvor para sempre.

  68. bellucciminas

    Achei super interesante o artigo…Mas o senhor pensa que viver a homossexualidade ou não vivêla é algo naturalmente fácil?… (talvez para o senhor que é hetero seja)às vezes é preciso calçar os sapatos do outro para saber o tamanho de sua cruz. Sou homossexual, mas não por escolha, algo arde dentro de mim…como o desejo natural de duas pessoas heterosexuais. Tenho um relacionamento sério a mais de oito anos, e hoje,penso que isto não é pecado,pois não estou matando ninguém, não estou roubando,não estou praticando promiscuidade saindo com um e outro e assim por diante. Do geito que as pessoas tem falado das minorias, até parece que quem nasce fora do padrão patriarcal eregido pela igreja, é desde já um condenado ao fogo árduo do inferno. Digo isso não somente dos homossexuais, como dos pobres e descriminados, das prostitutas, dos deficientes e etc, quem deu o poder de julgar… Feitos como estes tem feito milhares de pessoas desistirem da vida, pois não conseguem viver essa “santidade”, sem falar que tem feito pessoas sairem da presença de Deus, pois não veem Deus como este monstro que a igreja pinta. Penso que nem todos serão homossexuais, e que os mesmos não são causadores da falencia em que a instituição familiar tem sofrido. Pessoalmente, já tentei de tudo para arrancar este desejo dentro de mim…até me culpei por ser assim, e mais ainda por não fazer a vontade de Deus, como diz a Santa Igreja.Será que é a vontade de Deus que uma pessoa sinta tais desejos os quais creio eu que em pessoas sérias não são desejos puramente carnais, e vivam em depressão, se negando, se odiando, sentindo essa dor no fundo da alma. Como o senhor se sentiria passando fome com um prato de comida à sua frente e não poder comer por que a Igreja decretou que isso é um pecado?
    Sou católico, creio em Jesus como meu senhor e salvador e não me sinto excluido por Ele, me sinto excluido por uma “maioria” preconceituosa que gosta de ditar as normas não importando o sentimento dos outros. Sei que este comentário não ficará exposto por muito tempo, mas só o fiz, para dizer o que sinto e penso e que ninguém a não ser Deus tem o poder de julgar… será que se Jesus voltasse hoje Ele estaria feliz com esta Igreja, a qual eu amo, mas que condena ao invés de acolher, que destrói almas impondo a sofrimentos desnecessários afastando estas mesmas almas de sua Igreja, justo Ele, quem esteve mais próximo destas minorias excluidas, que as amou tanto que morreu por todas na cruz… Se Ele já sofreu tanto por nós, por que tenho eu que me negar para segui-lo, o que Ele dirá então dos Pastores que que em grande maioria só pensam no status que lhe são dados pela sociedade, e que sempre estão em busca do poder??????? Jesus, não buscava ouro e prta para viver, o que dizer de Pastores da Igreja Católica que só se preoculpam com seu bem estar, em seus altos postos, que visitam somente os ricos ou que podem oferecer um pouco mais pela igreja, ou ainda àqueles que tem casas luxuosas à beira da represa, e etc.Será que isso não seria pecado maior que viver a homossexualidade?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????sem mais comentários…

  69. Alberto Zica do Amaral

    É vergonhoso ver comentarios como esse vindo de um padre da minha até então adorada Canção Nova!!!

    Eu sou gay,sou feliz,e sinceramente creio que Deus me ama do jeito que eu sou.
    Não me apego com essa imagem de Deus que a Igreja catolica vem impondo por milenios.
    A mesma igreja catolica que queimou milhões na Inquisição,que foi cumplice de Hitler na Segunda Guerra Mundial.
    É patético um padre tão esclarecido como o senhor ainda colocar a homossexualidade como uma coisa errada e anormal.
    Nota-se que a opinião de vcs é bem pouco respeitada mesmo dentro da própria igreja, tendo em vista o grande numero de “padres” que abusam de CRIANÇAS, e se protegem atras da batina.Abusar de crianças sim é PECADO,mas levando-se em conta que a dita igreja acoberta a maioria dos casos de pedofilia praticados por padre,talvez vcs não considerem pecado abusar de crianças.
    Antes de permearem uma imagem errada, que vcs julgam certa, coloquem a mão na consciencia.Ao inves de criticarem e falarem que ser gay é pecado,pq a igreja que é formadora de opinião de milhões de pessoas não se preocupa em tentar diminuir o numero de “irmãos” gays,filhos do mesmo Deus que vcs morram a balde pelas ruas do pais?
    Lamento muito ter entrado nessa pagina e em poucas linhas ter conseguido me decepcionar de tal forma com essa instituição na qual eu me senti acolhido quando participei de um acampamento.
    Fica aqui o meu protesto e a minha pena por comentarios tão infelizes vindos de “filhos de Deus” como se intitulam.

  70. Oderlan Nóbrega Carvalhos

    Olá meus queridos amigos, estava passando por aqui e li todos os tópicos: fiquei um pouco assustado com algumas pessoas aqui, mais vou deixar meu depoimento para todos homosexuais:
    Bom, todos vocês sabem que a vida não é fácil pra
    ninguém, não é verdade? ( hetero, homo).
    meus amigos, o segredo tá dentro de seus corações, sentir amor nunca será pecado, nem aqui e nem em outro lugar…( essas que escultei aqui que sentir nojo se si, querer morrer, me deixou assustado….( mais entendo muito bem)…
    irmãozinho vai aí uma proposta muito de coração:

    1: se aceite do jeito que você é ( se ame muito).
    2:estude muito, faça uma faculdade( uma profissão), você tem que disputar por igual.
    3:se respeite muito, e não ligue pra que as pessoas vão falar, muitas delas não darão produtividade pra sua vida. ( meus amigos exitem pessoas maravilhosas ainda).
    4: a vida tá aí, faça sua parte ( coloque pra sociedade que o diferente pode ser muito lindo)…

    Estude muito, vocês precisam disputar por igual.
    (façam isso, depois me fala)

    agora isso de sentir nojo, querer morrer, esquece!!!
    você vão ver que quando tiver com uns 20, 22 anos estaram com uma mentalidade formada e produtiva.
    ame, ame muito.

    e sobre a opinião do padre:

    Posso dizer que respeito,mais acredito muito que ele deveria pregar o amor a cima de tudo.
    Pessoal, vocês acham que deus colocaria vocês assim na terra somente pra sofrer? lógico que não…
    não é atóa que existe pessoas com o mesmo sentimentos que você..( já pensaram nisso? legal né).

    pois é, pessoal viva sua vida com muito amor e procure pessoas boas, pessoas iguais a vocês… ( vocês peceberam que não é nada de mais tudo isso que passa como uma abominação…

    Deixo pra vocês uma música : Cássia eller: Meu mundo ficaria completo com você.

    obs: esculte ela, e veja o mundo como ele é ( o diferente é muito bonito também.)

    O conhecimento é a luz que acaba com qualquer ignorância.

    abração a todos.
    Cordialmente: Oderlan

    Se liberte da sociedade.

  71. Padre eu so tenho 15 anos
    num sou assumido ja tive namoradas
    sou frequentador da igreja mais a minha familia desde criança e sou batizado sempre senti algo estranho dentro de mim,não fiz a crisma e nem comungo mais por que num me sinto parte da igreja mesmo indo ainda,por que sei que ela não me aceita ,mais estou la por que acretido e desde cedo fui ensinado a estar na igreja e vivenciar a palavra
    eu num escolhi ter atração ou desejos por outro homen eu num quiz num foi criação e nem poblema da cbç
    é algo que num sei esplicar mais eu num me sinto capaz de amar uma garota ou gostar de uma eu sei que com um garoto pode ser diferente…eu sou um garoto bom e me culpo sempre por ser assim todas as noite eu rezo e peço pro senhor me da uma luz e me culpo pois todos falam que estou certo e que vou por inferno sou um bom filho dedicado carinhoso bom aluno nunca fiz algo de errado e ainda acretido em prezervar meu corpo e essas coisas não gosto de farrar nem balada sou um garoto normal que me jugam como anormal quer dizer que mesmo sendo bom e fazendo as coisas certas ou tentando fazer Deus não me ama ? Ele não me quer como filho ou ate mesmo vai me mandar por inferno… não quero perder a minha fé mais que Deus é esse que fui ensinado a amar e respeitar…

    a sociedade preferi aceitar dois homen numa gerra do que dois homens se amando
    uma criança na lata de lixo do que com um casa de gays
    eu num intendo
    me sinto fraco culpado e com medo de perder a minha fé sou somente um garoto muito religioso mais não sei peso peso tanto a deus e nunca tenho respostas será que devo acabar com todo esse meu sofrimento sei-la sei que suiçidio é algo não perdoavel mais se a igreja não me aceita e se deu não me quer quem vai me querer ??? desculpa se falei besteira mais me sinto mal por ser gay so isso num era mais me sinto por que a sociedade me culpa meus pais me culpam e niguem consegue me entender…

    agradecido desde já

  72. ” religião é o ópio da humanidade ”

    acho que já basta !

  73. “– Aqueles que apresentam uma tendência transitória, que já foi superada há mais de 3 anos antes da ordenação, podem ser admitidos. É o caso de alguém que foi abusado sexualmente na infância ou submetido a algum tipo de clausura. É muito comum esse tipo de homossexualidade em seminários, em que o menino é um pseudo-homossexual, porque, como só há meninos naquele seminário, ele acaba projetando a imagem feminina num colega, tendo atos homossexuais que são transitórios.”

    Fala da clausura e abuso sexual….duas coisas muito comuns no seminario???Vcs nao acham??

  74. levi moises

    cara pe joãozinho

    fui seminarista scj por 1 ano e meio e confesso ter ficado extremamente decepcionado com o presente artigo

    a começar gostaria de entender como o senhor consegue aceitar q uma coisa não seja moralmente pecaminosa em seu sentido mais fundamental: o intimo humano, o coração humano, e o seja em seu sentido menos importante: o externo….

    como conceber uma homoafetividade santa e 1 homoafetividade maldita…??

    no trecho onde o sr diz q não há pecado sem opção etc…, o sr me faz supor q aceite q muitas pessoas nasçam ‘homossexuais’ .. intaum eu pergunto: pq cobiçar a mulher alheia é tão pecaminoso qto d fato te-la mas amar alguem do mesmo sexo naum o é da mesma maneira q de fato relacionar-se com tal pessoa…

    .. se o matrimonio existe para q as pessoas procriem com a benção d deus, pq a igreja realiza casamento d pessoas estéreis? e pq naum condema q os casais tenham relações fora do periodo fertil da mulher jah q condena a camisinha por prejudicar essa ordem “natural” das coisas: sexo – procriação?

    e qto a suposta ‘heterossexualidade teologica’… me diga, pq cristo escolheu pedro para representar a igreja então? se a igreja eh esposa d cristo, os apóstolos são o q? seu amantes, ou seus esposos tb? naum consegui entender….

    enfim… tenho muito, muito, muito o q dizer sobre o assunto, mas acho q por ora vou parando por aqui, pedindo ao sagrado coração d jesus q torne o coração dos representantes da igreja 1 pouco menos temerosos e verdadeiramente + parecido com
    ele

  75. O que eu acho da Homossexualidade!

    Não acredito que a homossexualidade seja uma doença!
    Muito menos que as pessoas homossexuais tenha que se libertar. Muitas creio que nascem assim, acho que isso não devia ser mudado! E mesmo assim, os que não nascem assim, deviamos deixar eles vivendo as vidas deles, pois nos temos a liberdade! cada ser humano faz a sua escolha! (Livrearbitrio) – como diz na biblia!

    Obrigado pela atenção!

  76. padre, agradesço por fazer uma publicação, tão clara sobre este assunto, sabe eu também sofro com este dilema, as vezes penso que já consegui vencer, mas de repente tudo se aflora de novo.mas nunca me permitir ao menos pensar que sou rejeitado por Deus. achei interessante a comparação entre sentimento e consetimento, são tantas as vezes que o sentimento fala alto, mas não consigo consentir e depois agradesço a Deus por te me dado força. o importante é perseverar e se for te fazer bem, não assumir e tentar vencer, pelo menos o sentimento….

  77. HOMOSSEXUALIDADE UM ENGANO EM MINHA VIDA

    Nasci em Contagem, Estado de Minas Gerais. Não conheço você, mas Deus conhece e sabe exatamente o que está em seu coração neste momento, as dores físicas e emocionais que já passou ou tem passado, o desprezo que já recebeu, as dificuldades do seu dia, as alegrias, desejos e vontades, enfim, não há nada encoberto diante Dele, nem mesmo aquele segredo que só você sabe, que está escondido em seu coração, encoberto diante das pessoas.

    Durante minha infância recebi grande atenção, amor e carinho das mulheres da família. Fiquei sabendo que eu era muito chorão, e que várias vezes quando demonstrava que iria chorar, me davam de tudo para que eu nem iniciasse o choro. Com o tempo aprendi a manipular as pessoas “engolindo fôlego”, chorava tanto até que tentava engolir a própria língua ficando com a pele toda roxa. Todos me davam atenção, então isto passou a fazer parte dos momentos onde eu não era compreendido. Conseguia receber o que queria usando deste tipo de choro. Quando alguém me fazia mal eu começava a fazer papel de vítima, algumas vezes até mesmo inconscientemente, até que com este comportamento conseguisse algo. Aprendi que ninguém me faria mal se fizesse papel de criança indefesa, de vítima.

    Aos quatro anos de idade fiquei doente e fui internado em um hospital por vários dias, Hospital Santa Rita, em Contagem. Lembro-me de ser muito apegado à minha mãe. Meus olhos não saiam de perto dela. Não queria ficar no hospital, a não ser que minha mãe ficasse comigo, sempre. Levaram-me para um quarto que continha vários berços, recebi atenção das enfermeiras e da família. Dormi e quando acordei, olhei à minha volta e não vi ninguém que conhecia, e pior, não vi minha mãe. Comecei a chorar, a soluçar, queria minha mãe. As enfermeiras tentavam me fazer parar, e cada vez mais eu chorava. O cansaço aumentou e não agüentei, cai num sono profundo e quando acordei minha mãe já estava de volta. Como foi difícil este momento, tive a sensação de abandono. A figura materna era mais forte para mim do que a figura paterna. Não tenho na lembrança de ter chorado assim pela presença do meu pai.

    Quando alcancei a idade de ir para a escola, um desespero afligiu minha alma. Simplesmente chorava até que a professora ligasse para minha mãe ir me buscar. E isto se repetiu por várias vezes, eu não queria ficar ali com aquelas crianças num lugar que não era meu. Não ficava à vontade de estar ali, de pedir para a professora que eu precisava ir ao banheiro, tinha vergonha de tudo, trazia comigo timidez e insegurança. Este comportamento levou-me a ouvir muitas palavras destrutivas vindas dos outros alunos. Ouvia por diversas vezes me chamarem de chorão, de menininha. Estas palavras feriam demais meu coração, e me afastavam deles. Procurei não demonstrar que estava sendo ferido. Como gostaria de ser aceito por eles.

    Uma vez, estava de mãos dadas com meus pais, fomos até um posto de gasolina perto de casa. No caminho encontramos uma mulher que os conhecia, ela olhou para mim e disse: “que menina mais linda!”. Meus pais disseram: “Não é menina, é menino”. Como fiquei triste de ser comparado com uma menina mais uma vez. Por não gostar de futebol e corrida de fórmula 1 recebia cobranças da família e amigos. Gostava de estar com as meninas, identifiquei-me com elas, eram calmas e falavam comigo, nos entendíamos muito bem. Ao contrário dos homens, eu os via correndo atrás de uma bola, sem camisa, suados, gritando um com o outro e achava tudo isto uma perda de tempo. Sentia certa exclusão por não gostar do que eles gostavam. Como poderia sentir vontade de estar com eles se estavam sempre me jogando para longe do seu grupo com brincadeiras e comentários? Na escola tinha aula de educação física e sempre tinha que parar por causa da falta de ar. Fazer educação física era passar por vários constrangimentos, como ficar com dificuldades para respirar e receber as palavras dos meus colegas, de que eu era de vidro, não conseguia nem jogar bola que ficava doente. Para proteger-me das provocações dos meus colegas eu fazia com que a falta de ar ficasse sempre pior e assim, eles veriam que realmente era difícil para mim. Gostaria de ser como eles, “hominhos”, tinham gosto de jogar bola e fazer esporte. Não conseguia fazer parte do clube, pois até mesmo as conversas sobre meninas e sexo não me agradava. Falavam de como iriam fazer com uma menina, como eles estavam conhecendo seus corpos. Como se gabavam de contar estas histórias. Estas conversas serviam para me constranger, achava que sexo era pura maldade. Cresci achando o sexo algo muito vulgar. Não havia ligação do sexo com amor, era sempre ligado a maldade, para mim era algo pecaminoso e errado e que só era feito às escondidas.

    Certa vez meus primos me levaram para brincar em um parque que estava na cidade. Minha mãe e tias me vestiram e cuidaram de mim. Ao olhar no espelho não gostei do que vi. Não gostei da minha roupa. Meu cabelo me fazia parecer uma menina. Saímos de casa em direção ao parque. Até então tudo estava indo bem. Em um certo momento, fiquei longe dos meus primos, e me vi frente a um grupo de adolescentes que ficaram a minha volta e começaram a zombar da minha roupa e cabelo. As palavras eram duras, fui chamado de “veadinho”, menininha, “bichinha”. Como aqueles garotos podiam fazer aquilo, vieram do nada e me atacaram com palavras que feriram profundamente minha alma. Novamente ali estava eu, fora do grupo, excluído do clube dos meninos, queria ser aceito por eles, só isto. Assim que consegui sair do meio deles fui para casa, sozinho, carregando comigo todo aquele emaranhado de sentimentos ruins, nem avisei meus primos. Ao chegar em casa, recebi uma bronca por ter vindo embora sozinho. Meus primos ficaram zangados comigo. Não entenderam o porquê do meu comportamento. Guardei comigo o que houve naquele parque e sofri sozinho. Passei a conviver com estes sentimentos dentro de mim, uma mistura de mágoa, tristeza e solidão. Novamente senti a exclusão, o desprezo e a dificuldade de fazer parte do clube dos meninos. O que havia de tão mal nestas pessoas que não faziam nenhum esforço para me aceitar no meio deles? Várias vezes os meninos do bairro perto de casa se reuniam para fazer brincadeiras sexuais entre si, neste momento eu me sentia aceito por eles. Neste momento eles deixavam que eu participasse das brincadeiras, por um bom tempo aprendi a fazer as “sacanagens” que um fazia com o outro e a desejar aquilo. Enfim fui aceito.

    Minha mãe começou a trabalhar fora de casa, saía cedo e só voltava à noite. Uma empregada passou a fazer parte da rotina da casa durante todo o dia. No início da noite eu ficava sentado na frente do portão de casa esperando minha mãe chegar. Quando ela chegava uma felicidade surgia em meu coração. Toda vez que eu ia para casa de algum primo para dormir fora, eu chorava até que me trouxessem de volta. Podia passar o dia com eles, mas na hora de ir dormir eu queria ir para casa. Em um certo dia, uma de minhas tias e seus filhos estavam conosco em casa. Ela tinha uma menina e um menino da minha idade. Estávamos brincando no quintal e esta tia teve a idéia de me vestir com roupas de menina, até passou batom e maquiagem no meu rosto. No início achei legal, gostei de estar vestido de menina, mas logo vi as pessoas que passavam na rua olharem para aquela situação e rirem de mim. Corri para trás de um monte de pedras e me escondi. As pessoas riam e faziam piadas ao me verem vestido de menina. Acredito que esta tia me vestiu de menina porque percebeu que eu gostava do que as meninas gostavam. As brincadeiras de menina me chamavam atenção, tanto que eu brincava de boneca e de casinha com elas. A conversa delas agradava mais do que a conversa dos meninos, elas sabiam me receber e me aceitavam sem críticas e restrições. As meninas não zombavam de mim. As pessoas a minha volta percebiam este comportamento em mim, cada uma reagia de uma forma. Uns eram mais vorazes em seus comentários, me chamavam de “bichinha”, “veadinho”, menininha, outros não diziam nada, outros ficavam falando entre si. Toda família reconhecia que eu tinha um “jeitinho”, mas não tocavam no assunto.

    Aos nove anos de idade comecei a pensar em namorar e nutria um carinho por uma menina. Quando comentei com meus colegas, eles riam e diziam que eu não ia conseguir porque não gostava de meninas e era “efeminado”. Simplesmente me rotularam por verem em mim um comportamento mais tímido e introvertido. Com toda minha insegurança e timidez fui até o encontro desta menina que eu gostava. Quando cheguei perto dela fiquei mudo, com muita vergonha da situação não fiz nada. Criei uma expectativa não só em mim, mas nas pessoas que me levaram até ela. Ficavam me cobrando para que fizesse um movimento na direção dela. A vergonha tomou conta de mim e só consegui trocar algumas frases com ela. Percebi que seria complicado demais me relacionar com ela ou com qualquer menina que fosse por causa da vergonha e timidez. Passei a conviver com um sentimento de frustração e impotência. Fiquei convencido de que não conseguiria namorar uma garota. Conseguia sonhar com uma menina, imaginar namorando e passeando, mas quando o sonho ia se tornando real e vendo que não daria conta da situação, parava tudo. Ao contrário de mim meus colegas se davam muito bem com as meninas, tinham uma certeza do que eram e poderiam fazer com elas que eu não entendia. Tinham o domínio da situação, não tinham vergonha nem timidez. Estavam se dando bem em suas paqueras, namoros e intimidades. Tudo isto era muito difícil para mim.

    Devido às dificuldades financeiras de minha família, meu pai foi para o sul, cidade de Curitiba no Paraná. Conseguiu um trabalho em Pontal do Paraná. Sem ele conosco, nos mudamos para o apartamento de minha avó. Que época difícil para todos nós. Morar numa casa que não era nossa, conviver com pessoas que tinham seus compromissos, suas manias. Senti falta do meu pai. Escrevi diversas cartas para ele falando da saudade que sentia e de que gostaria de tê-lo por perto. Ele era um homem calado, de poucas palavras. Não demonstrava carinho físico nem verbal pelos filhos. Gostaria que meu pai fosse como os pais dos meus primos, que abraçavam, davam atenção e era próximo deles. Raramente eu via meus pais demonstrando carinho um pelo outro. Sabia que se gostavam mesmo não vendo na prática o amor que tinham entre si. Nem imaginava que eles faziam amor, acreditei na mentira que uma cegonha trazia os bebês e que o beijo poderia engravidar uma mulher. Não lembro de meu pai falando que me amava ou que gostava de mim. Uma vez, estava na sala de casa no colo dele. Brincava com o cabelo do seu peito e na TV passava uma novela chamada Pai Herói. Na abertura desta novela tocava uma música muito bonita falando do relacionamento entre pai e filho. Enquanto a música tocava, uma cena me chamou atenção. Um quebra cabeças era montado, e aos poucos surgia um caminho entre árvores e um menino caminhando junto à figura do que seria seu pai. Detalhe, a figura do pai não foi preenchida, estava em branco. Uma criança passeando de mãos dadas com o pai, seu pai herói, por outro lado o pai não estava lá, ele estava presente, mas ausente. O que deve ser mais cruel para a formação de uma criança, um pai presente ausente ou um pai que mora longe? Era assim que me sentia em relação ao meu pai, um vazio, uma necessidade de aceitação por parte dele, de receber carinho e ser amado. Mas, por mais perto que ele estivesse fisicamente de mim, sentia um abismo enorme entre nós. Eu queria um pai herói, que estivesse junto de mim, mas ele não era assim. Hoje sei que ele não poderia me dar o que não tinha aprendido e nem recebido dos pais dele.

    Aos 14 anos de idade recebi a notícia que teríamos que ir morar em Curitiba. Lá estávamos eu, minha mãe e irmã, dentro de um carro indo para a rodoviária de Belo Horizonte. Ainda dentro do carro, olhei para trás e vi minhas tias e avó sendo deixadas para trás. Ao chegar na cidade de Curitiba senti as dificuldades que estavam por começar, não só para minha família, mas principalmente para minha vida. Ficamos hospedados na casa de parentes. Havia uma pessoa conhecida que estava descobrindo sua sexualidade vendo fotos em revistas pornográficas. Uma vez ela pediu-me que devolvesse uma destas revistas para uma amiga, e no caminho abri e fiquei vendo as fotos. Fiquei surpreso ao ver o que aquelas mulheres faziam, era a tal da maldade que sempre ouvi dos meus colegas. Toda vez que ouvia meus colegas, tios, primos falarem de sexo, era de uma forma totalmente maliciosa e sem respeito nenhum com a figura da mulher. Pensei que só as mulheres impuras é que faziam sexo. Fiquei com a imagem daquelas fotos na minha mente e ao ver o corpo nu dos homens naquela revista lembrei-me das brincadeiras que fazia com meus primos e colegas do bairro. Associei as brincadeiras sexuais que aprendi com eles aos homens das fotos pornográficas. Percebi que desejava o corpo daqueles homens.

    Começou o ano letivo e fui matriculado em uma escola. Novamente, ao conviver com outros pré-adolescentes, percebi minha dificuldade de relacionamento. Logo as palavras que feriam minha masculinidade começaram a ser ditas pelos meus novos colegas. Minha timidez aumentava a dificuldade de relacionamento com as pessoas. Neste tempo queria namorar mesmo sabendo da minha dificuldade de relacionamento com as meninas, principalmente quando imaginava que elas faziam sexo daquela forma que vi nas revistas pornográficas. Sexo para mim não estava relacionado com amor e sim com maldade. Meus amigos já falavam de seus envolvimentos, suas intimidades com as garotas, suas experiências sexuais e eu nada. Com 18 anos arrumei uma namorada, gostei dela. Em pouco tempo de namoro ela começou a ter atitudes que me assustaram, teve iniciativas que fizeram com que temesse estar com ela. Ela já havia tido suas experiências sexuais e eu não. Certa noite, em uma danceteria, ela pediu-me que a tocasse de modo mais íntimo e recusei por estar no meio de pessoas. Ela insistiu, fiquei constrangido. Como eu não tomava nenhuma iniciativa ela disse ao meu ouvido: “às vezes acho que você não é homem”. Naquele momento, veio em minha mente todas as palavras de maldição que feriram minha masculinidade. As palavras da minha namorada me feriram profundamente. Minha atitude naquele momento foi deixá-la naquele lugar. Sai dali e não a vi por um bom tempo. O que havia se quebrado na infância e adolescência veio a se quebrar ainda mais. Decidi não ter relacionamento com mulheres, com ninguém, assim estaria seguro. Decidi ficar sozinho.

    Neste mesmo ano, meus pais viajaram e fiquei sozinho cuidando da casa. Alguém tocou a campainha. Ao abrir a porta qual minha surpresa ao ver aquela garota da danceteria, minha ex-namorada ali, na porta de casa. Deixei-a entrar e ficamos vendo TV e conversando. Aconteceu um beijo e logo ela tirava sua roupa e me levava para o quarto. Fiquei em pânico, meu corpo inteiro travou. Mas ela insistiu em manter relações não respeitando meu pânico. Fugi dali. Após um tempo levei-a para casa e achei que tudo estaria resolvido, não a veria mais. A ferida deste abuso sexual já estava instalada em minha alma. Simplesmente fingi que aquele constrangimento não aconteceu, não dei atenção aos sentimentos que passei ali. Não fazia idéia do abuso sexual que havia passado, do que isto causaria em minha vida a partir de então. Descartei toda hipótese de me relacionar com mulheres, iria ficar só pelo resto de minha vida. Senti frustração, insegurança, medo. Senti minha masculinidade ser destruída. Todas as palavras de maldição que recebi até então se materializaram na minha mente. Era como se aquela garota houvesse descoberto o meu segredo, o meu medo, que eu poderia ter problemas, que talvez não fosse homem, assim como ela havia dito para mim naquela danceteria. Após este acontecido, o rumo da minha vida começou a mudar, eu não fazia idéia do deserto, do engano que viria a passar.

    Neste mesmo ano consegui um trabalho em uma empresa. Nesta empresa conheci um rapaz que era assumidamente homossexual e às vezes se comportava como homem e às vezes como mulher. Ele não escondia de ninguém que gostava de homens e algo a mais conquistou minha confiança, fui aceito, não houve rejeição e exclusão, me vi aceito no meio ao qual ele estava inserido. Aquele rapaz que se dizia homossexual me aceitou no clube. Fizemos amizade e logo recebi um convite para participar de um churrasco em sua casa. Mesmo com muito medo do que poderia ver ali decidi ir. Chegando lá, presenciei uma cena que mudou realmente o rumo da minha vida. Ali havia homens namorando homens e mulheres namorando mulheres. Fiquei assustado e ao mesmo tempo aliviado por saber que aquilo era real, que existiam pessoas que gostavam de se relacionar com o mesmo sexo de forma aberta e sem receio do que os outros iriam falar delas. Conhecei uma garota que estava na mesma situação, foi ali para ver o que acontecia na vida daquelas pessoas tão diferentes em sua forma de amar. Fiz amizade com ela e ficamos juntos conversando sobre essa nossa descoberta. Ela nunca havia se relacionado com o mesmo sexo, estava noiva de um homem até pouco tempo, mas decidiu terminar o noivado porque acreditava estar amando uma mulher. Assim como eu, ela havia descoberto pessoas que se rotulavam de homossexuais e que de imediato nos aceitaram sem nenhum desprezo.

    Depois deste encontro, minha vida mudou. Meus caminhos se voltaram para a homossexualidade. Passei a ter amigos e amigas homossexuais e a participar de um grupo que me aceitava. Porque sofrer tanto com as palavras de maldição que recebia dos outros durante minha vida inteira se poderia fazer parte daquele meio homossexual, onde ninguém zoava de mingúem por gostar do mesmo sexo. Doce ilusão, doce engano, mal sabia que o pior estava por vir. Havia muita festa, muita risada, muita maquiagem, mas quando a cortina se fechava, o vazio e a insatisfação daquela vida apareciam por trás dos bastidores. Ah se eu soubesse o caminho pedregoso que iria ter que atravessar. Comecei a freqüentar bares e boates para homossexuais. Fiz novos amigos e identifiquei-me com a história de cada um. Todos passaram por situações parecidas com a minha. Com o passar dos anos eu entrava cada vez mais na prática da homossexualidade. Passei a acreditar que havia nascido homossexual quando direcionei meus desejos e vontades sexuais para a prática homossexual, aceitei então que não haveria mudança, sempre seria homossexual. Fiquei 12 anos nesta prática, sem contar os anos decorridos da infância até a adolescência, onde pensava que era diferente, que algo estava errado comigo. Pensei que havia descoberto a verdade, onde tudo que havia escutado de maldição se resolvia naquele mundo homossexual que descobri. O último relacionamento durou cinco anos. Não é necessário descrever aqui tudo o que fiz enquanto na homossexualidade, mas posso dizer que realmente acreditava que havia nascido assim. Não existia nenhuma possibilidade de mudança. Nestes 12 anos que passei na prática da homossexualidade, foram poucos os momentos em que me senti seguro. Pelo contrário, vivia na insegurança e na busca de amor e aceitação, que jamais encontraria nos rapazes com quem estive, eles não poderiam preencher o vazio do meu coração, homem nenhum poderia. De repente, tudo começou a mudar e seguir um novo caminho em minha vida. Aquele brilho da descoberta do meio homossexual começou a passar. Aquele vislumbre de poder “sair do armário” que me acometeu no início começou a perder sua força. Após anos de prática homossexual entendi que nada preenchia o vazio e a insatisfação daquela vida. Minha vida na homossexualidade girava em torno de bares, boates, paquera, insegurança, parecia que meu coração havia virado carne moída. Ninguém me levava a sério por muito tempo. A novidade de estar com alguém logo passava. Meus amigos viviam trocando de parceiros. Quanto engano. Na realidade eu buscava em outro homem aquilo que faltava em mim, precisava suprir uma carência que havia em minha alma que homem nenhum iria preencher, pois nem mesmo eles estavam satisfeitos consigo mesmo.

    Cansei de ver meus amigos passarem de mão em mão, trocando de parceiros como se troca de roupa. Pensei na hipótese de abandonar a prática homossexual. Como sair se estava preso naquela vida? Enfim foram 12 anos na prática de um erro que fazia parte da minha vida. A vida na homossexualidade até então era o que eu sabia fazer e até então era verdade para mim. Certo dia liguei para meu irmão menor e pedi que me ajudasse, precisava levar o que era meu para casa de minha mãe. Saí da casa daquele rapaz, com quem vivi por quase cinco anos, não suportei tanta incerteza, tanta mentira, infidelidade e insatisfação sexual. Meu irmão veio até a casa onde morava e lá estava eu com três sacos de lixo com tudo o que me pertencia dentro deles. Retornei para casa de minha mãe carregando comigo três sacos de lixo, financeiramente falido e numa tremenda dependência emocional, deixando para trás um “amigo” e tudo que até então achava que era verdade em minha vida.

    A dependência emocional que nutria pelo meu “amigo” estava me matando a cada dia. Olhei para minha vida e percebi que havia construído minha história numa areia movediça. Tudo afundou nesta areia, assim como os amigos, as festas, os relacionamentos, os amores, as paixões. Cai numa depressão profunda. Surgiram questionamentos em minha mente do tipo: quem sou eu? O que fiz até agora? Acreditei ter nascido homossexual e agora percebo que esta prática está me matando. Precisava mudar, mas como? Deixar a prática homossexual era uma hipótese que estava longe demais para alcançar, ainda mais com desejos e sentimentos por pessoas do mesmo sexo.

    Conseguia manter meu trabalho mesmo com a depressão. Programei em minha mente uma situação para que pudesse sobrevier à depressão e a dependência emocional que sentia pela vida na homossexualidade e por todos que lá ficaram. Era como se acionasse um botão imaginário em minha mente onde programava meu corpo para sair em direção ao trabalho, depois o desligava ao chegar em casa. Funcionou mesmo com angústia e tristeza tomando conta da minha alma. Minhas forças estavam se esgotando. Olhava para trás e não gostava do que via, o presente estava me torturando, olhava para frente e não visualizava nada. Dentro desta dor emocional ao qual estava enfiado, de tanto pranto, surgiu uma ajuda, uma mão que estava estendida para mim, pronta para me segurar até que recuperasse minhas forças e pudesse caminhar novamente. De repente recebi uma palavra de conforto e surgiu uma esperança. Uma porta de esperança onde não havia nada.

    Minha mãe, vendo toda minha angústia, fez-me um convite. Indicou que fizesse uma visita em uma igrejinha onde lá haveria uma missionária falando da Palavra de Deus. Não tinha nada a perder e aceitei o convite. A igreja era pequena, no Bairro Boa Vista. Lá estava eu sentado no meio dos ouvintes. A pastora anunciou a missionária que iria pregar naquela noite. Quando a missionária começou a falar do amor de Deus, meus olhos se encheram de lágrimas. Até então nunca havia ouvido alguém falar do grande amor de Deus pela minha vida, de um Deus que entregou seu Filho por amor de mim. Comi aquelas palavras, bebi de uma água (a Palavra de Deus) que poderia matar a minha sede. Ouvi que Deus me amava e poderia mudar a história da minha vida, que iria dar um novo significado para minha história e bastava eu crer no Filho de Deus, em Jesus. Comecei a buscar por este amor, por este Deus que ela falou tão bem. Um Deus que me prometia fidelidade, salvação e vida eterna através de Jesus. Jesus passou a ser parte da minha caminhada e através dEle encontrei resignificação da minha história.

    Ao retornar para casa olhei para mim e permiti Deus mudar minha história. Surgiu uma esperança onde até então não havia nada. Tentava imaginar como aquele Deus mudaria minha vida. Em poucos dias, um gerente que trabalhava no mesmo setor que eu, vendo que minha angústia estava me consumindo, fez-me um convite. Amavelmente convidou-me para visitar a casa dele e participar de uma reunião. Aceitei de imediato sem saber o que realmente aconteceria nesta reunião. Ao chegar lá, fui recebido por pessoas de uma igreja que me amaram muito, um amor sem cobranças e julgamentos, apenas me amaram. Estudamos a palavra de Deus e comecei a aprender mais sobre aquele Deus que a missionária falou que iria mudar minha história, que iria dar um novo sentido para minha vida. No meio da dor, angústia e desespero senti o amor de Deus me envolver. Entendi que não estava sozinho neste momento tão difícil.

    Em um destes encontros comentei da vida que levei na homossexualidade. Fui apresentado para um casal que ali estava. Um casal disposto a caminhar comigo. Toda semana eu estaria com eles para receber ajuda e orientação através das verdades que estão na Bíblia. Desesperadamente aceitei o desafio. Passei a fazer parte da rotina daquela família e a freqüentar uma igreja, pois precisava criar um novo círculo de amizades. Ficou combinado que toda segunda-feira eu estaria junto com o rapaz para estudar a Bíblia e fazer um discipulado. No primeiro encontro eu “vomitei” tudo o que estava preso em meu coração. Contei toda minha história e a dor emocional que ainda sentia. Ele ouviu pacientemente e falou que eu não era homossexual, disse que eu estava homossexual. Estas palavras entraram em meu coração e neste momento pensei que ele estava totalmente enganado, que não sabia o que estava falando. Eu sabia de tudo o que havia feito, da vida que levei na prática homossexual, dos desejos e vontades que tinha pelo mesmo sexo. E ele vem me dizer que eu não era homossexual. Imagina, tinha acabado de sair de um relacionamento homossexual de cinco anos e vem alguém me dizer que eu não era homossexual. Resolvi dar uma chance e continuei o discipulado. Começamos a sair e conversar não só sobre Bíblia, mas sobre relacionamento homem e mulher. Várias vezes íamos andar a cavalo em uma cidade próxima de Curitiba, chamada Campo Largo, comprei meu próprio cavalo. Foi muito terapêutico, pois lá eu ficava envolvido com outras atividades esquecendo da dependência emocional e da dor que sentia em meu coração.

    A luz da Palavra de Deus trouxe a verdade, caindo toda mentira e engano. O vazio que havia em meu coração foi preenchido pelo amor de Deus. Conforme ia aprendendo a viver com Jesus, as mentiras iam sendo descobertas. Posicionei-me com todas as armas oferecidas na sua Palavra para resistir às imposições do mundo. Eu e o rapaz que vivia comigo, tínhamos uma Bíblia aberta na cabeceira da cama de casal, aberta em algum Salmo que não falava do erro em que vivíamos. Só líamos o que nos era conveniente, era mais fácil. É mais fácil dizer que a Bíblia precisa ser revista do que buscar mudança de vida.
    Durante madrugadas estudei a Bíblia, procurei nela por algo que favorecesse a homossexualidade e não encontrei. Neste período clamava em oração por ajuda, chegava em casa na sexta-feira após o trabalho e só saía na segunda-feira para trabalhar. Lembrava-me das festas, do falso brilho, muita risada, gente bonita em suas roupas de marca, barriga cheia de comida e um espírito vazio, mas ao raiar do dia o falso brilho começava a se apagar e aí sim, vinha o vazio daquela vida. Não aceito mais isto em minha vida, hoje a luz que brilha em meu coração vem de Jesus e que a satisfação que tenho em viver vem dEle. Descobri que Deus me amava, mas não ao erro que cometia. Deus não condenaria esta prática em minha vida sem antes oferecer uma saída. A saída está na sua Palavra que é viva e eficaz e no amor de Jesus. Através do Espírito Santo fui convencido do erro em que vivia. Pois só o Espírito Santo pode nos convencer do erro, da justiça e do juízo. Compreendi e aceitei como verdade textos bíblicos que até então eu não aceitava como verdade. Achava que era somente para aquela época. Qual minha surpresa ao ver em minha vida as promessas de Deus serem cumpridas. Aquelas palavras de muito tempo atrás estavam causando efeito em minha vida hoje. A Palavra se mostrou em mim viva e eficaz.

    Pude então perceber que realmente havia uma inversão na minha forma de amar. Analisei toda minha vida e conclui que durante o passar dos anos eu estava sendo “construído” para levar uma vida na homossexualidade. Seria difícil uma criança viver as situações que passei e não entrar na homossexualidade. O que havia sido aprendido poderia ser desaprendido. Na verdade aprendi a ser homossexual, e tudo o que fiz na prática homossexual não alterou minha heterossexualidade. Precisava não só mudar radicalmente, mas manter-me nesta mudança. Então tomei a decisão, fiz uma escolha, mudar a história da minha vida, buscar um sentido real para minha história. Conforme superava minhas dificuldades passava a ajudar outras pessoas. Iniciei um trabalho voluntário em uma casa de apoio onde havia crianças, jovens e idosos na mais drástica situação de abandono. Convivi com pessoas que contavam com ajuda voluntária para sobreviverem, pessoas que não serviam mais para a sociedade, deixadas de lado em conseqüência de suas escolhas erradas tais como uso de drogas, prostituição, tráfico entre outras. Algumas pessoas vinham das ruas, sujas e maltrapilhas, outras de famílias completamente disfuncionais. Olhei para a realidade delas e entendi que em meio a minha dor, poderia doar algo de mim para ajudá-los.

    O tempo que passei nesta casa de apoio ajudou-me a crescer e amadurecer como pessoa. Sabia que poderia continuar com o trabalho voluntário, mas também aceitei que precisava de ajuda para tratar as minhas feridas na alma. Senti que faltava tratar algumas áreas em minha vida que estavam atrapalhando meu crescimento como cristão e como homem. Sentia solidão, passei a pensar em conhecer uma garota e poder fazer este trabalho voluntário junto com ela. Este passo, deixar uma mulher entrar em minha vida, exigiria muito de mim, teria que abrir mão de várias conquistas para alcançar este momento tão importante, pois não queria ficar só. Decidi não viver mais com homens logicamente teria que me relacionar com uma mulher. Só de pensar nas áreas de minha vida que teriam de ser tratadas eu já ficava em pânico. Não se trata da homossexualidade e sim das raízes que sustentavam a homossexualidade na minha vida. Algumas pessoas que praticam a homossexualidade são completamente contra alguém oferecer ajuda a uma vida que deseja sair desta prática sexual. Isto é uma in justiça, eu precisei e busquei por esta ajuda e fico feliz por ter conseguido. Toda pessoa que está insatisfeita com sua homossexualidade deve ter a liberdade de buscar apoio. Nada mais justo do que isto, quem deseja estar na homossexualidade que fique, procure ser feliz, mas os que estão insatisfeitos merecem receber o apoio devido. Deve haver respeito para os dois lados. Se eu não tivesse recebido ajuda para deixar a prática homossexual não estaria vivendo esta felicidade e satisfação que tenho hoje fora desta prática. Sou contra quem condena e dificulta a vida dos praticantes da homossexualidade, deve-se com toda certeza ter respeito com todos. Quando decidi sair da homossexualidade, as pessoas que me ajudaram em nenhum momento quiseram mudar minha sexualidade, pois elas sabiam que sempre fui heterossexual, e que tudo que fiz e achei ser na questão homossexual não alterou minha heterossexualidade. Então, quando vejo alguém querendo impedir que se ajudem pessoas que voluntariamente buscam apoio para deixar a prática homossexual, fico perplexo, pois esta pessoa não está sendo justa. Há tempos atrás acompanhei um debate entre praticantes da homossexualidade e políticos sobre a questão de proporcionar ajuda aos que buscam voluntariamente deixar a prática homossexual. Neste debate, um praticante da homossexualidade foi questionado se em algum momento buscou ajuda para deixar esta prática e ele respondeu que sim. Isto quer dizer que ele teve a oportunidade de escolher buscar ajuda, porém não deu certo, e vem agora impedir que outros façam o mesmo?

    Assim como eu, que era convicto da minha homossexualidade, um dia me encontrei muito insatisfeito e busquei ajuda para mudar, concordo que se ofereça apoio aos que buscam mudança de comportamento. Hoje posso viver a heterossexualidade de forma plena, imagina se houvesse algum impedimento?

    Todos os rapazes com quem estive mantinham no seu íntimo a vontade de um dia terem uma vida diferente. Eu podia bater o pé e negar com minhas atitudes e palavras, mas no coração eu desejava mudar. Deixar anos de prática homossexual exigiu de mim cura das feridas da alma, foi um processo gradativo e levou seis anos. Se tivessem prometido mudança instantânea e isto não ocorresse, eu poderia ir embora por não ver meus desejos e vontades transformados de um instante para outro e pior, poderia desacreditar do maravilhoso evangelho de Cristo. Mesmo no erro fui muito amado pelas pessoas que me evangelizaram. Aprendi que Jesus realmente veio ao mundo para buscar e salvar a todos que estão cativos do erro. Precisava buscar Deus de todo o meu coração, de toda minha alma e entendimento, pois não há transformação se não houver busca. Foi preciso abrir mão das situações que até então dominavam minha vida.

    Muitos “amigos” do meio antigo me ligavam, não para me ajudar, mas para piorar o estado em que me encontrava. Lembro-me de uma ligação que recebi logo que decidi me afastar daquele meio. A pessoa dizia: ”Como está você Saulo, neste carnaval com quantas pessoas você ficou? Respondi: nenhuma. E ela dizia: “não posso acreditar, pois eu fiquei com seis pessoas nestes dias de carnaval!””. Quanto vazio, hoje se puder falar com esta criatura novamente eu diria: “venha conhecer a verdade, a verdade que trás paz e descanso para sua alma, saia deste abismo e venha para a luz que é viver com Jesus. Somente em Jesus poderá encontrar descanso e conforto para sua alma”. Cansei de buscar consolo, amor e aceitação através da homossexualidade.

    Uma vez aceitei um desses convites, o risco de regredir foi altíssimo, fui a um lugar que já havia freqüentado, e pela primeira vez pude perceber como eu havia vivido. Aquele bar parecia um açougue, onde bastava olhar para o lado e tinha um pedaço de carne para se relacionar comigo. Pude perceber como eu buscava me identificar com alguém, como procurava no outro o que faltou receber do meu pai e da minha mãe. Não poderia alcançar resignificação de vida voltando ao que sempre fiz, praticar a homossexualidade. Continuei a caminhada e abracei Jesus com toda minha força. Nenhum erro está fora da redenção de Deus, nenhum. O amor de Jesus pode alcançar o mais profundo abismo. Passei a compreender a diferença entre tentação e pecado. Eu possuía o Espírito Santo que Deus me dera não para me impedir de ser tentado, mas para que me capacitasse a resistir e não ser vencido pelas tentações. Precisava de amadurecimento espiritual. Era preciso dedicação constante de minha parte. Neste momento eu precisava de amor e não de julgamentos.

    Durante muito tempo continuei recebendo ligações para sair nos bares e boates, relutei para não aceitar estes convites. De repente Deus providenciou uma mudança na minha vida. Que surpresa mais agradável. O louvor no final deste testemunho diz exatamente sobre esta libertação que recebi. Meus caminhos estavam sendo endireitados. Afastei-me de tudo e de todos do meio antigo, precisava buscar alimento para sobreviver e permanecer firme. Hoje posso enxergar e estar aqui falando do que Deus tem feito em minha vida, para honrar e glorificar este Deus que sirvo, onde pude receber e aceitar a verdade que está em sua Palavra que liberta e dá vida. Descobri que estava alimentado por uma mentira, que acreditara em uma mentira. Quando pude perceber o que realmente eu tinha vivido, confessei que era pecador, aceitando Jesus como meu único Senhor e Salvador, precisava desaprender o comportamento errado que havia aprendido e a Palavra de Deus começou a fazer sentido. Entendi que conheceria a verdade, e se iria conhecer a verdade o que eu vivia era mentira, era falso, ilusão. Esta verdade me libertou do cativeiro ao qual me encontrava. Os rótulos que havia recebido começavam a cair. Hoje sou livre e sirvo a um Deus que muda o caminho errado e incerto de quem Ele quiser, e Ele quer que todos se salvem. Aquele que perder a sua vida por amor a Jesus encontrá-la-á. Lembremo-nos que Ele é o nosso Senhor, devemos nos curvar diante dEle. Ele nos dá o livre arbítrio para escolher entre a vida e a morte.

    Hoje falo da dificuldade que vivi enquanto na homossexualidade. Falo mais da verdade que descobri através da palavra de Deus, verdade que me libertou e me tornou livre de todo engano que envolvia minha vida. Para você que se acha livre, que faz o que quer, cuidado, você está mais preso do que possa imaginar. A minha liberdade enquanto na homossexualidade acabou se tornando minha prisão.

    Algum tempo atrás um travesti famoso deu uma entrevista em um programa de televisão, onde o entrevistador perguntou: “Você já colocou seios, já delimitou seu corpo com formas femininas, deixou o cabelo crescer, mudou seu rosto, seus lábios, pergunto: porque não faz uma cirurgia para tirar seu pênis e colocar uma vagina?”. Resposta: “Porque não quero fazer o que muitos travestis tem feito, passam horas com psicanalistas, horas de mutilação através de uma cirurgia, depois vão para casa se recuperar, e batem a cabeça na parede, porque sabem que foram feitos homens e pensam como homens”. As leis que hoje existem em países liberais, que asseguram o relacionamento homossexual, cirurgias para troca de órgão genital, seguro de vida, poderiam aliviar o preconceito à minha volta, facilitar o meu dia-a-dia, mas não poderiam assegurar e me proteger do vazio que estava dentro de mim. Existe perfeição em Deus. Compreendi que a vida homossexual que eu levava estava fora do plano perfeito de Deus para mim. A vontade de Deus para mim é boa, perfeita e agradável.

    Durante os estudos de 2º grau tive um colega de sala que recebia muitas palavras de maldição vinda dos outros alunos, ele apresentava um jeito efeminado e por isto era rotulado de “veado”, “bicha”. Quando comecei a freqüentar as boates, vi uma mulher que me chamou a atenção, estava vestida de modo muito sensual, fui até ela para conhecê-la, ao me aproximar reconheci seu rosto. Qual minha surpresa ao ver que não era ela e sim ele, aquele rapaz do 2º grau que era efeminado. Havia colocado silicone no seu corpo para ganhar formas femininas. Esta porção da sociedade que disse para este rapaz se aceitar assim, é a mesma sociedade que o jogou em um caldeirão de água fervendo. Há poder na Palavra de Deus, poder que pôde transformar minha vida desde que aceitei a verdade. Busquei cura para as feridas da alma e transformação no meu viver.

    Comentei no decorrer deste texto que desejava conhecer uma garota, não queria viver só, mesmo sabendo que teria que tratar outras áreas da minha vida que até então não havia tratado. Relacionamento com pessoas do mesmo sexo eu não queria mais, então precisava aprender a me relacionar com o sexo oposto. Participei de um encontro onde homens e mulheres insatisfeitos com sua vida na homossexualidade buscavam ajuda. Lá conheci uma psicóloga que comentou comigo sobre a necessidade de tratar algumas questões que estavam me impedindo de ter mais qualidade de vida, de alcançar meus novos objetivos. Eu já estava fora da prática homossexual fazia cinco anos. Trazia comigo cicatrizes que precisavam ser realmente tratadas. Agradeci o conselho desta psicóloga e sabia que iria precisar mexer nestas questões mais cedo ou mais tarde. Esta psicóloga tinha conhecimento do que estava falando. Até hoje não tive a oportunidade de dizer a ela, mas uma frase que ela me disse causou grande impacto em mim. Perguntei se ela estava tendo muitos problemas por mudar a sexualidade de uma pessoa de homossexual para heterossexual. A resposta foi tremenda: “Jamais busquei mudar a sexualidade de ninguém, todos são heterossexuais, apenas auxilio pessoas em diferentes áreas de suas vidas que acabam fazendo com que elas deixem de estar homossexuais”.

    Antes de ir para este encontro havia terminado meu namoro, pois estas questões que a psicóloga comentou afetavam minha saúde emocional. Conheci minha ex-namorada em uma casa de apoio que passei a ajudar. Cheguei lá para oferecer ajuda voluntária e a conheci ao participar como ouvinte de uma palestra sobre abuso sexual. Gostei dela naquele momento, e sabia que uma nova fase em minha restauração na sexualidade estaria por começar. Vou compartilhar com você um pouco deste momento. Convidei esta garota para tomar um café, mas minha real intenção seria pedir para ela namorar comigo. Estava nervoso e minha voz tremia, e falei que desejava namora-la. Passamos a ter uma amizade especial, onde saíamos para nos conhecer, e logo iniciamos nosso namoro. Tive admiração por ela, o desejo de estar com ela era mais forte do que o medo que sentia pelo desconhecido. Estava quase em pânico, pois tinha medo de algumas situações, medo de ficar sozinho com ela e ser abusado novamente, medo de ouvir novamente palavras que pudessem ferir minha masculinidade. Hoje consigo dar risada desta situação. Foi difícil cada momento deste relacionamento. Quando nós saíamos para namorar eu já planejava todo o percurso, desde o início até o fim, assim teria a certeza que não ficaríamos sozinhos. Com o namoro nosso relacionamento foi se estreitando e percebi que estaria em perigo. Então, terminei o namoro. Mais uma vez me vi sozinho fugindo de uma garota por estar com medo. Era necessário aprender a me relacionar com o sexo oposto, passar a ter relacionamento profundo e não superficial.

    Passou o tempo e senti saudades dela, detectei que o amor que senti por ela era maior que todo o medo. Mas ela poderia estar me esperando ou não, eu estava correndo este risco. Em uma viagem que fizemos com nossos amigos voltamos a namorar. Pela segunda vez a pedi em namoro. A fase do namoro foi passando e decidi comprar as alianças para o noivado. Localizei a loja que iria comprar as alianças, enquanto caminhava em direção á loja fui surpreendido por um ataque de pânico, parecia que havia uma multidão a minha volta lançando palavras e olhares de reprovação por estar para adquirir as alianças do meu futuro casamento. Venci o medo e entrei na loja sem demonstrar minha insegurança, tremia por dentro e suava muito. Guardei as alianças por um mês até marcar um passeio com ela para fazer uma surpresa. Levei-a para um passeio ecológico e no meio do caminho parei o carro e com o coração saltando pela boca a pedi em casamento. Foi uma cena inesquecível para nós dois. Neste momento estávamos demonstrando um para o outro a aceitação e concordância mútua da nossa união. Conto este fato para que possam entender a dificuldade que havia em meu ser para alcançar o meu sonho de ter uma mulher ao meu lado. Teria que vencer o medo.

    Certa noite, ao voltarmos de uma formatura, senti medo de ficar sozinho com ela, mesmo estando noivo. Decidi compartilhar com minha noiva sobre este medo, pois não queria estar casado e de repente ter medo de estar com ela em casa. Decidimos que eu iria procurar ajuda profissional, de algum psicólogo, e isto seria antes do casamento. Levei esta questão do medo para uma psicóloga de minha confiança, e falei do meu medo de ser abusado sexualmente pela minha noiva, do medo que havia na minha mente de ver minha masculinidade ser destruída novamente. Mesmo sabendo que minha noiva jamais faria isto senti medo. Era como se entre eu e ela surgisse um monstro enorme chamado “Abuso Sexual” e “Palavras Destrutivas”. Interessante que neste momento a questão da homossexualidade nem foi levado em conta. A homossexualidade havia ficado para trás e o que ficou foram resquícios de experiências ruins da infância e adolescência. Conforme ia tratando certas áreas em minha alma, a homossexualidade ficava cada vez mais distante. A psicóloga fez um trabalho excepcional em cima de várias experiências traumáticas que vivi, utilizou uma técnica chamada EMDR. Detectamos que o medo era devido ao abuso sexual que passei há 20 anos atrás. As sensações do abuso sexual e das palavras que ouvi ficaram em minha mente e sempre que algum gatilho era acionado o medo surgia na minha frente. Este gatilho poderia ser simplesmente uma palavra que ouvia, como exemplo: Estava ao telefone conversando com minha namorada e ela disse para mim que iria fazer algo bem gostoso assim que nos encontrássemos. Estas palavras acionaram um gatilho onde pensei que ela iria fazer o mesmo que a namorada que tive á 20 anos atrás que causou o abuso. Neste momento eu queria terminar o namoro e ficar longe dela, fugir dela. O medo fazia com que eu parasse e não enxergasse mais nada na minha frente, a não ser o abuso sexual que poderia vir a sofrer. A psicóloga utilizou esta técnica chamada EMDR que desensibilizou o trauma causado pelo abuso sexual. Por incrível que pareça, não sobrou nenhum resquício do abuso que sofri. Foi como ela disse no início do tratamento, que eu iria estar sentado no banco do passageiro de um carro olhando a paisagem passar. Estive sendo acompanhado por ela durante seis meses, em um período recebi a ajuda do seu marido. Foi de grande importância estar sendo aconselhado por este homem. Com ele pude ouvir situações que acontecem no relacionamento existente entre homem e mulher, como ter uma boa convivência com o sexo oposto. Conversávamos sobre sexualidade, intimidade sexual, relacionamento e outros assuntos de grande relevância para quem estava prestes a se casar. Este caminhar foi até o casamento e sei que posso contar com ele sempre que precisar. Procurei aproveitar todas as oportunidades que surgiam em minha frente, vários casais estiveram comigo neste período de restauração. Deixo claro aqui que em nenhum momento ninguém tentou mudar minha sexualidade, houve sim um tratamento de várias áreas da minha vida que acabaram atingindo uma melhora gradativa em minha sexualidade, onde os desejos homossexuais foram gradativamente perdendo força. O medo foi lançado fora, descobri que o verdadeiro amor lança fora todo o medo.

    Casei-me em 2006, agradeço a Deus por ter usado de pessoas em minha caminhada de restauração para que pudesse me relacionar adequadamente com uma mulher. Não há necessidade alguma em fazer o que eu fazia, a vida que levo com minha esposa é gratificante em todos os sentidos. Tenho alcançado saúde emocional e através disto tenho me tornado um homem melhor, um cristão melhor. As feridas na alma que carreguei por cinco anos, dificultavam minha caminhada como cristão. Quando aceitei a Cristo em minha vida tive a convicção que estava salvo, mas também sabia que precisaria tratar as feridas que estavam na minha alma. Deus também nos oferece saúde emocional. Paz é o que sinto. Realmente a vontade de Deus para os que o amam é boa, perfeita e agradável. Casei-me porque não queria viver só, mas não é o casamento que irá dizer que uma pessoa deixou a homossexualidade.

    Eu quero o bem desta terra e você? Muitos me chamam de louco, por ir contra o padrão deste mundo. Mas Deus escolhe as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias. Escolhe os pequenos para confundir os grandes. Para você que deseja mudança de vida, que está cansado de tudo que tem feito, saiba que há esperança para você, enquanto houver vida, haverá esperança. Declare com sua boca que Jesus é o único Senhor e Salvador de sua vida, procure um povo de Deus para receber você, um povo que pregue Jesus como único Senhor e Salvador, passe a viver conforme a sua palavra porque, assim como Jesus me chamou pelo meu nome, Ele também te chama pelo seu nome.

  78. Me desculpe,mais achei a abordagem meio que insana e preconceituosa.
    Acredito que a igreja tem que parar de pensar como ela pensava a trocentos anos atras.Temos de focalizar A PESSOA,naum o que ela faz u deixa de fazer,devemos ver o amor que a pessoa tem para com Deus,a graça que Deus põe em tal pessoa.

    A Homosexualidade,não eh escolha.Não eh justo que só heteros disfrutem de uma relação com outra pessoa,que tenham familia.

    Deixem Deus julgar,não a Igreja!Ela eh só a noiva,o Papa só o vigario,ele pode estar errado.Existe essa possibilidadee!Deixem esse assunto Neutro,pra que as pessoas possa se decidir!

  79. Lamento sobre essa entrevista… Lamento terem sido feitas tais perguntas de cunho preconceituoso, e ainda mais as respostas… Bah, que respostas !!! Fiquei impressionado !!! Com base em que se definiu essa diferença entre homossexualidade e homossexualismo ??? O termo “ismo” faz referencia a doença, e a homossexualidade já há alguns anos deixou de ser tratada como tal… Em que livros o sr tem buscado embasar suas idéias padre ???

    Se o casamento é sacramento, por que o papa e padres não se casam ???

    Deus é hétero ??? oO Conforme o padre Deus ama os héteros… (Isso me dá uma vontade tremenda de rir!!!)

    Davi e Jônatas não sentiam AMOR um pelo outro ??? Não precisavam nem ter relação “genital”(rsrsrs), mas somente sentir AMOR e trocar presentes e caricias não faz referencia a pecado???

    Oq é considerada homoafetividade santa, e homoafetividade pecaminosa???

    Essa entrevista é de grande importancia, para aqueles homossexuais que querem se martirizar ainda mais, sofrer ainda mais, penar ainda mais… E aos pais, os incentiva a bloquear ainda mais seus conceitos e pensamentos sobre essa REALIDADE, sim, a homossexualidade é REAL…

    JESUS JÁ PAGOU O PREÇO POR NOSSA FELICIDADE.. OUTRO SACRIFÍCIO NÃO PRECISA SER FEITO !!!!

    Sou homossexual, sou santo, e sou feliz, e desenvolvo minha fé em caridade, amor e devoção !!!

    PS: “Mestre, qual o resumo de toda a lei? Amarás a teu Deus acima de todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo…”

  80. Padre Joazinho,
    Sou homossexual e tenho uma companheira maravilhosa e vivemos uma união de muitos anos, q muitos heteressexuais não vivem. Somos católicas praticantes e comungamos todos os domingos, fomos formadas em famílias católicas e q nos aceitam da forma q somos, não levantamos bandeiras e nem tb ficamos criticando certos padres q são conhecidos de nossas famílias q são sim HOMOSSESSUAIS, como o Sr. mesmo diz com trejeitos afiminados. UM dia me confessando sobre esse assunto fiquei muito feliz com q ouvi do padre, diga de passagem do Mosteiro de São Bento em São Paulo e ele não me parecia homossessual, Deus ama a todos da mesma forma, é a sua forma que será levada em conta a Deus todo Poderoso e quem somos nós pobres mortais para dizer o que é certo ou errado.Sinto-me em paz comigo e com Deus é isso q Deus nos ensina em seus evangelhos. Acho que a igreja deveria agir de forma mais honesta pois, vcs todos sabem estatisticamente a quantidade de padres pedófilos e homossessuais que estão aí em suas paróquias dizendo as mais tremendas asneiras. Graças a Deus e a Maria Santíssima escuto a palavra q Deus nos dirigi não o q homem culto (teologo) formado mais de 3 vezes pode derepente numa frase acabar definitivamente com a vida de um ser humano muito amado por Deus. Olha eu me sinto muito mais muito amada por este Deus MIsericordioso que é Fiel e sempre será. Fica na paz de DEus aquela verdadeira que vem de dentro pra fora e q exala a alegria de viver as maravilhas q Deus nos deixou na bíblia sagrada q onde encontamos respostas para tudo em nossas vidas, e que são levadas a pessoas q precisam serem amadas e não criticadas e preconceituadas. Deus o abençõe padre e gostaria tanto de uma resposta sua, o senhor é muito esforçado.

  81. Padre eu posso construir uma família tendo essa tendência? E muito difícil tenho medo de tentar e minha esposa ser uma mulher frustrada, não escolhi ser assim tenho uma namorada luto contra isso, mas vivo no submundo acorrentado a essa vergonha e a esse medo de ser rejeitado pela comunidade e pela minha família.

  82. Boa noite, padre

    Fiquei muito espantado ao ler sua noticia e saber que senhor tem três doutorados e escreve isso, sobre a homossexualidade.
    Sou pesquisador da área, e sei que cada um tem sua maneira de ver e interpretar este fenômeno. E sei que a igreja cria a visibilidade e dizibilidade da forma que ela achar melhor. Penso que tenha se equivocado quando define homossexualidade e homossexualismo. Gostaria de saber das referencias bibliográficas que utiliza para isso.
    Fiquei chocado com que escreveu, não vejo neutralidade nenhuma em sua fala. Vejo apenas a presença do dispositivo do controle, querendo colocar um espinho na carne, e gerar confusão na cabeça das pessoas que não tem acesso a cultura para melhor compreender está questão.
    Talvez seja simples pra você, falar deste assunto em trinta minutos via programa de mensagens instantâneas. E falar do assunto como algo distante e do outro. E perguntas que não tocam na igreja e no nosso clero tão evolvido a homossexualidade.
    Fiquei profundamente envergonhado, um padre doutor com uma visão reducionista e preconceituosa. Que usa da fala meio que direciona para disfarçar suas projeções.

    Obrigado pela atenção.

  83. Padre vivo esse drama, tenho 25 anos e estou envolvido em um relacionamento homossexual a 5 meses.
    Eu sou muito católico, sou catequista, porém a pessoa que estou namorando propôs que vivêssemos a castidade até o periodo da celebração da crisma que ele vai fazer. Desejamos fazer o mesmo no período do Advento.
    Nesse periodo de 5 meses não comungamos nosso Senhor na Eucaristia, mais fui me confessar hoje levando pra frente esse propósito e o padre que sempre me confessa orientou a não comungar mesmo vivendo esse período de castidade pois não temos o intuito de separar.
    Não foi uma confissão, sim uma orientação. Ele não deu absolvição, o que eu faço? Procuro outro padre e confesso? Comungo ou não? Já tentei me separar mais ainda o sentimento é grande..

  84. Amada de Deus

    Ola padre sua benção. tenho 20 anos, entrei na faculdade e morei em uma republica, viv 6 meses nessa vida, tendo relacionamento com uma amiga, voltei para a ks de meus pais,e entrei para a fraternidade o caminho tava como vocacionada, só q não tav me axando digna de entra, pelo meu passado,agora sou pregadora do grupo de jovens da minha cidade,+ todo o sentimento que senti o ano passado, to voltando a sentir, uma vontade imensa de fik com uma menina, to desesperada… orem por mim…

  85. Estou feliz, em parte por vê que o senhor tratou o tema com uma certa imparcialidade mas não concordo com muitos dos seusargumentos. Na verdade estava procurando sobre o livro ” A graça de deus e o homossexual que mora ao lado” e acabei abrindo o seu blog, até por que tenho uma certa repulsa por religiosos que tentam explicar o homossexualismo pois estes usam as escrituras como justificativa para seus valores distorcidos. Não dá pra ebtender nessas regras comportamentais com é possível que eu, apenas por que amo pessoas com o mesmo sexo que eu tenho que ser infeliz por toda minha vida, já que eu não tenho vocação pra ser padre (preciso de sexo) e não vejo como autêntico pois já tive relacionamentos com mulheres (e não só eu, mas muitos homossexuais “testam” pra ter certeza de seus gostos) e não foi necessariamente ruim, o homossexualismo não exclui relações com inviduos do sexo oposto mas entenda, eu e a maioria dos homossexuais não nos sentimos atraido com a femininalidade e não com a genitália masculina. HOMOSSEXUALIDADE NÃO É UMA COISA RUIM APESAR DE NÃO SER NATURAL MAS ENFIM, NEM TUDO É…

  86. Bom gente, como cristã, entrego minha alma e coração a Deus, entretando não posso deixar de falar o quanto fiquei horrorizada com a entrevista do Pe. Joãozinho, que acabei de ler. Discordo de tudo q foi dito.
    A homossexualidade não é um limite, nem opição, ou seja lá oq vcs queiram falar. Gosto de falar q é uma identidade sexual. Nem se quer digo que é uma condição, pq falando assim parece q a pessoa está na condição de amar uma pessoa do mesmo sexo e q daqui a uns dias não, como se o amor fosse muito simples e banal.
    Acho q não devemos limitar o nosso amor aos nossos órgãos sexuais, todos nos somos pessoas, e nos apaixonamos e amamos pessoas. Um homem não escolhe se apaixonar por uma mulher loira, morena, alta, baixa, magra e etc. Acredito q ñ devemos condicionar o nosso amor, assim como Deus não condiciona o seu. Então pq falar q o amor q o homossexual sente é um erro, se é um amor igual aos q vcs sentem pelas suas esposas e maridos.
    Concordo com a castidade, mas questiono sobre o fato de falarem q o homossexual ñ pode se entregar ao sexo, ué, qdo os heterossexuais se casam eles não fazem sexo?! Então Deus quer os homossexuais reneguem um amor puro e verdadeiro q ele possa sentir por outra pessoa e viva sozinho, infeliz?! Sinceramente, prefiro acreditar q não. O AMOR é o sentimento mais lindo e puro q existe, e não se pode taxar de ERRO o amor q duas pessoas sentem. Afinal, o amor não pode ser limitado pelo que temos entre nossas pernas. O amor existe pra todos e não posso acreditar q Deus limite o amor q a gente possa sentir.
    Sou homossexual e não me envergonho e nem me condeno por isso, e acho q nenhum homossexual deva fazer isso. Pq eu tenho total consciencia dos meus atos, do bem q eu faço e do amor puro e sincero q sinto por todas as pessoas.

    Obrigada a todos.

  87. Olá Padre Joãozinho,
    Quero em primeiro lugar parabenizá-lo pela ousadia de escrever um artigo como este, mas gostaria que ao invés de um monólogo estruturado pela Igreja existisse um amplo diálogo não só sobre este tema como outros tão cabeludos que fica debaixo do tapete. Já que tem este espaço melhor aproveitar. Ter buscado o discurso científico sem a devidad atualização acho muito complicado, cadê o Michael Foucault e outros… É grotesco pra não falar outra palavra a definição de homossexualismo e homossexualidade, principalmente homosssexualismo – ismo é sufixo que define doenças. Assim, primeiro pela igreja catolica, depois pelo direito e por ultimo pelos médicos, fomos classificados como desviantes, pederastas, anormais… Por causa da postura da esposa igreja, muitos filhos foram assassinados de forma brutal. Um outro Deus é possível, não o castigador que aniquila os “anormais”. Outra parte complicada é esta dicotomia, paradoxo, ou contradição entre o ser e o praticar, sendo assim eu posso ser cristão, mais não preciso agir como cristão para ganhar a salvação? Não tem como separar. Conheci a RCC com 12 anos, toda minha familia foi convertida, fiquei até os 19 anos sofrendo. Hoje tenho 27, sou gay e católico graças à Deus, tenho um namorado e acredito que é possível sim viver em paz com Deus e comigo. Por fim, pra quem está de fora, pra quem é homem, branco e de classe média é muito fácil falar das minorias. Só Deus sabe o que é enfrentar o mundo pra ser feliz. Antes de falar é preciso viver! A sua bênção e que o evangelho do amor seja profetizado pela nossa Esposa Igreja, o Esposo Jesus agradecerá!

  88. Alexandre Vaz

    O texto que vou postar está sendo retirado de outro site por isso pode parecer que há incoerências mas postarei assim mesmo para poder dar o testemunho de alguém que sofreu essa mesma situação na qual milhares de católicos e cristãos vivem. O que posso dizer é que depois de tantos anos sofrendo este dilema sou extremamente feliz com a minha orientação sexual, com a minha vida e com Deus!

    “O conflito em ser cristão e homossexual
    Fui criado em uma família bastante católica e conservadora, mas graças a Deus não havia na criação que os meus pais me deram traços de fundamentalismo religioso. Porém desde a minha infância a idéia de que o mundo estava dividido entre meninos e meninas, rapazes e moças, homens e mulheres era muito forte! Meninos agiam assim e meninas agiam assado e quando eles crescessem iriam se casar e ter filhos com funções e comportamentos extremamente definidas entre os sexos. Porém
    era andrógino no comportamento e na forma de agir; não gostava de brincadeiras violentas comos os meninos da minha idade; apreciava demais a companhia das meninas e por causa disso fui muito tachado com nomes tais como: mocinha, mulherzinha etc… E na época nem sabia o que era ser homossexual e nem o que era sexo. As pilhérias foram tantas que passei a fazer de tudo para seguir a cartilha do “bom menino” e essa luta foi um calvário na minha vida! A partir desse momento eu passei a seguir aquilo que a sociedade dizia que era o correto. Me tornei um cristão convicto. Tinha fé em Deus mas não deixava de questionar as coisas. Era muito curioso!

    Na adolescência me apaixonei por uma menina. Era um amor platônico e inocente, pois não havia nenhuma conotação sexual em jogo. Não havia desejo, só amor. E por causa disso eu não entendia porque os meninos da minha idade agiam às vezes como animais quando viam uma menina bonita! Aos dezesseis anos tive uma experiência estranha, porque nunca havia me apaixonado por um homem na minha vida e desta vez foi terrível porque além de amor eu o desejava sexualmente também. Não era um desejo sexual pervertido daquele tipo que faz você se sentir mal espiritualmente. Eu amei um rapaz e de certa forma fui correspondido pois ele percebia a minha admiração por ele, mas nada mais aconteceu entre nós além de um simples aperto de mão.

    Quando tive certeza de que o que eu sentia era um amor homossexual me tranquei no banheiro e chorei desesperadamente pois sabia que havia me tornado (eu acreditava que havia me tornado!) um ser que era discriminado e criticado na sociedade: um viado, um gay, uma bicha, um homossexual! Comecei a imaginar quando é que iria sentir vontade de me vestir de mulher, mas nada disso aconteceu. Eu ainda continuava homem, mas me apaixonando por homens. Neste dia eu me senti a pessoa mais sozinha do mundo, pois pra quem eu iria pedir conselhos se eu já sabia realmente o que as pessoas iriam dizer sobre mim. Tomei a decisão de tentar reverter o processo de homossexualidade que estava acontecendo comigo. Passei a negar todos os meus desejos homossexuais, o meu amor por homens e passava longe de qualquer coisa que pudesse me abalar neste sentido. E quanto mais eu me reprimia mais eu desejava, mais eu me sentia homossexual. Rezei, orei muito a Deus para que Ele pudesse acabar com aquele sofrimento. Passei a me auto-enganar tentando me dizer que o acontecia comigo era uma provação divina e quando eu mostrasse a Deus o quanto estava sendo fiel todo esse “mal” acabaria num “final feliz”! Os meus amigos começaram a namorar e também começaram a me cobrar muito sobre a minha namorada e eu bancava o “sonso”. Não procurava porque não me sentia à vontade com uma pessoa da qual eu não gostava. Infelizmente nunca mais me apaixonei por outra mulher como foi na minha primeira paixão. Hoje eu sei que se tivesse me casado com uma mulher mesmo que eu gostasse dela no futuro meu casamento estaria comprometido pois seria uma união incompleta, sem a integridade do meu corpo, da minha mente, do meu coração e da minha alma. Passei a fugir das propostas que me faziam as meninas com mil e uma desculpas. Me distanciei de muitos amigos e primos meus e eles também se distanciaram de mim. Nossos assuntos já não eram mais os mesmos. Nossos interesses e objetivos haviam mudado. Eu me fechei num casulo, mas não porque quisesse e meus maiores amigos foram Deus, a minha família, os livros e os estudos, aliás não só amigos, mas as minhas tábuas de salvação também. Além de homossexual…
    Descobri que sofria de um transtorno de ansiedade (DDA) que me ocasionava constantes e profundas crises de depressões e a minha homossexualidade foi terrível para mim neste sentido. E por isso idéias de suicídio eram comuns na minha vida. Pensava em suicídio não para brincar com a minha vida ou para desafiar Deus. Isto nem pensar… A idéia de suicídio surgia porque a morte parecia ser a única saída para o problema que estava tendo, a única coisa que poderia me dar o descanso e o alívio que eu tanto buscava e tanto precisava. Mas eu nunca tentei me matar graças a Deus! Porém uma revolta tremenda foi surgindo dentro de mim. Passei a me odiar, a odiar a minha vida, a odiar a idéia de que Deus fosse justo porque eu estava a três anos tentando mudar a minha orientação sexual sem nenhum sucesso e Deus não me dera o milagre que eu tanto esperava. Eu nunca duvidei da existência de Deus, mas começava a duvidar se realmente Deus se importava com os nossos sofrimentos. Eu sentia Deus presente em mim quando eu rezava, quando eu buscava a sua presença. Eu poderia estar só fisicamente, mas espiritualmente nunca me senti abandonado pois eu tinha Deus em minha vida. Porém a revolta que se formava dentro de mim foi crescendo e se tornando involuntária, pois não dependia apenas de mim para acabar com ela. Num acesso tremendo de raiva eu falei a Deus o quanto estava magoado com Ele e que eu estava dividido, pois como eu poderia continuar sendo fiel a Ele se Ele não cumpria o que sempre prometeu às pessoas que lhe eram fiéis. Eu estava fazendo a minha parte e esperava que Deus fizesse a parte Dele! Já que eu sentia que Deus havia me magoado então eu também o magoaria a partir daí! Posso dizer que senti um mal-estar espiritual muito grande, pois eu não estava conseguindo guardar mais tanta raiva, rancor e mágoa. Idéias terríveis de condenação, medo da morte, medo da solidão me assaltaram. Mas misturado a esses sentimentos também havia uma sensação de alívio muito grande, uma sensação de ter sido honesto e sincero com Deus, pois eu realmente falei aquilo que eu estava sentindo. Hoje em dia eu não sei se eu fui muito tolo ou muito corajoso ou muito sincero, mas eu joguei as únicas cartas que eu tinha e que eu poderia utilizar. Se Deus fosse tirânico, autoritário, colérico e sádico eu iria sofrer mais ainda, mas se Deus fosse justo, misericordioso, compassivo e misericordioso Ele iria entender. Devido esse conflito que tive com Deus…
    Entrei em uma depressão horrível! A pior de todas que já tive! Não conseguia comer e não tinha ânimo para nada! A coisa que eu mais queria era morrer, morrer, morrer… A única coisa que ainda me impedia de buscar o suicídio era o fato de que meus pais e meus irmãos já estavam sofrendo demais devido à todos os meus problemas. Como eu poderia dar um outro golpe destes na vida das pessoas que mais me amavam. Eu dormia, acordava e ia me esconder novamente em outro cômodo. Eu fiquei uns cinco dias sem colocar nada na boca. Eu só bebia água. Minha garganta não engolia mais nada e eu esperava ansioso para morrer de inanição e acabar com isso tudo! Numa madrugada…
    Tive um sonho! Sonhei que um Espírito semelhante a uma força elétrica estava andando dentro da minha cabeça. Da cabeça esse Espírito desceu para as minhas costas e eu sabia que era um Espírito que provinha de Deus. Não sei como sabia, mas eu sabia!
    Eu acordei e acordado percebi que não era um sonho. Era uma experiência que eu estava tendo desperto, com os olhos abertos. Foi angustiante porque eu essa experiência não foi rápida, ela permanecia e eu não conseguia pedir para que isso parasse. A única coisa que pedi foi que eu pudesse novamente dormir para que fosse mais fácil enfrentar aquele fenômeno. E eu consegui dormir novamente e aquela experiência durou toda aquela madrugada, pois eu continuei sonhando que um Espírito passeava dentro de mim junto da minha alma. Quando acordei percebi que Deus buscava que eu voltasse para Ele novamente. Deus estava me mostrando que…
    Ele não era tão terrível como diziam. Aquela experiência me deixou mais calmo espiritualmente, no entanto a minha depressão não havia diminuído por causa disso. Alguns anos mais tarde eu iria descobrir que a minhas depressões eram causadas por causa de uma deficiência química (falta de serotonina) no cérebro. Mas toda a tensão, ansiedade e pressão social fez com que meu cérebro agisse como uma panela de pressão e ao explodir eu teria muita dificuldade para me equilibrar emocionalmente e psicologicamente. A partir do sonho eu pude pelo menos deixar de lado todo o meu rancor e devagar, muito devagar, eu pude tentar me perdoar e perdoar a Deus (Se isso for realmente possível, mas era assim que eu estava sentindo!). Eu sentia que eu estava perdoando a Deus no mesmo instante em que Deus também me perdoava. Não foi uma coisa rápida, mas à medida que fui me recuperando da depressão o meu coração também foi se curando e eu fui me voltando para Ele. A partir daí eu fui procurando todo o meio, toda estratégia, todo o artifício para sair da escuridão em que eu vivia devido à depressão que eu entrara. Andava, trabalhava, lia, nadava e nunca ficava com a mente livre para pensar besteiras. Meu lema era: Cabeça vazia, oficina do Diabo! Posso dizer que depois de uns três anos nessa maratona havia me curado da depressão. No entanto eu ainda contiuava a ser um homossexual! Arrumei um bom emprego! Fiz minhas economias! Passei no vestibular! Me graduei! Passei em um concurso! Consegui um novo emprego e me senti extremamente realizado! Porém nunca iria me casar pois não conseguiria mentir para nenhuma mulher. E eu sempre me questionei mesmo depois de ter passado por toda aquela crise: Por que Deus condenaria o amor entre duas pessoas do mesmo sexo? O que havia de errado?

    Eu passei a acreditar que realmente os argumentos que os religiosos, médicos e conservadores davam estavam certos! Eu era um homossexual homofóbico e ainda sofria por isso. Por exemplo, eu nunca consegui me sentir aceito em nenhum grupo. Eu não pertencia ao grupo das mulheres e nem pertencia ao grupo dos homens heterossexuais (Eu moro numa região que não tem nada voltado para homossexuais e a maioria dos homossexuais que eu conheço eram enrustidos que nem eu mesmo). Por causa disso eu tinha um sonho que era comum: Eu viajava procurando um lugar para morar e me sentir acolhido. As pessoas me convidavam para morar com elas em suas casas, mas eu sabia que eu não pertencia aquele mundo, pois era um mundo que era correto socialmente, mas era um mundo heterossexual. Eu deveria então aceitar pertencer ao mundo homossexual?

    Como eu poderia me sentir incluído num grupo de pessoas que são considerados párias, abominações e aberrações! Não! muito obrigado! Preferi ser enrustido do que ser um excluído social! Que as pessoas duvidassem da minha sexualidade, mas nunca iriam ouvir uma confissão de minha boca! Eu estava sexualmente enrustido, mas continuava a questionar sobre o propósito de Deus de ter criado os homossexuais, de ter me criado homossexual. Ser homossexual, eu sabia, não era uma maldição e nem um castigo de Deus, mas era extremamente doloroso ser um. Novamente, depois de algum tempo, novas depressões voltaram na minha vida e eu comecei a perceber que essas depressões não eram causadas apenas pela rejeição que eu tinha a mim mesmo. Mas a minha homossexualidade, o meu enrustecimento e a minha homofobia internalizada estavam sendo os maiores vilões das minhas depressões. Mas eu tinha fé em Deus e eu sabia que esse sofrimento iria um dia acabar. E eu sabia que Deus não iria me deixar sem respostas. Antes que eu entrasse…
    Na segunda maior depressão da minha vida tive uma outra experiência religiosa. Minha família estava numa crise financeira muito grande, meu pai adquiriu uma doença sem cura que o deixava enfraquecido e era uma questão de tempo o seu falecimento! Essa experiência se manifestou em um sonho também! No momento não consegui compreender, mas hoje eu considero esse sonho um aviso para que eu pudesse me preparar para o pior e também para ter certeza de que Deus estava do meu lado e que ele iria me acompanhar até o fim! Sonhei que…
    Estava sentado no chão e um Espírito, desta vez com a semelhança de uma pessoa, se aproximou de mim por trás e me abraçou, mas o seu toque e a sua presença eu o sentia dentro de mim, próximo da minha alma. Quando esse Espírito me abraçou eu senti um calor de afeição abrasador, um amor verdadeiro, uma paz espiritual muito grande e não havia nesse momento vazio nenhum e imperfeição nenhuma dentro de mim. Guardo com todo o amor e carinho da minha vida as lembranças desse momento! Deus me aceitava do jeito que eu era!

    Quando acordei no dia seguinte me lembrei do sonho em detalhes e automaticamente associei esse Espírito com tudo aquilo que haviam me dito sobre os Espíritos de Deus que zelam por nós, os Anjos da Guarda! Para alguém que não acreditava em anjos foi bem espantoso tudo o que senti: O Anjo da Guarda que me abraçou não era um indivíduo com personalidade própria, mas era uma forma usada por Deus para se manifestar às pessoas. Não era masculino e nem feminino em sua essência, mas possuía um equilíbrio exato desses dois gêneros a tal ponto que não enxerguei ou senti nada que fosse masculinizado ou feminilizado, mas sim apenas uma perfeição indescritível!

    Obs: Eu sei que muitos devem estar achando que sou louco, mas podem me chamar de louco sim, se quiserem! Só não aceito que me chamem de mentiroso!

    Foi um alívio muito grande saber que…
    Deus não era um ser masculino como costumam transmitir para nós desde a nossa infância! Deus não era masculino e nem feminino! Deus é Perfeito! Meu pai havia falecido e a situação financeira começou a se equilibrar na minha família e eu pude dedicar um pouco mais de tempo para mim. Passei a morar sozinho pra ter um pouco de autonomia, privacidade e silêncio. Precisava ter algumas horas de silêncio por dia para poder descansar de toda aquela crise familiar que eu havia saído recentemente e também poder me recuperar da ansiedade que eu adquirira durante o horário de trabalho. Eu já era uma pessoa instrospectiva e por causa disso me tornei mais introspectivo ainda. Como alguém já afirmou há alguns posts atrás eu sempre procurava ouvir a minha “voz interior”, fenômeno que eu prefiro chamar de “Consciência Espiritual”. Durante muito tempo eu segui o manual de regrinhas do “isso pode”, “isso não pode”, “isso é pecado”. Mas já há algum tempo havia abandonado esses formalismo por estarem se tornando forçados e vazios na minha vida, pois os conceitos de “certo” e de “errado” podem ser aprendidos também prestando atenção na intuição e nos sentimentos. A “Consciência Espiritual” ou “Voz Interior” para mim ocorre como sendo uma pequena revelação imbuída de pensamentos e sentimentos que saem do meu peito (“coração”) e me diz que aquilo que fiz ou que vou fazer não é correto e irá me prejudicar ou prejudicar alguém.

    Deixei de lado o Legalismo cristão e passei a ser mais Espiritualista! O que é um pecado?
    Eu não sei como alguns de vocês concebem a idéia de pecado, mas para mim pecado é um ato ou uma intenção que pode prejudicar o pecador (a si mesmo), o próximo e a Deus! Roubar, mentir, matar, enganar, trair, desejar o mal são pecados e é fácil entender por que são, porque há por trás deles o processo de destruição e de auto-destruição. Agora porém, porque amar alguém do mesmo sexo e desejar viver com essa pessoa pelo resto de sua vida amando, respeitando e lhe sendo fiel? Se ser homossexual fosse realmente pecado eu queria e gostaria muito de saber aonde é que estava o pecado. Eu esperava ansioso por essa resposta. Se me fosse revelado e provado que o amor homossexual era destrutivo e auto-destrutivo para os seres humanos eu iria aceitar a minha condição e iria viver a minha vida da melhor forma possível até o dia da minha morte, mas ninguém ainda havia me provado nada! Eu conhecia muito bem a Bíblia!
    Com exceção do Livro de Números todos os outros livros eu já havia lido várias vezes. Conhecia os trechos que abordavam ou condenavam a homossexualidade tais como Gênesis, Levítico, Romanos e Apocalipse. Compreendia que depravação sexual, fornicação, adultério, orgias, prostituição são atos condenáveis. Mas eu nunca desejei participar de orgias, nunca desejei trair ninguém, nunca quis pagar os serviços de um garoto de programa e sinto no íntimo que fazer sexo por sexo sem afeição e amor é algo que não me agrada espiritualmente.

    Posso dizer que a minha maior fantasia sexual no momento é dormir abraçado à pessoa que amo! Seria isso também um ato condenável?

    Se fosse somente pelo que Jesus pregou, o amor entre homossexuais não seria algo condenável, mas lá em Romanos e Apocalipse encontramos duas proibições. Como eu tinha certeza absoluta da existência de Deus comecei a questionar se o Deus verdadeiro era realmente aquele descrito na Bíblia ou se de uma forma ou de outra as pessoas interpretavam os textos bíblicos erroneamente ou alguém havia incluído textos na Bíblia sem a inspiração dada pelo próprio Deus. Havia um rumor entre os meus familiares de que uma amiga em comum havia assumido um caso com outra mulher e ouve um certo susto pois os meus familiares acreditavam que esses acontecimentos só ocorriam com pessoas distante de nosso círculo de amigos e conhecidos. Ao rever essa amiga achei, devido aos meus precocneitos, que eu a veria desconfiada e esquivando-se de mim e qual não foi a minha surpresa ao vê-la extremamente feliz, radiante e realizada e de uma forma que nunca a tinha visto antes. É! Havia algo errado com essa proibição! Como uma pessoa poderia ser feliz fazendo algo considerado condenável: Amar alguém do mesmo sexo?

    Algum tempo depois tive mais um “sonho”, um terceiro “sonho”, que acabou de vez com os meus temores e as minhas dúvidas sobre a posição de Deus para com os homossexuais! Em um determinado dia no final de 2005 entrei em uma locadora e encontrei um DVD intitulado “O Segredo de Brokeback Mountain” e me interessei em vê-lo pois havia ouvido um crítica bem positiva sobre o filme e como eu ainda não tinha acesso à internet e nem ao youtube ficava difícil ver trechos do filme. Fiquei receoso de levar o filme, mas endureci o semblante para demonstrar que não estava nem aí para a opinião dos atendentes e fui embora para casa para poder assistir o tão comentado filme. Assisti a todo o filme e cheguei a uma conclusão: O filme não tinha nada de novo que um outro filme já não tivesse abordado em se tratando de amor, infidelidade, medo e preconceito. O que havia de interessante no filme então? Não sei, só sei que havia a narrativa sobre o amor de dois homens (dois cowboys) numa sociedade machista e preconceituosa numa estória tão simples que várias pessoas poderiam ter escrito aquele mesmo enredo além da autora, Anne Prouxl. Não chorei e nem fiquei emocionado com o filme, porém após ter terminado de vê-lo alguma coisa começou a se arrebentar dentro de mim. Não sei explicar qual “coisa” estava se arrebentado, mas sentia que a partir daquele momento algo mudaria em mim. E eu nem tinha idéia do que estava por vir. Alguns dias depois…
    Ocorreu-me o terceiro “sonho”. Sonhei que um turbilhão vivo se movia em todo o meu corpo e no meio do turbilhão não havia medo, nem vergonha, nem condenação e nem castigo. O turbilhão tirava de dentro de mim as sensações e os sentimentos ruins e destrutivos que me faziam me sentir menor do que os outros. E no meio desse turbilhão uma VOZ me forçava a “ouvir”, a “sentir” e a “ver” uma frase que naquele instante fazia todo o sentido: DEUS CONDENA NOS HOMOSSEXUAIS O MESMO QUE ELE CONDENA NOS HETEROSSEXUAIS!
    Eu acordei sobressaltado e com medo e estava com vontade de “vomitar”, mas não era vomitar nada que havia comido. O meu estômago e as minhas entranhas estavam se contraindo e jogando pra fora uma tensão nervosa que eu havia acumulado durante mais de 15 anos, desde o momento em que havia me descoberto a minha homossexualidade e a havia negado. Mas em poucos segundos a minha mente consciente voltou a tomar conta de mim e começou a reconstruir a mesma lógica que a sociedade havia imposto a mim: “Não, a homossexualidade ainda é pecado! Como é possível então explicar as condenações na Bíblia?”
    Voltei a dormir e momentos depois o mesmo turbilhão invadiu o meu corpo, a minha mente e a minha alma e a VOZ do turbilhão tornou a afirmar a mesma frase: DEUS CONDENA NOS HOMOSSEXUAIS O MESMO QUE ELE CONDENA NOS HETEROSSEXUAIS!
    Quando acordei outra vez, a minha mente também reagiu da mesma forma tentando consertar o que estava sendo destruído dentro da minha cabeça.
    O sono veio mais uma vez e o turbilhão surgiu e voltou a repetir a mesma frase. Mas desta vez eu não acordei mais durante a madrugada e ao despertar posso afirmar que eu nunca havia acordado tão feliz em toda a minha vida! Tive a certeza absoluta…
    Que Deus nunca me condenaria por ser homossexual e por amar alguém do mesmo sexo que o meu. Eu poderia viver com alguém pelo resto da minha vida e eu somente seria espiritualmente reepreendido se cometesse os mesmos atos que são condenados para os casais heterossexuais. Ao rever os pontos bíblicos que condenavam os atos homossexuais já não via as condenações com os mesmos olhos. O que eu via eram atos sexuais que haviam ultrapassado e excedido os limites do que era aceitável e saudável. Estupro, fornicação, adultério, tabus sociais, devassidão, lascívia e prostituição eram as causas das condenações e não a homossexualidade das pessoas em si. Eu sei que parece ser uma história mirabolante criada por alguém com muita imaginação, mas embora eu não use de juramentos por questões de consciência posso afirmar a todos que eu nunca teria coragem de brincar com algo tão sagrado que é a Palavra de Deus e o próprio Deus! Deus sabe que eu estou falando de algo que para mim é realmente verdade, porque eu vivi tudo isso!

    Abraços a todos!

  89. Não vou me deter muito em colocar minha visão acerca do assunto.
    Apenas acredito que o padre Joãozinho tratou o assunto da forma que a RCC gosta de tratar: PRECONCEITO, DISCRIMINAÇÃO E HOMOFOBIA!
    É engraçado ver um DOUTOR em teologia, REITOR de uma faculdade pontificia, estar tão mal informado acerca do assunto.
    Já existe dentro das livrarias católicas literatura que trata do tema de forma séria e isenta de juízos morais e pessoais, como faz tal padre. Uma referencia bibliográfica é o livro do padre jesuíta James L. Empereur chamado Direção espiritual e homossexualidade, escrito para padres e gays interessados em viver a espiritualidade cristã, e Empereur, trata a questão de uma forma isenta de preconceitos sem ofender a regra normativa da Igreja e sem ofender aos homossexuais. Alias, a Companhia de Jesus que tem seu quarto voto de obediência ao papa e está de parabéns por trabalhar o assunto de forma adulta e realista.
    Sem mais comentários

  90. Cristiana

    Gostaria de me dirigir aos irmãos homossexuais que se manifestaram neste site: meus queridos irmãos, Deus os ama MUITO! Tenho cada um de vcs no meu coração com especial carinho e vontade de abraçar a cada um, com sua dor e seu sofrimento que só vcs conhecem. Eu, como heterossexual, tenho dificuldades na vida tb, mas me solidarizo profundamente com cada um de vcs e já os coloquei na minha oração. Gostaria de recomendar-lhes o site http://www.diversidadecatolica.com.br para que pudessem discutir as angústias de vcs sem pré-julgamentos e num ambiente de acolhimento. Mais uma vez, contem com minhas orações e nunca se esqueçam de que vcs são filhos MUITO, MUITO amados de Deus!

  91. “legislação como essa, de homofobia, representa a força organizada dos homossexuais”

    O que o senhor chama de força organizada dos homossexuais, eu chamo de direito de cidadãos

    E se existisse o padrefobia o que os padres fariam? Iriam lutar por uma legislação, de padrefobia, e assim representaria a força organizada dos padres ou da igreja?

    Surgiro que o Padre Joaozinho, refletir mais sobre seus conceitos.

  92. oi pe,

    gostaria de te dizer que gostei muito do modo que DEUS o usou para dar explicação e nos dar mais conselhos, nos mostrar um pouco da verdade, pois nem todos acham que é assim. tenho 16 anos e me descobri faz 6 meses. antes fazia parte de uma igreja, mas com o modo que o evangelhizador falava as vezes do homossexual, me magoava muito, pois todos acham que é uma escolha que fazemos, mas na verdade não é, pois ja esta dentro de nos. se pudessemos ser “normais”, com certeza seriamos, mas não podemos definir isso, so o tempo e DEUS pode nos dizer.antes de ler a sua entrevista, estava meio chateado, pois sempre oro e me preocupo com o que DEUS vai pensar de mim, na verdade, ja achava que ele tinha me excluido da lista das pessoas amadas. mas vi que não pois JESUS veio ao mundo para salvar pecadores e não santos, e nos ama igualmente independente do que somos, pois fomos criados a partir de um corpo e criador so.ja conversei com minha mãe sobre isso, ela fez o maior drama, mas mostrei que não era aquilo que a sociedade mostra, e sim o que sinto. ela entendeu, mas ainda fico sem jeito de falar sobre esse assunto com ela. apesar de tudo sou uma pessoa normal, estudo, tenho sonhos, etc a muito alem disso, não me preocupo mais com o que as pessoas pensam de mim,mas não fico me expondo exageradamente, pois ninguem sabe de mim alem de minha familia, pois as vezes tenho duvida se sou mesmo. e achava que deus não me amava, mas vi que sim, isso me deu uma certa traquilidade e paza no meu coração pois agora sei que deus esta comigo não importa como sou, pois assim como ele promete e cumpre, disse que nunca me abandonaria, assim ele é comigo e com todos. beijos e abração para a galera ai e lembrem-se

    DEUS NOS AMA MUITO

  93. Vagner Pinheiro

    Concordo plenamente contigo.

    Estamos constanmtemente numa guerra ferrenha contra o encardido.

    Na lei já é proibido qualquer tipo de preconceito, porque eles querem aprovar uma lei dessas?

    É o encardido tentando fazer presente nessa situação, e ele tem escolhido o homosexualismo como ferramente pra destruir muitas pessoas.

    Como o sadomasoquismo.

    Quer coisas mais demoniaca que destruir o próprio corpo. O próprio sexo anal é um ato de destruição.

    Somos feitos a imagem e a semelhança de DEUS. E o derrotado, por ser derrotado tenta nos desfigurar principalmente os jovens com as drogas e homosexualismo… Quantas pessoas, jovens homosexuais e drogados não vemos destroçados, irreconheciveis, como gestos tregeitos que não sao deles, que não nasceram com eles.

    POdemos orar a DEUS por tudo isso, mas não se esquecer que a crucificação de Jesus não foi em vão. Ele morreu e RESSUCITOU para nos salvar e assim irá ser. POis está chegando o fim e o encardido começa a se desesperar por ver o inferno vazio, pois muitos dos que pecam e erram não estão na igreja, nao cresceram com tais conceitos e por não saberem não irão para o inferno por pecados que desconhecem.

    Nao nos esqueçamos também de MAria, nossa Mãe e rainha do mundo que disse em Fátima: “por fim, Meu Imaculado Coração Reinará”.

  94. Neste momento Deus esta me vendo, e conhece o meu coração, e esta providenciando uma saida para mim, ele não deixará que um filho tão amado como eu homossexual,se perca e seja precipitado no inferno!, é nisso que eu creio somente, Jesus me ama, assim como todos os homossexuais!, Jesus eu confio em vós!

  95. Padre, tenho uma duvida que me incomoda muito, um homessexual pode comungar? por favor, peço que esclareça essa resposta. obrigado.

  96. Pingback: J. C. Pacheco Júnior

  97. Claudia Liba

    Sinto imensa tristeza ao ler um jornalista perguntando, de maneira pra lá de preconceituosa, “Como alguém que vive a homossexualidade pode voltar a ter uma vida normal?”.
    Pergunto-me: onde estudou não aprendeu que é necessário poupar as pessoas de suas posições retrógradas enquantio pergunta?
    Sabe o conceito de imparcialidade?
    Sofrível a entrevista e o atrado de pensamento. Onde está a parcela de amor, respeito e aceitação às diferenças?

  98. É impressionante a ignorância, obtusidade e crueldade da mente desse sacerdote.
    Que cabecinha doente…!
    Laerte

  99. O que foi dito aqui é a mais pura verdade!!!! E eu vivencio, ou vivenciei muito disso.

    A questão do narcisismo é fato. Tenho 2 amigos gays, nâo concordo com as condições deles, mas os respeito muito. Um deles é um rapaz muito bonito, levemente gordinho, usa barba… e adivinha qual tipo de homem o atrai??? GORDINHO DE BARBA!! Ele participa de um “movimento gay” chamado de URSOS, algo assim. Onde todos parecem clones uns dos outros!!! Esse meu amigo inclusive ja me disse que ficaria numa boa com aquela lesbica que tomou hormonios masculinos e parece um homem (com barba e udo mais)… ou seja, p/ ele nao importa o sexo da pessoa, e sim a aparencia masculina!!! acredito que muitos gays tb são assim.

    Hj o homosexualismo é muito presente em nossas vidas, e com o preconceito cristão só estamos afastando mais essas pessoas de cristo (e consequentemente nos afastando tb). Acho importante falar dessas coisas nas igrejas, e passar para todos a necessidade do respeito para com eles. Geralmente só escutamos que é algo errado e tudo mais, ta certo! Mas isso só gera o afastamento dessas pessoa.

    Fico feliz que no site da canção nova se trate do homosexualismo desta forma, com respeito e compaixão. E acho que isso deveria ocorrer em todas as igrejas tb.

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