No livro A presença Ignorada de Deus, Viktor E. Frankl, parte do fato fenomenológico primário de que ser humano significa ser consciente e responsável.
Mostra que a análise existencial fez uma investida pelo campo da espiritualidade inconsciente. Da mesma forma que a logoterapia, como aplicação clínica da análise existencial, acrescentou o espiritual ao psicológico, a análise existencial passou a aprender e ensinar a ver o espiritual também dentro do inconsciente, algo como um logos inconsciente; ao id, como inconsciente instintivo, ela acrescentou o inconsciente espiritual. E dentro dessa espiritualidade inconsciente, a análise existencial descobriu algo como uma religiosidade inconsciente no sentido de um relacionamento inconsciente com Deus que, é imanente no homem, embora muitas vezes permaneça latente. Então, é justamente este Deus que Viktor Frankl denomina de Deus inconsciente, ou seja, às vezes Deus permanece inconsciente para o homem, que a relação com ele pode ser inconsciente, ou reprimida, e, assim, oculta para o próprio homem.
Viktor E. Frankl diz que a psicoterapia só pode servir à religião se ela não se mover num caminho já preestabelecido, somente os resultados imparciais de uma investigação independente serão úteis à teologia. Depois diz que a logoterapia vê a religião como mero objeto, mas que se interessa muito por ela, pelo contexto de logoterapia significar sentido. O homem pode dar sentido (mesmo não entendendo, mas decidindo pela fé) a um destino inevitável e que não pode ser alterado e até mesmo transformar o sofrimento num mérito.
Nesse sentido, o homem se auto transcende porque é submetido a um profundo estímulo para ir adiante, para crescer, para quebrar as amarras do espaço e do tempo, para avançar em direção ao infinito e ao eterno. A essa auto transcendência no homem, denomina-se como uma prova antropológica da existência de Deus.
Referência
FRANKL, Viktor E. A presença ignorada de Deus. 13. ed. Petrópolis: Vozes, 2007.
Ricardo Cordeiro Avelar @filosofocn










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