27. abril 2010 · 1 comment · Categories: Videos

Autoridades políticas católicas e representantes religiosos realizaram o seminário para discussão sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), no último sábado, 24. A pastoral de políticos católicos divulgou nota em que considera como autoritário o programa do governo.

Assista à reportagem


Lideranças políticas e religiosas discutiram o terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos, o polêmico PNDH-3, lançado em dezembro do ano passado pelo Governo Federal. A iniciativa do seminário foi de políticos católicos que pretendem rediscutir o novo programa.

Para representantes da Igreja o Programa de Direitos Humanos do Governo não assegura princípios de valores éticos, morais e espirituais da sociedade brasileira. O ser humano não é contemplado por inteiro.

Os principais pontos criticados são a defesa da legalização do aborto, o cerceamento à liberdade de imprensa e à propriedade privada, a proibição de símbolos religiosos em locais públicos, a união entre pessoas do mesmo sexo e a adoção por casais homossexuais.

Para a Igreja, a falta de difusão do debate prejudicou a participação de todos os setores da sociedade na elaboração do PNDH-3.

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Pedro Teixeira
Canção Nova Notícias, RJ
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  2. Filosofia da Religião para todos

    Nesta última terça-feira, 20 de abril, Leonardo Boff e Arnaldo Jabor massacraram o papa Bento XVI no jornal “O Estado de São Paulo”. Boff disse que o sumo pontífice “não consegue deixar de ser um professor e não alcança ser um pastor”, e que “escreve uma encíclica sobre o amor, sem mostrar qualquer amor.” Jabor, o rei da pornochanchada brasileira, por sua vez, imbeciliza o sacerdócio e refere-se à “pedolifia” como uma tradição católica. Para se ter uma idéia de seu elevado grau de ignorância, ele também trata o “celibato” como “dogma”, sem considerar que é apenas uma “disciplina eclesiática”. Na Igreja Católica de rito litúrgico oriental, em plena comunhão com o papa, os sacerdotes têm permissão para o casamento. 

    Quando nos deparamos com tantas besteiras, escritas com louvor, num jornal que circula no país inteiro, constatamos que já estamos todos saturados de ironias ocas e sem propósitos humanitários. Talvez seja o momento da sociedade clamar por debates sérios com a Igreja, com os veículos de comunicação e com as universidades, a respeito de possíveis transformações nas esferas eclesiásticas, que não interfiram nem modifiquem o conteúdo da doutrina cristã.

    No artigo de Jabor, não há uma proposta de diálogo, mas apenas e tão somente uma violência verbal contra os sacerdotes, que são para ele um símbolo de “veadagem”, sob os olhos frios e “inquisitivos” do papa. Que falta de respeito enorme para com os leitores católicos e as pessoas celibatárias, assexuadas, vocacionadas ao sacerdócio! Quando observamos os padres idosos, muitos deles portadores de doenças degenerativas, e que ainda assim continuam firmes, doando-se inteiros à sociedade, é que constatamos o quanto esses articulistas são vaidosos e pouco entendem sobre o amor agape ou filia, que nada têm a ver com pedofilia.

    O ódio de Jabor à Inquisição é tão ilógico quanto eventuais discursos para o extermínio do Nazismo. Hitler morreu, a Idade Média acabou há séculos, e ainda tem gente militando contra o que já nem existe. A exaltação em torno da memória de Auschwitz só se justifica quando o fato é negado pelos líderes da contemporaneidade, como o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que prega a destruição de Israel, o ódio aos cristãos e afirma que o Holocausto jamais aconteceu. Mal sabe ele o quanto a Igreja militou contra essa tragédia, a exemplo do papa Pio XII, que salvou 800 mil judeus dos campos de concentração.

    A propósito, recentemente, Ahmadinejad foi convidado pelo presidente Lula para ser recebido no Brasil, a fim de ser condecorado em magnânimas cerimônias; ao passo que as pessoas realmente honradas, como o sumo pontífice Bento XVI, são pisoteadas e desmoralizadas como inquisidores, pelos incautos que representam a opinião coletiva nacional. Eis o cúmulo da inversão de valores!

    Se o papa Bento XVI fosse mesmo um inquisidor, como diz esse escritor fanfarrão, todos os pedófilos estariam agora queimando em fogueiras de praças públicas, ao invés de serem desligados do clero e encaminhados para tratamentos psiquiátricos — já que a Igreja concebe a pedofilia como uma doença mental, que também deve ser denunciada judicialmente.

    Infelizmente, a imprensa marrom e até mesmo os grandes veículos de comunicação estão superdimensionalizando o assunto da pedofilia, com base em casos ocorridos há décadas. Quem paga o preço desse sensacionalismo barato é a Igreja, a instituição religiosa mais confiável dos últimos milênios, e que por essa razão continua sofrendo pressões descabidas por parte de críticos inescrupulosos, que generalizam todas as pessoas idôneas do clero como monstros profanos.

    Leonardo Boff, esse ex-frei que trocou sua fé cristã pelo marxismo, deve muito de seus belos escritos e toda sua fina educação à Igreja — do mesmo modo como a candidata à presidência, Marina Silva, que era uma analfabeta até seus 16 anos, teve toda a sua educação financiada pelo catolicismo e agora levanta a espada contra a Igreja. O que podemos esperar de pessoas que conspurcam o próprio passado e cospem no prato que comeram?

    A deslegitimação da Igreja tem sido uma bandeira nas mãos de marxistas que são tão dogmáticos quanto os católicos, já que toda fé é dogmática. A diferença é que o marxismo produziu um massacre comunista que matou cerca de cem milhões de pessoas. Incrível é que esses revolucionários ainda se dão ao luxo de nomear os cristãos como fanáticos, quando na verdade são eles os engolidores das teorias enlatadas, que nada condizem com os ensinamentos pacíficos de Jesus Cristo. E apesar de o comunismo ter falido e derrubado a máscara de ternura de Che Guevara e de Fidel Castro, os agitadores marxistas decadentes ainda continuam dizendo que os cristãos é que são os retrógrados da modernidade. 

    Valiosos seriam os questionamentos dos respectivos articulistas, se suas críticas fossem mais respeitosas e estivessem focadas nas regras, e não nas referidas exceções que condenam e deturpam a disciplina eclesiástica. O que falta às páginas dos jornais diários não é o escárnio, mas sim uma reflexão filosófica sobre a origem das principais religiões do mundo, bem como um olhar bem fundamentado aos seus idealizadores. Até que ponto as demais religiões condizem com os ensinamentos de Cristo? 

    É evidente que todas as religiões e culturas têm suas belezas, mas o senso crítico é fundamental. Que desperdício seria a nossa efêmera viagem pela Terra, se passássemos por aqui sem refletir sobre quem é esse Homem, Divino e Humano, que dividiu o planeta em duas eras: a.C e d.C. Perscrutar esse mistério imensurável talvez seja o único sentido de nossa existência. E por mais direta e peculiar que seja uma experiência mística e transcendental, a religiosidade só atinge a completude quando passa pelo crivo da reflexão.

    O mundo secularizado propõe a adesão de um misticismo sincrético, e assim as pessoas ingressam nas religiões sem muitos critérios de avaliação. Tornar-se um cristão ou assumir o cristianismo, convictamente, é hoje um desafio, nesse momento em que a Igreja Católica e os cristãos sofrem tantas perseguições — como sofreram os discípulos, e também os seis milhões de judeus, os dez milhões de cristãos e os mil e novecentos padres que foram assassinados no Holocausto. 

    Por outro lado, se a Igreja, os sacerdotes e até mesmo os apóstolos são passíveis de questionamentos, as palavras de Jesus jamais foram derrubadas por nenhum tipo de argumento e resistem há dois mil anos, simplesmente porque a moral do próprio Cristo é intocável, como bem observou o filósofo Ernest Renan. Verdade que o cristianismo é um mercado lucrativo para diversas religiões, entretanto, muitos pastores idôneos se recusam ao ato de comercialização da fé, comungam do Ecumenismo da Igreja Católica e respeitam sua “única” e autêntica origem.

    Seguem abaixo algumas comparações religiosas interessantes a todos, e não apenas ao âmbito das Ciências da Religião. Esse dados históricos, referentes às principais religiões e ideologias do mundo, são curiosos e despertam a nossa consciência sobre a integridade absoluta de Jesus Cristo. Repensemos sobre qual é o papel do Mestre em nossas vidas! 

    HINDUÍSMO (Índia)
    O Hinduísmo é uma religião que não tem fundador nem credo fixo, domina 80% da Índia, e suas raízes datam de 1.500 a.C. A palavra hinduísta significa indiano, e ser indiano equivale, entre outras coisas, a crer no sistema de castas.

    No século 20, foram registradas mais de três mil castas no cenário indiano. Ter uma casta é o mesmo que ser ariano, ter uma profissão nobre e impor-se como superior ao pobres. Exemplo: criminosos e lixeiros são considerados impuros, nivelados na mesma casta, e valem menos que os animais. Os hinduístas são, em geral, vegetarianos e também adoram o macaco, o crocodilo e a cobra, que são figuras sagradas. Na Índia, as vacas sempre foram cultuadas como divindades, símbolos de pureza, e por essa razão é proibido matá-las.

    Algumas linhas do hinduísmo cultuam figuras lendárias como os deuses Vishnu, Krishna, Shiva, entre outros. Os hinduístas acreditam em carma e em reencarnação, como leis naturais, e esse espiritismo entra no sistema de castas. Na lógica hinduísta, uma pessoa de casta inferior pode reencarnar em um animal.

    Há poucos anos, a feminista Indira Gandhi tornou-se a primeira-ministra, mulher, da Índia. Contudo, as mulheres indianas ainda continuam sendo tratadas como propriedade de seus maridos. E a crendice popular pode chegar ao extremo, em situações nas quais homens e mulheres se casam com animais ou árvores, para que possam se livrar de maus espíritos. Um exemplo é o da menina Soni, de 12 anos, que se casou com um cachorro, em 2009, no Estado Indiano oriental de Jharkhand.

    BUDISMO ZEN (Índia) & LAMAÍSMO (Tibet)
    O budismo cresceu dentro do hinduísmo e ambas as religiões compartilham muitos conceitos em comum, um deles é o da reencarnação. No budismo, não existe “divina providência” e todo ser está fadado ao carma. Seu fundador, Sidarta Gautama, o Buda, teria vivido entre 560 e 480 a.C, na Índia. Entretanto, assim como Homero, alguns historiadores defendem a tese de que Buda nem tenha existido. Para os budistas, ele pertencia a uma nobre casta de Kapilavastu, fronteira da Índia com o Nepal.

    Diz-se que na infância Buda já entrava em transe, teria abandonado o palácio do pai aos 29 anos, encontrado iluminação aos 35 e a morte aos 80. Segundo Henry Notaker, a passagem curiosa da vida de Buda, que ninguém conta, é que ele teria se casado aos dezesseis anos, com sua prima Yaçodara, mas detinha também um harém de mulheres. Logo, seja Buda uma figura lendária ou histórica, a única certeza absoluta que se tem sobre sua personalidade é que ele não é um Deus supra-humano, mas um mestre de costumes poligâmicos.

    O terceiro mandamento do budismo é extensivo às sociedades poligâmicas e poliândricas. O casamento não é sagrado para os budistas, e por tal razão os monges não celebram matrimônios, mas é uma regra budista que a esposa deva cumprir seus “deveres domésticos”. No budismo, considera-se menos vantajoso nascer mulher do que homem. De acordo com a segunda das oito vias budistas, o homem deve olhar para Buda como um ideal de “perfeição”. Entende-se aqui a perfeição como aquele que foi, é e sempre será “perfeito”.

    Contradições: um budista pode comer carne, mas não pode ser açougueiro; pode tomar vinho, mas não pode ser um comerciante de vinhos, pode servir ao exército, mas é proibido de negociar armas. No budismo, há uma “adoração” generalizada de demônios e espíritos que podem trazer vantagens mundandas. Os templos budistas contém estátuas de Vishnu, Indra e Ganescha, dispostas ao lado de Buda.

    Muitos budistas criticam o Cristo crucificado e ensanguentado que o Catolicismo relembra no dia da Paixão. Contudo, na linha do budismo lamaísta do Tibet (também conhecido como budismo puro e não adulterado), os deuses e espíritos envoltos em sacrifícios sangrentos são cultuados como guardiões dos ensinamentos budistas. 

    CONFUCIONISMO & TAOÍSMO (China)
    O confucionismo é uma religião estatal baseada em ideias políticas que formavam os pilares do governo burocrata da China imperial. A religião é tradicionalmente praticada pela elite e pelas classes dominantes, pois foi criada pelo aristocrata Confúcio (551 a.C), exclusivamente para moralizar os imperadores da China, antes da República e do Comunismo.

    No sistema do confucionismo, a mulher deve ser obediente ao homem, e não há nenhum personagem histórico, posterior a Confúcio, que tenha reformulado essa ideologia patriarcal, para contrariar tais opressões ideológicas.

    Confúcio não estava interessado em assuntos religiosos e metafísicos, mas acatava o conceito “tao” como a suprema ordem do Universo. Diz a lenda que a filosofia “tao” foi idealizada pelo filósofo Lao-Tse, o qual, assim como Buda, pode ter sido apenas uma lenda, pois os historiadores nem sabem se esse suposto filósofo realmente existiu.

    XINTOÍSMO (Japão)
    A antiga religião nacional do Japão é o xintoísmo, que só foi registrado e codificado nos séculos 7 e 8. O xintoísmo já foi um religião rival do budismo, e ambas se influenciaram mutuamente. O xintoísmo não tem um fundador específico e possui milhões de deuses ou kamis. Na lógica dos kamis, todos os japoneses têm origem divina, mas especialmente o primeiro imperador, considerado descentende da própria deusa do sol.

    O xintoísmo foi sendo modificado ao longo dos tempos, e ao invés da adoração aos kamis, passou-se a adorar o próprio imperador, considerado um kami vivo. O culto ao imperador deve-se à ameaça que o país sofria pelo expansionismo ocidental e, assim, instituia-se um nacionalismo religioso. O xintoísmo se tornou religião estatal, em 1867, e também a religião oficial dos kamikazes ou pilotos suicidas. Cada soldado morto na guerra era transformado num kami, e em sua honra realizavam cerimônias em templos xintoístas.

    Após a segunda guerra mundial, o xintoísmo deixou de ser a religião estatal do país. O objetivo do xintoísmo é promover a cooperação e o contato com os kamis, que são louvados em suas moradas, os templos xintoístas. Após os louvores, faz-se uma refeição em memória dos kamis, com vinho e arroz. Na cultura xintoísta, a figura feminina ilustra a descendência dos imperadores, mas não redime os kamis, que obtêm sua redenção exclusivamente pelo ato “heróico” da guerra. Atualmente, o japão é considerado um laboratório de religiões variadas. 

    JUDAÍSMO E CRISTIANISMO (Israel)
    O cristianismo é uma religião histórica, fundada pelo judeu Jesus Cristo, no ano 33, e seu credo fixo é o Novo Testamento. Jesus preserva a beleza da cultura e dos mitos do Judaísmo, fundado por Moisés, bem como as lendas dos povos hebreus, que aparecem refletidas em suas parábolas. Paradoxalmente, Cristo também rompeu com o machismo da lei Mosaica (Mateus 5, 31-32), que permitia o repúdio à esposa, bem como com as brutalidades do Antigo Testamento, o qual normatiza a ética do Judaísmo. 

    Para Cristo, o comportamento poligâmico dos patriarcas hebreus, descrito nos cinco primeiros livros de Moisés, o Pentateuco (Torah), não serve de modelo para nenhuma sociedade, pois é repleto de corrupção, incestos, assassinatos, estrupros, ódio e violência. Cristo nega que Moisés tenha dado o pão do Céu (João 6, 32) e diz que Ele próprio é o pão vivo descido do Céu (João 6, 51). Cristo rompe ainda com a verdade pregada por Abraão e declara: “A verdade que ouvi, ouvi de Deus, isso Abraão não fez” (João 8, 40)

    Outra diferença fundamental entre Cristianismo e Judaísmo é que os judeus, que cultuavam Jeová, exigiam que o Filho de Deus fosse descendente do rei. Segundo o historiador David Flusser, Jesus só foi descrito como descendente de Davi para que pudesse ser aceito e legitimado pelos judeus como o Messias, pois, de fato, o Rei dos pobres, dos fracos e excluídos, não estava preocupado em ter sangue azul. Diz o Mestre: “Como dizem os escribas que Cristo é o Filho de Davi? […] Ora, se o próprio Davi o chama Senhor, como então é ele seu filho?” (Marcos 12, 35-37)

    Os judeus representam a etnia viva de Jesus Cristo, e esse é o verdadeiro motivo de tantas perseguições. Eles foram deportados da França, expulsos da Espanha e impedidos de entrar na Noruega. Seis milhões de judeus foram exterminados no regime nazista. Segundo Felipe Aquino, o papa Pio XII — que tem sido acusado pelos inimigos da Igreja como omisso, na Segunda Guerra Mundial — não apenas defendeu o povo de Israel, com também conseguiu salvar 800 mil judeus.

    Em um discurso publicado na revista Time, Einstein declarou: “Quando as universidades foram amordaçadas, confiei nos grandes editores dos diários que proclamavam seu amor pela liberdade. Mas, do mesmo modo que as universidades, também eles tiveram que se calar, sufocados em poucas semanas. Somente a Igreja permaneceu firme, em pé, para fechar o caminho às campanhas de Hitler, que pretendiam suprimir a verdade. Antes eu nunca havia experimentado um interesse particular pela Igreja, mas agora sinto por ela um grande afeto e admiração, porque a Igreja foi a única que teve a valentia e a constância para defender a verdade intelectual e a liberdade moral.”

    Os judeus não convertidos em Cristo ainda continuam esperando a vinda do Messias ou da era messiânica: o estado de paz na Terra. Entretanto, a tradução grega da palavra Messias significa Christos, uma comprovação de que o Mestre é mesmo o Filho prometido, tão esperado pelos judeus, embora tenha renovado radicalmente os preceitos do Judaísmo, instituindo ele próprio uma doutrina independente e moralmente incontestável.

    Além da Torah, a lei escrita, os judeus também acreditam que Moisés tenha recebido de Deus uma lei oral, que posteriormente foi compilada no Talmud, livro de ensinamentos usados pelos rabinos em suas orientações aos fiéis. É válido ponderar que embora Jesus tenha negado muitas mitologias do judaísmo, ele endossou não só na teoria, mas também na prática, a mais nobre de todas as leis judaicas: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19, 18)

    CATOLICISMO (Roma)
    A Igreja Católica, primeira instituição cristã do mundo, foi fundada por Jesus Cristo, no ano 33, e legitimada pelo Império Romano em meados de 327 d.C. Essa organização, que é a raiz original e autêntica do cristianismo, começou a dividir sua autonomia com outras religiões cristãs somente a partir do século XVI. Um ponto comum entre elas é a adesão ao Salvador. A Igreja Católica já foi abalada pelo triunfo efêmero da inquisição, mas resistiu a todas as provações mundanas. No Brasil, existem 125 milhões de católicos declarados, e na Europa, muitas igrejas luteranas ainda preservam a arte sacra católica nos seus altares.

    Felipe Aquino afirma que é necessário compreender a Inquisição no seu contexto cultural, jurídico e político. O Simpósio do Vaticano constatou que as maiores matanças da época da Inquisição aconteceram por intermédio dos tribunais civis da Suíca, da Polônia, e da Dinamarca. Na Idade Média, a heresia era considerada um crime civil. Tanto a Igreja contava com pessoas lúcidas no seu comando, que o Papa Nicolau enfrentou o Rei da Bulgária, em 866, alegando que era absolutamente contra o uso da tortura e da violência para converter os pagãos. Santo Agostinho também rejeitou o uso da força, e para São Crisóstomo, matar um herege era um crime imperdoável. São Martinho trabalhou para que o Imperador não derramasse sangue, mas militou em vão, pois muitas mortes foram decretadas em nome da autoridade eclesiástica, mesmo contra a vontade dos sacerdotes. Na Alta Idade Média (1054-1350), a Igreja lutou para se libertar do poder do Estado e de suas ingerências. 

    Segundo Aquino: “O Direito Canônico da Igreja não permitia que ela levasse à morte o culpado por causa do célebre princípio ‘Ecclesia abhorret sanguine – A Igreja repugna derramar sangue’; portanto, a execução de um condenado era sempre tarefa do Estado. […] Outro exemplo típico do uso da Inquisição pelo poder político foi o caso de Santa Joana d’Arc, que foi condenada por maquinação dos ingleses.” Assim, a inquisição, que era um mero tribunal que defendia a Igreja de movimentos ideológicos pagãos, passou a ser sustentada e dominada pelo poder do Estado.

    O historiador Daniel Rops alega que não foi a Igreja que inaugurou a repressão da heresia por meio da violência, mas sim os imperadores que se diziam cristãos, e que castigavam os fiéis com penas temporais, prisão e flagelação. Muitos príncipes, como Roberto o Piedoso, mandaram queimar os hereges de Órleans; o imperador Henrique III mandou enforcar outros em Goslar. Na Idade Média, a pena de morte era comum até para crimes pequenos, e muitos papas foram assassinados, envenenados, presos e exilados. Contudo, Jesus diz no Evangelho de São Mateus que “as portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja” (16, 18). Aquino esclarece que a Igreja é absolutamente infalível quando prega a doutrina de amor pregada por Cristo, mas jamais prometeu a impecabilidade para seus filhos, nem mesmo para o papa.

    ISLAMISMO MUÇULMANO (Arábia, África e Europa)
    O islamismo teve origem na Arábia, no século 7 d.C, e seu livro sagrado é o Corão ou Alcorão. A palavra ‘islã’ significa submissão e, no Islamismo, o marido pode tanto ter várias mulheres quanto puni-las fisicamente, caso elas o desobedeçam. O divórcio é possível, mas, assim como na lei mosaica, é um direito exclusivo dos homens.

    Na maioria dos países islâmicos, não existe sacerdócio organizado, mas todos sofrem a influência de seu fundador, o “profeta” Maomé, Mohammed ou Muhammad, condutor de camêlos nascido em Meca, na Arábia, e que tomou posse de alguns preceitos do cristianismo para fundar sua própria religião. Uma das principais diferenças entre essas religiões é que Maomé não professava o desapego cristão, mas assaltava as caravanas que pertenciam às famílias de Meca, em Medina, e assim conseguia se firmar financeiramente.

    Antes de morrer, Maomé tomou a cidade de Meca e subjugou grande parte da Arábia. Quando morreu, os muçulmanos passaram a ser liderados por califas de Bagdá ou sucessores que se denominavam parentes de profetas. O califado permaneceu por quinhentos anos, depois, a liderança foi passada para um sultão turco de Istambul, até a década de 20.

    Para os muçulmanos, o homem não merece nada de Deus e não pode invocar auxílio de Deus nos templos. O ataque mais severo de Maomé ao cristianismo se dirigiu ao dogma cristão da Santíssima Trindade, que é professado como um mistério. Nas mesquitas islâmicas, os homens permanecem no salão principal, as mulheres não participam das cerimônias e devem ficar escondidas no fundo. 

    A cultura moura passaria, facilmente, a dominar a cultura europeia e é possível que o futuro do Ocidente estivesse fadado às mãos dos muçulmanos, se não fosse a intervenção da Igreja Católica, que fundou as primeiras universidades da Europa e inibiu a difusão da cultura islâmica no mundo. Ainda assim, o Islamismo está predominando em massa na África e no Oriente, e nos últimos anos tem se tornado a segunda maior religião da Europa e a segunda maior do planeta, em razão da numerosa procriação favorecida pela poligamia. Em nome de Alá, os radicais do islamismo crescem no mundo e convocam terroristas e homens bomba para a Jihad (guerra santa).

    ESPIRITISMO (França e Estados Unidos)
    O espiritismo é uma religião relativamente nova, fundada por Alan Kardec na França, no século 19. A russa Helena Blavatsky também fundou a Sociedade de Teosofia, em Nova York, baseada no espiritismo. O espiritismo moderno resgata a idéia de reencarnação presente no hinduísmo. Os espíritas creem que os vivos possam entrar em contato com os mortos, embora essa hipótese seja descartada pelo Cristianismo, que entende que o único espírito a ser invocado é o próprio Espírito Santo.

    Apesar dessa incompatibibilidade explícita, os kardecistas professam a fé cristã e estudam o Evangelho Segundo Jesus Cristo. Alguns pesquisadores afirmam que Kardec não teria credibilidade para fundar uma doutrina própria, sem acatar a figura de Cristo, e por essa razão tratou de encartá-la em sua teoria. Para o sociólogo Max Weber, o espiritismo é tão autônomo e independente de Cristo, e do próprio Deus, que se a figura divina for retirada da base da doutrina espírita, o sistema continua funcionando normalmente, pois a lógica do espiritismo não depende de Jesus nem de um Salvador. O espiritismo não crê na ressurreição corporal de Jesus nem em sua divindade, e o entende apenas como um ser humano evoluído e iluminado.

    Os militantes do espiritismo acusaram, recentemente, o monsenhor Jonas Abib de preconceito; ele foi processado e chegou a ser proibido de celebrar missas. Tudo começou com uma explicação didática no livro “Sim, Sim. Não, Não.”, no qual o padre explica que os católicos não devem ser permissivos e condescendentes às práticas espíritas. Monsenhor Jonas Abib afirma que pode falar com autoridade sobre esse assunto, pois sua mãe foi espírita.

    MARXISMO
    Karl Marx sublimou a própria vida, em nome da causa operária, e toda sua ideologia gira em torno da eliminação das diferenças de classes sociais e da extinção do Estado, em prol de uma sociedade justa e igualitária. Ocorre que toda essa beleza utópica carrega também o signo da violência, pois a burguesia não entregaria o poder ao proletariado sem guerras e derramamento de sangue. Assim, o seu sonho de liberdade cooperativista resultou no comunismo e na morte de milhões de pessoas. 

    Em uma recente declaração, o papa Bento XVI condenou mais uma vez a Teologia da Libertação, baseada no marxismo. O teólogo Leonardo Boff afirmou que o papa Bento XVI deveria ler Karl Marx, e acrescentou: “Que bem faria ao atual papa um pouco de marxismo.” O que o teólogo ignora é o conteúdo anti-critão da teoria, a começar pelo aborto, prática defendida por Marx, que era ateu. Para Marx e para os comunistas, a família era uma realidade filha da Igreja e ambas deveriam ser elimininadas.

    Marx afirmou, em 1847, na Gazeta alemã de Bruxelas: “Os princípios sociais do Cristianismo justificam a escravidão, pregam a necessidade de uma classe dominante e de uma classe oprimida, e colocam no Céu a compensação de todas essas infâmias, justificando sua permanência sobre essa terra. Os princípios sociais do cristianismo declaram que todas as infâmias dos opressores em relação aos oprimidos são o justo castigo do pecado original. Os princípios sociais do cristianismo pregam a fraqueza, o desprezo de si mesmo, o alvitamento, a servilidade, a humildade e todas as qualidades do canalha. Os princípios do cristianismo são princípios de hipócritas, e o proletariado é revolucionário.”

    Marx nunca foi um estudioso do cristianismo e seu discurso não tem qualquer fundamento fenomenológico. A miséria cristã referida por Marx pode ser derrubada pelas palavras de Jesus, que não pregou a prosperidade apenas na vida eterna, mas também “neste mundo” (Lucas 18: 29,30) Jesus jamais pregou a miséria, espalhou a abundância na vida dos apóstolos e disse ainda: “Buscai antes o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as vossas necessidades (espirituais e materiais) serão supridas por acréscimo (além do necessário).” (Lucas 12, 31)

    PSEUDOFEMINISMO 
    A filosofia ateísta de Heidegger, Marcuse, Shoppenhauer, Feuerbach, Nietzche, Marx e Freud, promoveu a revolução sexual dos anos 60. E embora exista uma fictícia ilusão de feminismo nessa pseudolibertação, essa revolução é a responsável por todo o sexismo atual, explícito e implícito, que coisifica a mulher na mídia e nos meios de comunicação de massa. 

    Se Jesus explicou o ser humano pela via do “amor”, Freud limita e reduz toda as atitudes do homem ao “sexo”, como se o ser humano fosse um animal incapaz de se conter e de dominar a si próprio. Segundo Felipe Aquino, Freud era machista: “Freud foi um ateu, inimigo da Igreja, e afirmava que o sexo define a pessoa em todas as suas manifestações, mesmo no cultivo das artes. As práticas religiosas são movidas pelo ‘eros’, de modo que não é a pessoa que se manifesta pelo sexo, mas é o sexo que se manifesta na pessoa. Para Freud, a religião é considerada uma ilusão; a sua teoria dessacraliza o amor e rebaixa as mulheres como objetos descartáveis.”

    O pseudofeminismo da atualidade não visa libertar a mulher, como parece, mas reivindica o aborto e trabalha indiretamente para a “máfia” da medicina, que almeja legalizar clínicas de matança$ no país inteiro. Segundo a pseudofeminista radical S. Firestone: “O feminismo de gênero também é inspirado em Freud e em Marx, e sua prioridade é acabar com o matrimônio monógamo e com a família, que são entendidos como a síntese do domínio patriarcal.” Ao contrário do que declara Firestone, se as pseudofeministas entendessem de religião, constatariam que o primeiro feminista de toda a história da humanidade foi Jesus Cristo, que pôs um fim à opressão das mulheres ao censurar os patriarcas hebreus.

    Outro tipo de crítica muito comum, que as pseudofeministas dirigem aos católicos, são as celebrações religiosas regidas exclusivamente pelos padres, como as missas. Essa tradição religiosa, no entanto, em nada diminui o poder da mulher no catolicismo, pelo contrário, muitas freiras são intelectuais, poliglotas, diretoras de universidades e regem integralmente a produção intelectual e acadêmica da Igreja. 

    O feminismo é urgentemente necessário, mas não pode ser confundido com pseudofeminismo. O que liberta uma mulher não é o aborto, o sexo, a homossexualidade e a coisificação do corpo, e sim a sua capacidade intelectual de trabalhar para a gestão espiritual e religiosa nas paróquias, para a produção intelectual nas universidades, bem como para a construção de um mundo empresarial mais sensível, mais humano, e coerentes com os ensinamentos de Jesus nesse nosso mundo tão machista: que oprime a mulher na mídia, nas novelas e nos comerciais de cerveja.

    MAÇONARIA
    (Dom Estevão Tavares Bettencourt)
    A maçonaria surgiu na era medieval e nada tem a ver com os cavaleiros templários, nem com Hiram, rei de Tiro, e desde os primeiros anos de sua existência foi condenada pela Igreja. Em 1738, o papa Clemente XII a reprovou através da constituição: In eminenti; o gesto foi repetido várias vezes pelos papas seguintes. As razões são inúmeras, em primeiro lugar, recrimina-se o caráter secreto das regras e deliberações maçônicas. O Direito Romano já julgava ilícitas as sociedades secretas; o jurista Cecílio Natal escrevia: ‘As coisas honestas sempre se regozijam quando dadas à luz, os crimes, porém, guardam-se em segredo.’ Tal princípio foi citado por Bento XIV, em 1751. Além dos juramentos velados, da exclusão de Cristo e do Evangelho, outra causa da reprovação da Igreja é o fato de a Maçonaria ter a pretensão de ser um sistema total e totalizante. A Maçonaria exige fidelidade para a vida e para a morte, e cria em torno de seus seguidores um clima tal que, na prática, acaba por alheá-los totalmente às exigências da fé.

    O “ÚNICO” objetivo religioso da vida de um cristão é evangelizar.
    Disse o Mestre: “Anunciai o Evangelho a todas as criaturas!” 
    Repasse essa mensagem para todos de sua lista!
    Mil Beijooosss
    ;o)

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