Um dia fui procurar o texto que continha esta frase “Tu te tornas Eternamente responsável por aquilo que cativas” pois ela
começou a fazer parte da minha vida, foi então que descobri que pertencia ao livro do pequeno príncipe. Gostaria de partilhá-lo com você, é um texto para crianças mais que pode revelar coisas muito importantes a pessoas de qualquer idade.

Mas aconteceu que o principezinho, tendo andado muito tempo pelas areias, pelas rochas e pela neve, descobriu, enfim, uma estrada. E as estradas vão todas na direção dos homens. Bom dia, disse ele. Era um jardim cheio de rosas.
– Bom dia, disseram as rosas.

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O principezinho contemplou-as. Eram todas iguais à sua flor.
– Quem sois? Perguntou ele estupefato.
– Somos rosas, disseram as rosas.
– Ah! Exclamou o principezinho…

E ele sentiu-se extremamente infeliz. Sua flor lhe havia contado que ela era a única de sua espécie emtodo o universo. E eis que havia cinco mil, iguaizinhas, num só jardim! “Ela haveria de ficar bemvermelha, pensou ele, se visse isto…
Começaria a tossir, fingiria morrer, para escapar do ridículo. E eu então teria que fingir que cuidava dela; porque senão, só para me humilhar, ela era bem capaz de morrer de verdade…” Depois, refletiu ainda: “Eu me julgava rico de uma flor sem
igual, e é apenas uma rosa comum que eu possuo. Uma rosa e três vulcões que me dão pelo joelho, um dos quais extinto para sempre. Isso não faz de mim um príncipe muito grande…” E, deitado na relva, ele chorou.

O principezinho ficou muito infeliz porque achava que sua flor era única no universo e descobriu que havia cinco mil iguais a
ela. Ela não era especial, única, era comum, não tinha nada de diferente. Aquilo que pensava que o fazia rico, um grande príncipe, não o fazia melhor que ninguém. Talvez nós vivamos da mesma forma, estamos tão apegados àquilo que temos que não nos abrimos a mais nada, nem ninguém, estamos presos no nosso mundo egoísta, no nosso universo particular aonde só entram as pessoas que queremos e se formos ver não entra quase ninguém, pois hoje em dia vivemos vidas profundamente solitárias. O principezinho não conhecia de verdade a sua rosa, por isso não era capaz de ver o quanto ela era verdadeiramente importante para ele. Foi então que ele conheceu a raposa que tem um lindo ensinamento para nós…

– Bom dia, disse a raposa.
Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
– Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira…
Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita…
– Sou uma raposa, disse a raposa.

– Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste…
– Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram
ainda.
– Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:
– Que quer dizer “cativar”?
– Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
– Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer “cativar”?

Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
– Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer “cativar”?

Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo… Assim acontece conosco todos os dias convivemos com várias pessoas durante todo o nosso dia e posso dizer que a maioria dela não tem importância nenhuma para nós, passamos 8 até 10 horas em nossos trabalhos ou escola e não temos amigos lá, é só competição, um querendo tomar o lugar do outro, ou são relacionamento puramente superficiais de conveniência que de fato ninguém é importante para ninguém, apenas são úteis um ao outro.

Nós vivemos assim as pessoas que estão ao nosso redor parecem não significar mais nada para nós, não nos relacionamos com os nossos pais, os pais com os filhos, maridos com as esposas, famílias sendo destruídas porque não se cativam mais, esqueceram-se que foram criados para amar e que se não amarem estarão cometendo um suicídio, é isso mesmo, você pode estar morto e não sabe. Uma pessoa que desistiu de amar morreu, só falta enterrar porque não existe mais vida, alegria, esperança em um coração que não ama. Ah meu Deus!!! Precisamos acordar. Não temos tempo a perder é preciso criar laços e talvez muitos de nós precisemos reatar laços que já haviam sido criados e que foram se perdendo no tempo, sufocados pela mágoa, ressentimento, falta de perdão…..

Quando cativamos… as pessoas passam a fazer parte da nossa vida e nós da delas, a vida muda quando criamos laços, encontrar a pessoa que amamos nos dá alegria e mesmo que não estejamos mais próximos dela, ela está presente em nosso coração. Temos necessidade de amar, isso está no nosso DNA, fomos criados com este sinal impresso em nós, só precisamos quebrar a barreira inicial do egoísmo, auto-suficiência, do medo, para sermos felizes.

Deus abençoe!

Diacono Waldir Rodrigues
Responsável pela Canção Nova na França
waldir@cancaonova.com

5 Comentários

  1. “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”… rsrrsrs

  2. como poderia esquecer a cor do trigo…se ela ja me marcou tanto…
    realmente o livro do pequeno principe diz mto de nós, e a frase “tu te tornas eternamente responsável… é para não nos esquecermos do quanto as pessoas fazem parte da nossa vida, e como devemos cultiva-las…para que nunca se apague a cor do trigo da nossa mente.
    Saudade

  3. Isabel Meirelles

    Obrigada por esta reflexão tão profunda e necessária. Pouco tempo tenho para parar, mas hoje já ganhei o dia, com a sua ajuda.Agora vou continuar a trabalhar, com mais amor no coração e em espírito de Oração. Que Deus abençõe a Canção Nova e Todos os seus missionários. Obrigada Isabel Meirelles Porto Portugal

  4. .Sem dúvida, aqueles que cativamos e nos cativaram farão parte eternamente das nossas vidas…você é uma destas pessoas.

  5. Maria Clara

    O Pequeno Principe , ao contrario do que muita gente pensa, nao é um livro para crianças. É um livro a qual paramos para refletir. Essa frase, uma das mais conhecidas desse livro,é maravilhosa , ela faz cada um de nós , pensar nos atos que cometemos no passado , que estão sendo refletidas hoje, são consequencias, tanto boas, ou ruins. Por isso recomendo : leiam o pequeno principe. Fará voce, refletir muito sobre a vida

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