mons jonasPara Deus mil anos são como um dia e um dia é como mil anos. Chegará a hora em que Jesus falará para quem luta contra o pecado: “Vinde, benditos de meu Pai!”, devido à nossa decisão de não pecar hoje. Não imaginamos o que nos espera no Reino do Pai.

A vida é passageira. O que são 100 anos neste mundo? Tudo vai passar. A moda de um ano atrás já não passou? Tudo passa, só permanecerá o amor de Deus. A Bíblia diz que a fé e a esperança vão desaparecer e só o amor permanecerá.

Deus está proporcionando o melhor para você, para que, no dia do julgamento, você entre no Reino dos Céus. Você é convidado ao bendito Reino dos Céus.

Seu irmão,

Monsenhor Jonas Abib

Fundador da Comunidade Canção Nova

O fator mais importante – que classifica a Bíblia como o livro mais singular – é a influência que ela tem sobre a vida dos homens. Embora a Sagrada Escritura seja um grande tesouro com respeito à sua contribuição para humanidade em literatura, filosofia e história, o maior valor deste livro se encontra na grande influência que exerce sobre as pessoas. Através de suas páginas o homem se vê exposto à sua verdadeira condição diante de Deus; a Palavra de Deus é como uma espada que penetra até os pensamentos e propósitos do homem e o convence de seus pecados diante do Todo-poderoso (cf. Hb 4:12). “Porque a Palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”).
Santo Agostinho era um homem indisciplinado e libertino em sua juventude, porém, sua mãe orava por ele enquanto ele crescia. Depois de levar uma vida dissoluta por muitos anos, certo dia, com trinta e um anos de idade, ao ler a Bíblia debaixo de uma figueira, chegou ao trecho que diz “Andemos dignamente, como em pleno dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes, mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e nada disponhais para a carne, no tocante às suas concupiscências” (Rm 13:13-14). Essas palavras o convenceram dos seus pecados e ele se arrependeu diante do Senhor e se tornou um servo de Cristo.
No curso da história, muitas pessoas famosas foram movidas a crer em Cristo e a ler a Sagrada Escritura. O imperador francês Napoleão, após ter sido derrotado e exilado na ilha de Santa Helena, confessou que embora ele e outros grandes líderes tivessem fundado seus impérios com uso da força, Jesus Cristo edificou Seu Reino com amor. E também confessou que embora pudesse reunir seus homens em torno dele em prol de sua própria causa, ele teria de fazê-lo falando-lhes face a face, enquanto, por dezoito séculos [na época], incontáveis homens e mulheres se dispuseram a sacrificar, com alegria, a própria vida por amor a Jesus Cristo, sem tê-Lo visto sequer uma vez.
A razão pela qual muitos se dispuseram a deixar tudo para seguir a Cristo e ser martirizados por causa d’Ele é que eles O viram revelado na Bíblia. Esse livro sagrado tem sido a fonte de inspiração para que muitos creiam em Nosso Senhor Jesus Cristo. E embora muitos reis, imperadores e governantes tenham tentado, nos últimos dois mil anos, erradicar a Bíblia, a começar pelos imperadores romanos do primeiro século até os governos ateus deste século, nenhum poder sobre a terra tem conseguido abalar a atração do homem por esse livro sagrado e pela Pessoa maravilhosa que ele revela. O Cristo revelado na Bíblia continua hoje tão vivo como há dois mil anos. Nenhuma biografia de homem sobre a terra tem transformado tantas vidas como a vida de Jesus Cristo o faz.
A Bíblia existe para que possamos compreender, temer, respeitar e amar a Deus sobre todas as coisas, assim ela se denomina a si mesma como a Sagrada Escritura: “E desde a infância conheces as Sagradas Escrituras e sabes que elas têm o condão de te proporcionar a sabedoria que conduz à salvação, pela fé em Jesus Cristo. Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (cf. II Tm 3,15-17).
A revelação principal da Bíblia é a vida; o diabo veio para matar, roubar e destruir, mas Jesus Cristo veio para que aqueles que n’Ele cressem, e por Ele vivessem, tenham vida e vida em abundância. “O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10,10). Por isso, quando lemos a Bíblia, devemos entrar em contato com o Senhor Jesus, orando para que Ele nos dê revelação da palavra lida.
“Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6,17-18). E orando também para que sejamos capacitados pelo Espírito Santo para viver a Palavra de Deus, e não só apenas conhecê-la em nossa mente, pois o simples fato de conhecermos a Bíblia não nos faz cristãos; os judeus cometeram esse erro, pois eles examinavam as Escrituras, mas não conheciam a Pessoa de Cristo. “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo, não quereis vir a mim para terdes vida” (Jo 5,39-40). Isso pode ser mais bem compreendido ao analisarmos o versículo de II Coríntios, 3,6: “O qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica”.
Não devemos tomar a Bíblia como um livro comum, apenas para nos trazer algum conhecimento a nossa mente, mas devemos tomá-la como um livro de vida, contatando o Senhor Jesus, através da oração, para que Ele nos conceda algo vivo em Sua Palavra, ou seja, algo que traga uma lição prática para o nosso viver no dia a dia, pois a intenção de Deus, revelada na Sagrada Escritura, não é apenas a salvação do nosso espírito, como também a salvação de todo o nosso ser, para que consigamos viver coletivamente na Igreja, que é comparada ao Corpo e à Esposa de Cristo: “O qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (I Tm 2,4). “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Ts 5,23). “Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (I Cor 12,27). “Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe a glória, porque são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou” (Ap 19,7).

Padre Anderson Marçal
Comunidade Canção Nova

“Levanta-te e vai à grande cidade” (Jn, 1,2)

Setembro é o mês da Bíblia. Esta iniciativa surgiu há 39 anos na Arquidiocese de Belo Horizonte e, logo em seguida, foi lançada e aceita em toda a Igreja do Brasil. Começou-se, então, a dar maior atenção à Bíblia, com estudos, reflexões e orações.

O Documento de Aparecida destaca esta prática no Caminho de Formação dos Discípulos Missionários. Bento XVI propõe: “Ao iniciar a nova etapa que a Igreja missionária da América Latina e do Caribe se dispõe a empreender, a partir desta V Conferência em Aparecida, é condição indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. Por isso, é necessário educar o povo na leitura e na meditação da Palavra: que ela se converta em seu alimento para que, por experiência própria, vejam que as palavras de Jesus são espírito e vida (cf. Jo 6,63 – Dap, 247).

Entre as várias formas de aproximação à Bíblia, está a Leitura Orante da Bíblia, também chamada de Lectio Divina. “Esta leitura orante, bem praticada, conduz ao encontro com Jesus – Mestre, ao conhecimento do Jesus – Messias, à comunhão com Jesus-Filho de Deus e ao testemunho de Jesus – Senhor do Universo. Com seus quatro momentos (leitura, meditação, oração e contemplação), a leitura orante favorece o encontro pessoal com Jesus Cristo, semelhante ao modo de tantos personagens do Evangelho: Nicodemos (Jo, 3, 1-21); a Samaritana (Jo, 4, 1-42), o cego de nascimento (Jo 9) e Zaqueu (Lc, 9, 1-10)” (Dap, 249).

A Comissão Episcopal para a Animação Bíblico Catequética, juntamente com o Grupo de Reflexão Bíblica Nacional da CNBB, dando destaque ao mandato missionário de todo o cristão em conseqüência de seu Batismo, está propondo para o mês da Bíblia 2010, o estudo e a meditação do Livro de Jonas com destaque para a evangelização e a missão na cidade.

“E veio a Palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: “LEVANTA-TE, VAI À GRANDE CIDADE DE NÍNIVE E CLAMA CONTRA ELA, PORQUE A SUA MALÍCIA SUBIU ATÉ MIM” (Jn, 1, 1-2). Era uma ordem de Deus a seu Profeta! Ele que acreditava no Senhor não tinha outra coisa a fazer senão obedecer, partir! Mesmo com os temores naturais se ele fosse ou não aceito, se fosse ridicularizado, expulso… ou até martirizado!

E aqui começa o drama de Jonas! Parte, sim! Vai até o porto, compra uma passagem… mas não para Nínive, e sim para Társis “para fugir diante da face do SENHOR” (Jn, 1,3). Em resumo: a viagem fracassa; surge uma grande e inesperada tempestade. Os marinheiros percebem tratar-se de um castigo divi-no dirigido contra alguém, que viajava no barco. Tiraram a sorte para saber quem seria jogado ao mar. A sorte caiu sobre Jonas, que confessou tudo. Foi jogado ao mar. E um grande peixe o engoliu, onde ficou por três dias e depois o vomitou na praia do mar.

Aí, então, obedeceu a Deus. “E veio a palavra do Senhor segunda vez a Jonas dizendo: “Levanta-te e vai à grande cidade de Nínive, e prega contra ela a pre-gação que eu te disse. E levantou-se Jonas e foi a Nínive… (Jn, 3, 1-3). Esta era uma grande cidade. E Jonas foi caminhando e anunciando: “Dentro de quarenta dias Nínive será destruída” (Jn, 3,4). E o Povo foi acreditando em sua pregação. Começou a fazer penitência. O rei também acreditou e se arrependeu. E decretou: “Cada um deverá voltar atrás de seus caminhos perversos e deixar de praticar todo o tipo de opressão. Quem sabe, assim, Deus volta atrás, tem compaixão, revoga o ardor de sua ira e nós deixamos de ser destruídos?”(Jn, 3, 8-9). Deus viu o que eles fizeram e como voltaram atrás de seus caminhos perversos. Compadecido, desistiu do mal que tinha ameaçado. Nada fez” (Jn, 3,10).

Jonas ficou desgostoso do final de sua pregação, pois ele queria o castigo dos maus. Mas Deus ainda lhe faz ver como é seu modo de agir: “E eu não terei pena de Nínive, esta enorme cidade de mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem distinguir entre a direita e a esquerda, além de tantos animais?”

Assim termina o livro de Jonas, que é uma exortação à conversão e à misericórdia, de que tanto precisava Jonas e nós também. O povo e os cristãos atuais, os habitantes de nossas cidades, devem deixar-se corrigir pela Palavra inspirada, santa e perfeita, útil para exortar e para “discernir os propósitos do coração” (Hb, 4, 12).

Dom Jacyr Francisco Braido
Bispo da Diocese de Santos – SP

INTRODUÇÃO
A Bíblia sempre foi um livro intrigante, misterioso, confuso e até mesmo desejado por homens e mulheres de todos os tempos. Uma prova disso, seria do porque que é o livro traduzido em mais línguas, ou um dos livros mais antigos, e ainda recente, (se pensarmos no Antigo Testamento) da humanidade. Mas nos dias de hoje, como poderíamos nos aproximar deste livro, levando em consideração a distancia de tempo que está entre nós e os seus autores? A resposta seria apenas uma, e esta usamos o documento do Concilio Vaticano II, que diz que devemos ler a Bíblia em intimidade com o mesmo Espírito no qual foi escrita.
Ou seja, enquanto nos aproximarmos da Palavra de Deus apenas como um livro histórico, ou apenas como curiosidade, nunca o entenderemos, como realmente é: Palavra de Deus. Para entendermos a Bíblia, não basta apenas estuda-la, mas principalmente fazer uma experiência com ela. Esta experiência, que com os olhos da fé que a reconhece Palavra de Deus, será nova a cada momento que for lida. Esta é a intenção neste curso, que muito mais que um momento de estudo da Palavra de Deus, é um convite a fazer uma experiência de vida e de intimidade com a Bíblia, Palavra de Deus.

METODOLOGIA
Partiremos sempre de um texto bíblico, onde faremos meditadamente uma leitura (se preciso mais vezes). Ao texto faremos 3 perguntas. Repito, ao texto faremos 3 perguntas. Por que digo ao texto? O texto lido, não é apenas letra morta, mas o Verbo de Deus, ou seja, é Deus que fala através da Sua Palavra. Por isso, perguntar ao texto, pois é ele, o texto, a Palavra de Deus que deve responder.
E quais são as três perguntas?

• O que diz o texto? Isto implica uma leitura em caráter histórico-literário do texto.
• O que o texto me diz? Isto implica partimos para descobrimos no texto algumas coisas que me fazem me encontrar com o texto e no texto. Promessas de Deus, ordens de Deus e princípios eternos, que não mudam, por exemplo, “Deus é amor”. Tentando atualizar o texto lido na minha vida, colhendo do texto a mensagem de Deus para mim naquele momento. Digo naquele momento, pois a Palavra de Deus é sempre nova, e sempre tem algo para nos dizer.
• O que este texto me impulsiona a fazer? É hora de decisão, de colocar em pratica a mensagem de Deus na vida. Isto pode implicar um perdão, uma reconciliação, uma conversão, um deixar, uma tomar posse, enfim, uma atitude concreta, à luz do mesmo Espírito no qual a Bíblia foi escrita.

CONCLUSÃO
Este é apenas um método como existem tantos outros para a leitura da Bíblia. Não importa o método, mas a experiência continua que eu faço com a Palavra de Deus que deve, verdadeiramente encarnar na minha vida, através de tudo que eu faço.
Apelo à santidade dos filhos de Deus é a primeira mensagem da Bíblia que se desenvolverá nos diversos temas, situações, encontros e desencontros, que somos todos, sem exceção a viver. Mas é apenas um convite, pois sobretudo a liberdade deve guiar a leitura da Palavra de um Deus que é amor, e só por amor seremos verdadeiramente livres.
Bom encontro com a Palavra do Deus Amor.

fev 15th

1º LEITURA
Conhecer, respeitar, situar (o que o texto diz?)
– exige determinação constante e contínua, perseverança, ascese e disciplina;
– não pode ser interesseira, mas deve ser gratuita, em vista do Reino e do bem do povo;
– é ponto de partida e não de chegada, faz o leitor pisas no chão;
– faz algumas exigências: analisar o texto e situá-lo em seu contexto de origem, em três níveis : a) literário ( quem? o quê? onde? por quê? quando? como? com que meios? como o texto se situa dentro do contexto literário do livro de que faz parte?) b) histórico (a história e suas dimensões econômica, social, política, ideológica, afetiva, antropológica e outras) c) teológico (o que Deus tinha a dizer ao povo naquela situação histórica; o que Ele significava para aquele povo; como se revelava; como o povo assumia e celebrava a Palavra do Senhor.
2º MEDITAÇÃO
Ruminar, dialogar, atualizar(o que o texto nos (me) diz?)
– o que é que Deus, através desse texto, tem a dizer hoje, aqui na América Latina, no Brasil;
– é um esforço que se faz para atualizar o texto e trazê-lo para dentro do horizonte da nossa vida e realidade, tanto pessoal como social;
– é uma diligente atividade da mente que, com a ajuda da própria razão, procura o conhecimento da verdade oculta;
– é atingir o fruto do Espírito;
– é semente de oração…a sua prática nos leva à oração.
3º ORAÇÃO
Suplicar, louvar, recriar (o que o texto me faz dizer ao Senhor?)
– como atitude está presente desde o início da leitura orante…no início invoca-se o Espírito Santo;
– mas tem o seu lugar próprio durante a Lectio Divina;
– admiração, “espanto “pelas maravilhas do Senhor;
– a comunitária supõe a pessoal;
– louvor, ação de graças, súplica, perdão, revolta…
– para evitar os conhecidos desvios é preciso que quem reza aprenda a lutar e quem luta aprenda a rezar;
4º CONTEMPLAÇÃO
Enxergar, saborear, agir (o que vejo melhor e vou fazer?)
– é o que sobra nos olhos e no coração, depois que a oração termina;
– cada vez que chego neste degrau, sinto-me reforçado para um novo começo;
– reúne em si todo o percurso da Lectio Divina;
– nela, ao que tudo indica, a experiência de Deus suspende tudo, relativiza tudo e, como que por um instante, antecipa algo da alegria que “Deus preparou para aqueles que o amam”
(1Cor 2,9).

Fonte: vocacional cn